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Archive for the ‘Seriados’ Category

Batman – The Animated Series

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Aproveitando as férias da faculdade, eu e a namorada assistimos, do início ao fim, a aclamada série animada da década de noventa do Batman, Batman – The Animated Series.

Eu achava muito legal quando era criança (filmes do Tim Burton ou do Joel Schumacher? É desse desenho que eu visualizo o Batman), mas olhando agora, com um olhar “maduro”, a qualidade da série é absurda.

Começando pelo própria arte. Com um traçado simples, sem procurar detalhar as pessoas (mas também sem chegar a ser uma Anime), muitos tons escuros e marrons. Não é usada computação gráfica, e muitas vezes o desenho assume um tom como se estivesse pintado, para retratar algo mais forte. A abertura de cada episódio conta sempre com uma excelente imagem.

A série é curiosamente atemporal, também. O visual de Gotham City é visivelmente Anos 50. Todo mundo usando sobretudos e chapéus, com aqueles carros de frente alongada. Os capangas parecem que saíram de algum filme antigo, por exemplo. Porém, são vistas coisas como computadores de última geração (até futuristas) e técnologias inexistentes.

A trilha sonora, assinada por um tal Danny Elfman, é maravilhosa. A soma de temas energéticos orquestrados com canções de jazz ajudam a aumentar ainda mais o clima retrô.

Mas como nem tudo é clima e música, os personagens são muito bem construidos. O Batman, é o Batman de verdade. Não é engraçado, não é violento, ele é o que todos esperamos, um taciturno combatente do crime, que respeita a vida e a todos, e só por isso faz o que faz. O Robin também é uma figura ótima, é um jovem, mas não é nenhum idiota descontrolado e imaturo, como já tentaram fazer parecer.  E também possui uma idade aceitável (Se o Robin tiver menos de 15, não é sério).

Dos vilões, temos o consagrado Joker sendo dublado por ninguém menos que Mark Hamill (se você não sabe quem é ele, perdeu o meu respeito). Two Faces é uma figura trágica, assim como o Mr. Freeze. Poison Ivy aparece bem, assim como Scarecrow e Mad Hatter. E, criada especialmente para o seriado, Harley Queen nos faz morrer de rir.

As tramas são sempre bem boladas. Episódios mais cômicos, episódios dramáticos… mesmo os fracos são bons. Agora, os ótimos? Que ta Beware the Gray Ghost, onde descobrimos quem era o herói de Bruce. The Christmas with the Joker. It’s Never too late, Dreams in the Dark, as duas partes de Robin Reckoning,  a dupla Night of the Ninja e Day of the Samurai, o engraçadíssimo The man who killed Batman, o profundo His Silicon Soul, Almost Got’Im e o emocionante (eu, pelo menos fiquei muito emocionado olhando) I”m the Night. Esses todos só na primeira temporada. A segunda é boa? Assista The Trial, Bane, Babydoll, Showdown (com participação de Jonah Hex), Second Chance, Harley’s Holiday e Deep Freeze e me tire suas próprias conclusões.

Sério, se metade dos filmes já lançados do Batman tivessem a qualidade desse desenho, seriam obras de arte.

Vale a pena ver e rever. Até porque esse é o Batman, o resto são imitações.

 

Written by Dyeison Martins

12 de agosto de 2011 at 17:30

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Arquivo X – O filme

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Sempre tem aquela coisa quando um seriado de sucesso passa para o cinema: acaba sempre se tornando um episódio maior e mais épico, onde fica visível que houve um aumento das verbas, mas  não da história. Acho que o caso mais clássico foi o do filme dos Power Rangers (sim, desculpe lembrar vocês disso, eu era criança e gostei na época, mas também é só um super episódio, com uniformes novos).

Arquivo X, o filme, que liga a quinta e a sexta temporada, é apenas isso: um super episódio. Bem bolado, com efeitos especiais legais de última geração (pelo menos para a época), e contando com uma história bacana, mas meio clichê, em se tratando do seriado.

