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Meia noite em Paris, de Woody Allen

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Aguardava o lançamento desse filme há algum tempo. Depois do frustrante “Você vai conhecer o homem de seus sonhos” (You will meet a tall dark stranger), esperava qual carta o velho Woody Allen ia tirar da manga.

Torci o nariz para boa parte do elenco, como Owen Wilson, Rachell McAdams e Carla Bruni, aplaudi a escolha da linda Marion Cotillard (mas também por ela ser uma boa atriz).

Estreiou, e eu fui ver Meia Noite em Paris (Midnight on Paris). E só tenho elogios para ele. Allen novamente acertou na mistura de reflexão e comédia, com uma fotografia que remete a “Manhattan” (77), onde mostra a Nova York de uma maneira romântica. Dessa vez, a escolhida foi a capital francesa, com seus monumentos e pontos históricos.

Owen Wilson é o “Woody Allen” da vez. Ele mescla o estilo do neurótico diretor nova-iorquino com seu próprio estilo, surfista mais comédia boba. Acerta ao dar uma visão mais orginal para o papel que o próprio diretor imortalizou, e depois repassou para Keneth Bragath, Jason Biggs, Michael Caine, e outros.

A história gira em torno de um roteirista de Hollywood (Wilson), que tem o sonho de ser um escritor de romances. Ele viaja a Paris pouco antes de seu casamento com uma patricinha mimada (McAdams), para se inspirar nos seu ídolos, que viviam na Paris dos anos 20.

Qual é sua surpresa, ao toque da meia noite, um velho Peugeot o chama. Nele, estão Scott e Zelda Fitzgerald. Depois, vai topar na noite com Ernest Hemigway, Salvador Dali, Pablo Picasso, Gertude Stein, Cole Porter e outros. Mas é a jovem Adriana (Cotillard) que vai mexer com o coração dele.

Vendo a crise de seu noivado, e sua atração crescente a jovem francesa, ele vai revitalizar seu romance, com ajuda e sábios conselhos de seus amigos. E, claro, seus seguidos passeios pela noite parisiense vão chamar a atenção das pessoas ao seu redor.

Recomendo “Meia Noite em Paris” para todos que gostem de um bom filme. Não é nem um pouco pretencioso, ou “pseudointelectual”. É apenas uma agradável e engraçada película sobre sonhos, aspirações e como enfrentamos a realidade, geralmente tentando fugir dela.

Written by Dyeison Martins

20 de junho de 2011 at 14:22

Publicado em Filmes

Finais da Liga

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Vou inaugurar um tema novo aqui no blog (já que ele anda tão atirado as traças). As finais da NBA.

Lembro que assisto basquete desde pequeno, apesar de ele não passar muito seguido nas TVs daqui. Os jogos da seleção (únicos que passavam mais ou menos) não me chamavam a atenção. Quando pudia, via a NBA na Band. Mas era muito raro passar. Mas tenho ainda na minha cabeça coisas como Michael Jordam, “Magic” Johnson, Larry Bird, Patrick Ewing, Scottie Pippen, entre outros monstros. Depois, acompanhava apenas ocasionamente.

Bem, minha condição financeira melhorou, coloquei uma TV a cabo lá em casa. E, por sorte, pude ver todo os jogos das finais da NBA, entre o Dallas Maverick e o Miami Heat.

Conhecia um pouco sobre os jogadores. Sabia que Dirk Nowitzki era um senhor jogador, que o velho Jason Kidd jogava muito, conhecia Dwayne Wade e Chris Boch. E, queria ver acima de tudo, Le Bron “King” James.

No final, estava torcendo pelos Mavericks, pois achava o Heat mais time. Mas estava enganado. O pessoal de Miami se escora demais nas costas de seu “trio de ouro”, enquanto os texanos tem um conjunto mais forte e equilibrado, e, conforme as partidas iam avançando, bem mais concentrado e melhor treinado.

James foi a decepção em pessoa. Em nenhum momento foi o grande jogador que todos nós sabemos que pode ser. Wade foi o grande jogador dos Heat, mas não foi o bastante. Bosh foi eficiente, mas o ex-Toronto Raptors não foi determinante.