Um virus alienígena é achado numa caverna em Dallas, infectando dois bombeiros e uma criança. Pouco depois, um prédio do governo é explodido, com a participação de Terry O’Quinn (sim, o grande John Locke, de Lost). Os agentes Fox Mulder (David Dochovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) falham em deter a explosão, e depois se vem colocados como culpados do atentado. Com a ajuda de um médico desacreditado (Martin Landal), eles vão atrás do virus e da verdade por trás disso.

O filme em si, é bom. Mas não é nada de espetacular, pelo menos visto separadamente da série. Para os excers (fãs de Arquivo X), várias coisas novas são lançadas,  informações importantes para o início da série, como o aparecimento de novos personagens, a morte de outros (principalmente o Homem de unhas bem feitas), entre outros.

Agora, como eu disse, o grande toque do filme são os efeitos. Na série, o carro apenas chega no local, aqui ele vai andando com uma panorâmica. Um helicóptero vai voando pela cidade, carregando O’Quinn. Mulder andando de carrinho no gelo (não sei o nome daquilo. Entre outros detalhes que querem dizer: “olha que legal, temos bastante dinheiro agora”.

A grande frustração: o quase beijo entre Mulder e Scully. Eu até sabia que eles não iam se beijar, mas torci como um gol do Grêmio quando eles não se beijaram. Mas virá, eu sei. (Porque a capa de um dos DVDs da oitava temporada tem eles se beijando).

Seguiremos agora com a série. Que venha a sexta temporada.

Written by Dyeison Martins

5 de julho de 2011 at 17:47

Publicado em Filmes, Seriados

Arquivo X – 5a temporada

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O meu presente de Natal desse ano – porque acredito que todas as pessoas que tem empregos e dinheiro também se dão presentes de Natal (ou eu sou profundamente perturbado por me presentear em todas as datas importantes, tipo aniversário, Pascoa, Dia das Crianças… , ok, acho que não deveria ter comentado essa) – foi uma caixa gigantesca contendo a série completa inteira de Arquivo X. Já possuia a primeira e a segunda comprada separadamente, em diversos momentos, então comecei a ver a partir da terceira.

Vi elas a bastante tempo, mas agora assisti a quinta temporada, e arrisco dizer que foi, até agora, a melhor do seriado. Depois de duas temporadas muitos boas, a primeira e a segunda, da terceira até agora, a quinta, o seriado conseguiu um nível de excelência superior. Episódios engraçados, dramáticos, a mitologia se acertando…

Começando de maneira lendária, a temporada segue na sequência do que aconteceu, com o suposto suicídio de Mulder e o câncer de Scully, numa série de eventos que levam o agente Mulder a pensar que não existe alienígenas de fato, numa interessante virada da história. Depois retornamos uns anos, quando são formados os Pistoleiros Solitários.

Depois somos apresentados a Emily, suposta filha de Scully e híbrido alienígena. Temos o retorno de Robert Modell, do episódio “O Instigador”. No episódio O Feitiço, temos roteiro de Stephen King e em Vivendo No Ciber Espaço, o roteiro é de William Gibson. O engraçadíssimo Vampiros, com a participação de Luke Wilson, também é ótimo.

Depois, temos um avanço considerável na história no episódio duplo A Paciente X, sobre uma mulher abduzida que tem contato com os alienígenas. Essa dupla creio que seja fundamental para a temporada e o seriado como um todo. Depois, mais informações sobre o passado em “Os simpatizantes”, onde sabemos mais sobre o velho Bill Mulder.

No final, tempos o religioso (e belo) O Serafim, temos o thriller de ação e suspense “Biotoxina”, onde Mulder banca o agente duplo. Talvez o episódio de suspense mais foda de todos os do Arquivo X, Loucura Coletiva, com umas sacadas muito boas e muito terror.

Em O Fim, o episódio final da temporada, vemos o retorno triunfal do Canceroso, retornando a pedido do Sindicato, para tomar controle da situação. Descobrimos mais sobre o passado de Mulder, e também que ele agora é alvo do Sindicato.

O nível da série é altíssimo na quinta temporada. Excelentes atuações, histórias ótimas, episódios memoráveis. Nesse momento, a história se encontra provavelmente em seu ápice.

(Medo da sexta temporada).

PS: Antes que perguntem, eu assisti a sétima e oitava na época que sairam, mas terei que rever novamente. E, até agora, a terceira, quarta e quinta são bem superiores a todo o resto.

Written by Dyeison Martins

28 de junho de 2011 at 16:08

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Arquivo X

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Eu poderia escrever sobre trocentos seriados clássicos. Já escrevi sobre Twin Peaks. Fiquei então entre Arquivo X, Louco por Você e Jornada nas Estelas (série clássica, é claro). Me decidi então por Arquivo X, seriado de ficção científica, mistério, terror e teorias de conspiração que me deixou chapado no início da década de 2000.

É uma antiguidade, eu sei. Mas revolucionou a televisão, na época. O cínico e engraçado Agente Especial Fox Mulder e a fria e séria Dra. Dana Scully eram um casal de agentes do FBI que tinham como missão investigar casos sobre OVNIs, fantasmas, mutantes, assassinos em série e toda sorte de acontecimento bizarro.

Fora os personagens secundários lendários, como os três nerds da revista Pistoleiro Solitário, que serviam de fonte para o Mulder. Ou o vilão da história, o enigmático Canceroso (eu prefiro o nome Fumante -smoker man- que só vamos saber quem é no final. O diretor Skinner, tentando ajudar (ou não atrapalhar) mesmo sem acreditar em nada.

Claro que o tempo passou, a qualidade caiu, o David Duchovny (Mulder) largou… Mas ainda assim, as temporadas iniciais de Arquivo X são uma obra prima.

Quem poderia esquecer episódios como Terror no Gelo, onde os agentes são presos numa base de pesquisa no Polo Norte, com uma bactéria alienígena que faz com que as pessoas tentem se matar. O Ser do Espaço, onde um cadaver de um EBE (Entidade Biologicamente Extraterrestre) viaja pelos Estados Unidos. O Vidente, onde um assassino serial que pode prever o futuro (feito pelo ator do Grima Lingua de Cobra do Senhor dos Anéis) ajuda a desvendar um sequestro. Os Adoradores das Trevas, onde a direção de uma escola é composta por satanistas. Ou Por um Fio, onde Scully está entre a vida e a morte e Mulder busca vingança. E eu citei episódios apenas das primeiras temporadas.

Era legal o relacionamento entre os agentes. Havia um clima no ar entre eles. Mulder era cínico e sarcástico, e não perdia a oportunidade de dar em cima de sua linda (e poe linda) colega. Alias, Scully ainda é minha ruiva preferida de todos os tempos. O jeito que ela “cortava” seu colega era engraçado, sempre de maneira seca, e profissional. Mas no final, depois de quase dez anos, eles ficaram juntos. Para alegria de muitos fãs, e desespero de tantos outros.

Existe uma caixa a venda chamada Arquivo X –  Essencial, com um episódio de cada uma das nove temporadas. Baixe e assista-os. Satisfação garantida, e vontade de assistir essa maravilhosa série.

E não se esqueçam sempre crianças: “Confie em ninguém”, “negue tudo”, “tudo morre”, “acredite na mentira” (depois virou album do Oasis até), “desculpar-se é política”, “acredite para entender”, “nada importante aconteceu hoje”, “eles estão vendo”, e principalmente, “A verdade está lá fora”.

Written by Dyeison Martins

14 de setembro de 2010 at 17:00

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Doppelgangers: A quinta temporada de HIMYM

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Terminei de assistir recentemente a quinta temporada do excelente seriado norte-americano How I Met Your Mother. Parecida com a quarta, teve bastantes altos e baixos, e uma irritante mania de protagonizar em excesso o personagem Barney na maior parte do tempo. Não que eu não goste do Barney, explicarei melhor abaixo esse problema.

Cinco temporadas é tempo demais para um seriado, principalmente um que nasceu com uma filosofia bem definida. Contar como Ted conheceu a mãe dos seus filhos. Claro que isso acaba contando bastante sobre a vida dele e de seus amigos, e como eles se tornaram as pessoas que virão a se tornar quando “crescerem” (as aspas por todos começarem a história já beirando os trinta).