Alias, nenhum jogador o foi. Do lado do Mavericks, a grande figura foi Nowizki, mas ele alternou bons e maus momentos a série inteira. Claro, quando necessário, ele fez a diferença.

O importante na final foi o conjunto texano. Os jogadores entravam e saiam, e o time não decaia muito. Diferente do Miami, que, com Le Bron James em mau momento e (depois do 5° jogo) Dwayne Wade lesionado, simplesmente morreu em campo.

Essa é aquela lição que o esporte coletivo nos ensina, desde sempre. Não é montar um conjunto de estrelas, só fazer um bom time, bem treinado e com vontade.

Isso, os Mavericks tiveram, os Heat não.

Written by Dyeison Martins

14 de junho de 2011 at 14:19

Publicado em Sem categoria

Duelos no Rio da Prata

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Quem viu nessas duas últimas quintas-feira o embate entre Velez Sarsfield, da Argentina, e Peñarol, do Uruguai, viu uma disputa como aquelas de antigamente da Libertadores.

Um parenteses: tenho vinte e um anos, então nem eu vi realmente essas Libertadores de antigamente. Talvez por isso romantize demais esses embates, com jogos duros, de marcação, mas também de qualidade técnica e grandes jogadores.

Foi isso que se viu, no Estádio Centenário e no José Amalfitani foi isso, uma patida dura, tensa, psicológica, mas também muito técnica, com pouca “quebra de bola”, como dizemos.

O Velez é um time argentino clássico, com um toque de bola refinado, um time acadêmico que busca a posse de bola, mas também joga duro e marca com todos, e com decisão.

O Peñarol joga mais defensivamente, fechado, cedendo a posse de bola para o adversário e jogando nos contra ataques, contando com a velocidade e técnica de Martinuccio, a precisão de Oliveira e o apoio de Mieler

Os dois jogos foram decididos no detalhe. No primeiro, o Peñarol fez um gol de cabeça num escanteio, e depois se segurou. Teve outras oportunidades, mas desperdiçou. O Velez também criou, mas não converteu. Foi um 1×0 condizente.

No segundo, o Peñarol surpreendeu e começou precionando, e chegando perto do gol.  Os argentinos cresceram, começaram a precionar, mas num contra-ataque fulminante, tomaram o gol, que deixou a classificação distante. Fizeram o gol de empate numa falha do goleiro Sosa (acho que a única, até agora na Libertadores), no finzinho do primeiro tempo. Depois, no segundo tempo, um lance inacreditável: contra-ataque fulminante dos uruguaios, e Martinuccio toca para Oliveira, que perde um gol inacreditável. Segundos depois, Santiago Silva faz o 2×1.

Aos trinta do segundo, pênalti para o Velez. Todas as pessoas que estavam assistindo, torcedores ou não, prendem a respiração. O centroavante uruguaio do Velez, “el tanque” Silva, parte para a cobrança… escorrega e manda por cima. Depois, ninguém fez nada de relevante.

Foi para a final o forte time uruguaio.

O velho campeão é um exemplo. Não sei se será campeão, mas os carboneros são o primeiro time em tempos há me empolgar realmente. Um time forte, duro, difícil de ser dobrado, disciplinado e com boas opções técnicas. Toda sorte do mundo para o Peñarol.

 

Written by Dyeison Martins

3 de junho de 2011 at 15:35

Publicado em Futebol

Escombros depois do primeiro semestre

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Olhando para trás, começo a pensar que o desastre que foi o primeiro semestre do Grêmio já era previsível lá em janeiro. A arrancaad fantástica do time no segundo turno do Brasileirão 10 serviu para acobertar muitas coisas, como o trabalho de Renato e a qualidade de diversos jogadores. Com a saída do Duda, alguma coisa pareceu errada.

Odone, mesmo com os problemas, recebeu um time montado, com alguns problemas, mas que eram necessárias apenas investimentos pontuais, e talvez algumas peças de reposição. O que fez o “novo” presidente? Tentou um golpe de marketing, a repatriação de Ronaldinho. Todos viram o fiasco que foi isso. Depois, não deu a menor importância para a renovação do Jonas, que deveria ter sido tentada desde a eleição. Resultado, o Valência chegou e levou o goleador do ano passado por uma bagatela.