E sim, como Ted mesmo explica no final da quinta temporada, no episódios Doppelgangers, eles já são outras pessoas. Durante as temporadas eles cresceram bastante, lidando com seus problemas e amadurecendo. Ted já aparece mais maduro e confiante em si mesmo, Barney já esteve até num relacionamento sério, Robin já parece menos fria e distante, e Marshall e Lily já casaram e pensam em ter filhos.

O problema é que a série, para manter o ritmo cômico, insiste em deixar Barney protagonizar muitos episódios. Tudo bem que seu jeito cafajeste/conquistador é engraçado, e muitas de suas tiradas são ótimas, o problema é que ele é apenas um personagem de apoio cômico, não pode tomar o protagonismo do Ted. E na quinta temporada, ele foi bem mais protagonista e importante que o Ted.

Acho que agora, na sexta temporada, é hora de começar a terminar a história. Iniciar o terceiro ato, como disse um dos produtores da série. E a primeira coisa a se fazer é mostrar a mãe. Já está na hora de vermos quem ela é, já quie sabemos muito bem como ela é, e porque é a mulher da vida do Ted.

Enquanto a série ainda é boa, é preciso começar a terminar. Antes que ela canse. E, acreditem, mesmo com momentos geniais, ela começa a dar sinais de cansaço.

Written by Dyeison Martins

26 de agosto de 2010 at 18:31

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Neverwhere, de Neil Gaiman

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Bem, que o Neil Gaiman é o cara, todo mundo sabe. Para os que não estão por dentro, só recomendo que vão dar uma olhada em coisas como a série de quadrinhos premiadíssima Sandman, ou o livro de fantasia Deuses Americanos, ou o livro infantil (mas nem por isso menos assustador) Coraline, que eu creio ter virado um desenho depois, que eu infelizmente não vi. Enfim, o ainda jovem escritor inglês é foda.

Dada essa rápida introdução, vamos falar do meu achado recente. Chama-se Neverwhere, uma mini-série da década de noventa ambientado em Londres, escrita por Gaiman. Quer dizer, mais ou menos em Londres. Na realidade, se passa tanto entre a Londres que conhecemos (a Londres de Cima) e uma escondida dos nossos olhos, tanto nos subterrâneos quanto nos telhados, habitada por pessoas que nós ignoramos, a Londres de Baixo.

Como um grande escritor de fantasia (entre outras coisas), Gaiman sabe manter sobre controle aquela linha tênue e invisível que mantém o fantástico “acreditável”. Claro que existe magia, monstros e seres imaginários, mas tudo ainda fica plausável, não existe aquele exageiro que as vezez encontramos no gênero. Na realidade talvez seja essa a maior qualidade do ator, ele escreve o fantástico de uma maneira tão real que nos pegamos aceitando aquilo como verdade. Os Perpétuos estão aqui justamente para provar isso.

Somos apresentados então ao herói, na realidade não um herói, e sim um “herói”, daquela clássica estirpe inglêsa de caras completamente comuns, com boas intenções e a incapacidade de acreditar/entender tudo que acontece ao seu redor – talvez o maior de todos dessa estirpe seja Arthut Dent, herói da saga do Mochileiro das Galaxias, de Douglas Adams. Richard Mayhew é esse herói. Ele topa com uma menina ferida na rua, e não consegue evitar de tirá-la de lá e levá-la para sua casa, como todo bom herói.

A menina era Door, de uma linhagem importante na Londres de Baixo. Sem saber, Richard foi enredado numa teia onde perderá tudo que tem, será caçado pelos senhores Vandemar e Croup, terá a ajuda de amigos como Hunter, o Marquês de Carabas e Anastásia, e procurará o anjo Islington. Graças a isso ele terá que parar de reclamar, juntar toda a coragem que tem -que é muito maior do que todos, principalmente ele mesmo, achavam possível – e passar por inúmeras provações.