(Aqui vai um parenteses. Não entendi a comoção da torcida gremista com a saída do jogador. Talvez pela briga no jogo de sábado, talvez pela saída na segunda, sendo que o time iria estreiar na Libertadores na quarta. Fato é que o Jonas não fez nada errado. Surgiu a proposta, saiu. Sempre honrou a camiseta do time, mesmo quando era criticado por Deus e o mundo. Foi dito como moeda de troca mais de uma vez, mas ficou quieto. Foi sempre preterido pelas novas contratações com grife que chegavam, mas ganhava a posição em campo. Saiu, foi para um grande clube. A torcida deveria ficar contente pelo homem e jogador, não com “dor de corno”).

Contratações chegaram, como Escudeiro, Vinícius Pacheco e Rodolfo. O primeiro viveu lesionado, apesar de dar boa resposta quando entrou. O segundo, foi descartado cedo, e o terceiro, mesmo sendo sempre titular, apresentou um desempenho acima da crítica. Mas a pior contratação foi a de Carlos Alberto. Chegou com muita marra, ganhou a vaga de titular desde o início, só criou confusão, não deu resposta dentro de campo e acabou dispensado poucos meses depois.

A trancos e barrancos, o time foi se classificando para as fases posteriores do Gauchão e da Libertadores. Venceu o primeiro turno do Estadual, passou de fase na Libertadores. Mas o futebol era muito inferior ao que se esperava. Ai, perdeu em casa nas oitavas para a Universidad Catolica, e depois perdeu o segundo turno do Gauchão para o Inter. Foi eliminado na competição continental, e perdeu para o Inter o Estadual nos penaltis.

Claro que um dos grandes problemas do time foi a decadência técnica de bons jogadores, e também o elevado número de lesões.  Victor não é, de longe, aquele goleiro de anos passados. Gabriel está muito abaixo do Gabriel do ano passado (o melhor lateral direito do Brasil, na minha opinião), e se lesionou. Lúcio não se acertou novamente no meio, e passou boa parte do início do ano lesionado. Rochembach foi outro que sentiu lesões. Vilson passou o ano todo doente. Bruno Collaço, quando começou a engrenar na lateral esquerda, se machucou. Escudeiro passou muito tempo lesionado. Andre Lima foi outro que saiu em fevereiro, e até agora não voltou. Borges não foi nem sombra daquele jogador do início do ano passado, decaindo tecnicamente, e depois fazendo as duas cagadas que terminaram com ele no clube.

Somem a isso o fato de Renato ter errado muito. Insistir com Gilson na lateral, sendo que o cara não deveria nem fardar pelo time do Grêmio. Deixar Paulão como zagueiro de referência, sendo que este era, no máximo, esforçado. Morrer abraçado com Carlos Alberto. Erros pontuais que prejudicaram o time do Grêmio.

Temos agora, depois do excelente segundo semestre, um time perdido em campo, duplamente eliminado. Como meu talendo para vidente é limitado, não arrisco a dizer o que acontecerá. Torçamos pelo melhor, mas mudanças são necessárias. Principalmente no critério das contratações.

Reforçar a zaga, com NO MÍNIMO um zagueiro experiente, um volante com qualidade na saída de bola, e mais um atacante de movimentação são necessários. Isso para tornar o time competivo, que não vá ficar brigando pelo meio da tabela.

É o que nós gremistas esperamos. Mas o temor é: mais um ano perdido.

Written by Dyeison Martins

19 de maio de 2011 at 16:45

Publicado em Grêmio

Divertido e entediante

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Dependendo da perspectiva que você analize, perceberá que o GP da Turquia, em Istambul, pode ter sido ótimo ou uma porcaria. Depende de uma série de coisas, e principalmente suas idéias a respeito de diversos conceitos.

Como um GP que não muda a liderança desde o início pode ser legal? Ah, o Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) correu sozinho, e atrás ficou todo mundo se matando. Mas teve muita briga, e todas emocionantes, então você pode usar o argumento de que aconteceram bastante coisas, só que não referente a vitória.

Ocorreram ultrapassagens, mas várias delas usando o Sistema de Diminuição de Arrasto (popular asa móvel). Então, são todas disputas muito artificias. Qual é a graça de ligar uma asa, ganhar uns dez quilometros por hora a mais e passar um cara a frente que não pode fazer isso? Pelo menos o KERS tu pode usar quando quiser, se acabou azar o teu.

Quanto a corrida, foi interessante. Podem me chamar de corneteiro (e certamente o farão), mas ainda quero ver Vettel vencer uma corrida difícil. Todas as vitórias que lembro dele foram largando da pole (herdou uma vitória de Hamilton, uma vez), e sumiu lá na frente. Nunca o vi vencer largando de trás, ultrapassando. Pilotando sozinho, cuidando dos pneus e abrindo vantagem, ele venceu sempre. Mas e em outras situações?

Mark Webber (Red Bull-Renault) já havia sido meia boa ano passado, com umas poucas corridas brilhantes, mas muito constante, fazendo sempre bastantes pontos, até amarelar no final. Nessa temporada, nem isso. Ainda não venceu, e sequer perturbou Vettel. Esperava mais do australiano, mas até agora nada.

O espanhol Fernando Alonso (Ferrari) segue carregando o ineficiente carro italiano nas costas. Poderia já ter conseguido um pódio antes, na Malásia, mas depois de duas más corridas, mostrou como é eficiente, lutando até o final pelo segundo lugar.  Se a Ferrari acordar, ainda é possível buscar o título, pois a diferença de agora não é maior do que ele já passou, no ano passado. Foi o único a acompanhar as Red Bulls.

Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) cometeu um erro na primeira volta, sofreu com seu companheiro, o competente Jenson Button e, depois de superá-lo, mas nunca conseguiu acompanhar os três primeiros. Depois, aconteceu uma merda no terceiro pit-stop.

Quem foi decepcionante foi o brasileiro Felipe Massa (Ferrari). Com três vitórias no circuito, e o apelido de Sheik na internet, ele foi ridículo na classificação, sem sequer marcar tempo, largou em décimo e esteve longe do desempenho de Alonso. Para melhorar, teve pit-stops desastrosos, que o empurraram lá para baixo. Depois, um erro grosseiro na corrida o eliminaram da zona de pontuação. Depois da melhora aparente nas duas corridas, decaiu em sua performance de novo, gastanto muitos pneus macios nos treinos e se arrastando na corrida.

Quando ao véio Michael Schumacher (Mercedes), sério cara, vai para casa. Parece o Graham Hill no final da carreira, completamente derrotado pelo tempo.

Agora, o que eu todos que assistem F1 esperam e torcem, independente do piloto para o qual torçam: que o Webber melhore, e que a McLaren e a Ferrari, com os avanços no carro, consigam equilibrar a disputa. Porque, dominação a lá Era Schumacher, chega. Nunca mais isso.

Written by Dyeison Martins

10 de maio de 2011 at 14:46

Publicado em Automobilismo

Até aqui, no mundial de F1

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O GP da Malásia já passou, e com nova vitória de Sebastian Vettel, que diferente do ano passado, consegue converter suas poles em vitórias. Mas, diferente do que acontecia ano passado, é possível perceber uma diferença menor entre os competidores. A McLaren não parece tão distante na classificação, e na corrida, parece ter um ritmo idêntico, se não superior. A Ferrari, se ainda está distante na classificação (e próxima da quarta força, Lotus Renault), possui um ritmo de corrida do nível do da McLaren.

Vettel lidera o campeonato, sem ninguém o atrapalhar. Nesse momento, pode-se dizer que caminha para o bi, sem percalços. Mark Webber ainda não conseguiu acompanhar o ritmo de seu companheiro, tanto na qualificação quanto na corrida, mas em breve deverá ser capaz de fazê-lo, ainda que eventualmente. A menos que do piloto combativo da temporada passada, tenha se tornado um Gerhard Berger, ou Riccardo Patrese.

Jenson Button é o segundo colocado, depois de uma primeira corrida atribulada, e outra muito técnica. O campeão de 2009 sabe como vencer e somar pontos, nunca pode ser desconsiderado, se tiver um bom carro. Lewis Hamilton vem de duas boas corridas, sempre o rápido acrobata, com manobras belíssimas e arrojadas.