Claro que ele também contará com uma pequena ajuda do destino. Como Serpentina fala para Door: “Esse ai é o seu herói. Com o tempo fica mais fácil de indentificá-los, é algo que só eles tem nos olhos”. Mas que herói não conta com uma ajudinha de designos incompressíveis?

É uma mini-série curta, tem apenas seis episódios de pouco menos de meia hora. E diálogos e personagens memoráveis, que valem a pena. O único entretanto é a qualidade de algumas imagens, e a baixa qualidade de efeitos. Mas fora isso, nada contra e tudo a favor. Mais uma grande obra de Neil Gaiman.

Written by Dyeison Martins

21 de julho de 2010 at 16:21

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Twin Peaks, definitivo

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Acho que foi um dos primeiros temas que eu abordei nesse blog, isso há idos do ano passado. Pois bem, hoje eu já tenho toda a série em casa, e já vi mais de uma vez. Reintero minhas recomendações para que assistam a série. Mas dessa vez falarei muito mais sobre a história e outras coisas mais.

Tudo começou com a criação, que é de David Lynch e Mark Frost. Uma história sem muito pé nem cabeça sobre uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos, na fronteira com o Canadá. Lá, por baixo de uma aparência bucólica de cidade do interior, existem segredos sujos do passado, mentiras, complôs e traições. E no fundo dos bosques que cercam a cidade existe algo também, algo mau, mais antigo que a humanidade e sedento por sangue.

Os estopim é o assassinato de, Laura Palmer. A garota perfeição, rainha do baile é encontrada enrolada em plástico, estuprada depois de fazer sexo com três homens diferentes na mesma noite. Quanto mais se descobre sobre o passado dela, mais aparecem as verdades sobre a cidade. Laura era na realidade se prostituia num bordel na fronteira com o Canadá, era viciada em cocaina e ajudava a traficar a droga para os Estados Unidos.

Com a sua morte, chega na cidade o agente especial do FBI Dale Cooper (o antigo queridinho de Lynch, Kyle MacLachlan), uma espécie de super investigador, filósofo e paranormal. Sim, uma espécie de Foz Mulder, só que antes do Fox Mulder. Combinando lógica pura, um grande talento de criminologia e uma espécie de conhecimento em ocultismo para resolver os mistérios, ele logo se tornou um dos personagem mais carismático na série.

Alias, o elenco é um show a parte. Podemos lembrar de conhecermos boa parte dos artistas que participaram dela, talvez não de nome, mas sim de rosto. E todos os personagens são muito bem elaborados, todos eles. O casalzinho insuportável Donna e James. O capitão do time de futebol Bobby Briggs, e seu pai, o interessante Major Briggs. A mulher do tapa-olho Nadine, e seu marido, o Big Ed, com sua paixão por Norma, e o marido deliquente dela, Hank. O pessoal da delegacia de polícia, o xerife Trumman, o índio perseguidor Hawk e Andy, o policial que sempre chora quando alguem morre. Claro que eu não poderia deixar de lembrar de linda Audrey Horne, a minha preferida de uma série de lindas mulheres.

A trilha sonora é de Angelo Badalamenti. Isso pode não parecer novidade para os conhecedores do trabalho de Lynch, que tem em Badalamenti o mesmo que Federico Fellini tinha em Nino Rota. Não que isso seja um problema, o diretor tem direito de delegar as funções para seus homens de confiança. E, como no caso de Fellini, foi uma decisão acertada. A trilha de Twin Peaks é uma das melhores que eu conheço, temas lindíssimos, combinados com uma belíssima fotografia. Para terem uma noção eu nunca passei a abertura do serdiado, muito pelo contrario, sempre aumentei o volume e prestei muita atenção.

Moral da história, e novamente repetindo aquele post antigo, posso dizer que é um dos melhores e mais interessantes seriados que eu assisti na TV até hoje. Do nível dos grandes seriados, como Star Trek e X-Files (sou muito nerd?).

Fica a dica galera. A primeira temporada é fantástica, a segunda peca em alguns momentos, mas tem outros lendários. Assistam!

Written by Dyeison Martins

23 de junho de 2010 at 18:53

Publicado em Seriados