Fernando Alonso é quinto, depois de um quarto lugar suado, e um erro que lhe custou um pódio na Malásia. O espanhol vem largando mal, mas depois se recuperando. Teve um acidente de corrida, quando bateu em Hamilton, mas devido ao fato de sua asa estar quebrada. Se a Ferrari melhorar, também brigará pelo título. Felipe Massa, depois de bastante tempo, pareceu conseguir acompanhar o ritmo de Alonso.

Na Renault, a surpresa do campeonato, estão empatados em pontos Vitaly Petrov e Nick Heindfield, ambos com um terceiro lugar. O carro é bom, e com algum avanço, conseguirá brigar por vitórias. Na Mercedes tudo é incerteza, mas sabe-se que o carro é para meio do grid. E a Sauber, ficará brigando com a Mercedes pela quinta força. O resto, é resto.

 

Written by Dyeison Martins

13 de abril de 2011 at 20:43

Publicado em Automobilismo

Sem rumo

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Decidi manter um post mensal sobre o Grêmio, o que favorece a variedade de temas, e permite uma análise um pouco mais fria da situação. No caso, escrever sobre o Grêmio em março, me permite olhar para as coisas que acontecerão até então, vendo os erros e acertos do time até então.

E o Grêmio vai mal, diga-se de passagem. Muito mal. Venceu partidas, foi o campeão do primeiro turno do Gauchão, mas ainda não convenceu. Ainda não mostrou a força daquele time que terminou o ano passado jogando o melhor futebol do Brasil.

Claro, há diferenças entre os dois times.  Aquele time possuia um esquema muito bem definido, com uma zaga entrosada, um excelente lateral direito e um cumpridor esquerdo, um meio campo em losango, com Rockembach em grande fase, Adilson pela direita, dando suporte as subidas de Gabriel, Lúcio apoiando e marcando bem, fazendo um bom lado esquerdo com o Fábio Santos, e Douglas em grande fase, armando e concluindo também. Na frente, André Lima marcando gols e Jonas sendo o craque do time.

Bem, Jonas se foi no início do ano, e ainda sentimos a sua falta. Mas não é esse o grande problema do time. E sim, as escolhas erradas de Renato no comando do Tricolor.

Ninguém manda o treinador ficar jogando com seu próprio ego e com os dos jogadores, insistindo num modelo claramente insuficiente. Pois colocar Borges e André Lima juntos é incoerente, pois ambos são da mesma posição, ocupam o mesmo lugar do campo. Geralmente num jogo um vai bem, e o outro vai mal.

Douglas e Carlos Alberto é pior. Alias, Carlos Alberto não vem jogando nada desde que chegou, mas Renato vai morrer abraçado com ele, se preciso for. Porque? Tenho minhas suspeitas de que a questão vai muito além de amizade fora de campo, e sim de se cercar de aliados, no ambiente sujo e corrosivo que é o vestiário de um time de futebol.

Renato passou fevereiro inteiro tentando acomodar as estrelas do time, como se aqui fosse um Real Madrid deturpado, com estrelas e egos gigantes e incontroláveis. Mas porque ele faria algo assim? Ele não tem uma boa relação com a diretoria, pois é visível desde o início que Odone só não demitiu o treinador no final do ano pela vaga conquistada, e para não começar o mandato contra a torcida (o presidente entende de política como poucos). E esse, não se esqueçam, é o mesmo grupo que derrubou o Silas e quase fez o time ser rebaixado. Melhor que ninguém, Renato sabe que precisa lidar com os egos e pressões do grupo, pois se os jogadores ficarem contra ele, ele cai. Na hora.

Tudo bem, é início de ano, e eu posso ser um pouco alarmista em excesso, mas vejo as coisas assim. O Grêmio tem um bom grupo, mas que pensa ser mais do que realmente é.

Mesmo com todos os problemas, o Grêmio foi campeão do primeiro turnodo Gauchão, e está em segundo no seu grupo da Libertadores, atrás apenas do surpreendente Junior, de Barranquilla, que até agora te 100% de aproveitamento, e arrisca ser a melhor campanha da primeira fase. É uma merda não classificar como primeiro, mas não é o fim do mundo. Essa história de decidir em casa é bobagem, eu, particularmente, prefiro até jogar a primeira em casa e a segunda fora.

“Vamo que vamo” então. É o que nos resta.

Written by Dyeison Martins

15 de março de 2011 at 17:07

Publicado em Grêmio