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Archive for the ‘Política’ Category

Dilma lá, brilha a estrela

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Como todos esperam que fosse acontecer desde o início, Dilma Rousseff é a nova presidente do país. Quem esperava uma possível virada de José Serra acabou se decepcionando. Dilma lá, brilha a estrela (do Lula).

Dilma teve uma ampla maioria no nordeste e no norte, como se esperava. Serra venceu apertado no Sul e Sudeste, excessão no Rio de Janeiro. E foi ai que a Dilma venceu, no Rio e em Minas Gerais, onde ela venceu de goleada. Colégios eleitorais muito maiores que boa parte da Região Norte. Minas, terra do Aécio, é até curiosa a vitória de Dilma. Será que houve corpo mole?

Curioso mesmo é o fato de que Tarso Genro venceu no primeiro turno para governador, com uma boa votação para Dilma. E no segundo turno Serra vence. Como, porquê? Não sei, só sei que o Rio Grande do Sul sempre acaba votando no perdedor das eleições (menos no caso do Alckmin, mas aquilo foi até covardia).

Independente dos resultados, já sabemos quem será a governante do País pelos próximos quatro anos. Se foi ela quem ganhou, ou foi o Lula o grande vencedor dessas eleições -como eu acredito – não importa mais. Temos uma presidente, e ela tomará posse. Ou não, imaginaram se acontece um Tancredo Neves 2?

Written by Dyeison Martins

1 de novembro de 2010 at 13:05

Publicado em Política

Eleições 2010, parte 1

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Devo confessar que não sou muito ligado em política. Mesmo assim, é meio que um dever abrir os olhos e os ouvidos e tentar entender o que está acontecendo numa época de eleições. Independente de ideologias políticas, até porque não tenho uma. Mas não me orgulho disso.

Sei que alguem como Tiririca (profissão desconhecida) ser eleito com mais de um milhão de votos significa alguma coisa. Pode ser que a maioria das pessoas são idiotas (não é uma idéia descartável). Que ninguém está afim de política, e votaram no candidato mais engraçado. Ou que o voto ser obrigatório é uma bobagem. Prefiro acreditar no último, já que não imagino ele se elegendo num país onde só vota quem quer.

Enquanto isso, nas terras frias e distantes do Rio Grande do Sul, Tarso Genro venceu no primeiro turno. Inapelável. Nas eleições para os deputados (tanto federais quanto estaduais) o PT mandou. Parece que já foi o tempo em que o PMDB era o grande partido do Estado. Mesmo o PSDB, da atual governadora, ganhou no susto em 06, e mal tem representação nas câmaras (pelo menos nesse estado).

Alias, como perdeu força o PMDB, tanto no estado quando no resto do Brasil. O tempo passou, e o velho MDB que lutava contra a ditadura perdeu sua força. Hoje, nem coloca alguém na disputa presidencial. Vivem de passado.

O Torneio principal

Lá na ponta da tabela, a luta ficou entre Dilma, Serra e Marina. Plínio Arruda, do PSOL tem a “honra” de ter vencido a segunda divisão da disputa presidencial.

Parecia que Dilma iria vencer no primeiro turno, algo inconcebível, visto que a grande força de sua campanha é justamente ser herdeira de Lula. Serra e o PSDB entrou na disputa imitando o PT da década de 90, com a anticampanha, atacar o oponente, ao invés de tentar apresentar algo novo. Marina surgiu como a terceira via, tranquila e longe das brigas.

Mas não é que a Marina definiu o primeiro turno, tirando vários votos da Dilma? Se existe um segundo turno, é graças a ela. E digo mais (Até com uma ponta de audácia), é Marina Silva, essa evangélica do bem do PV que vai decidir a eleição.

Se Marina ficar em silêncio e em cima do muro, Dilma ganha com um pé nas costas. Se ela apoiar o PT, vitória de goleada. Mas se ela apoiar o Serra, ele tem uma chance.

Ainda não tem nada definido. A eleição parece estar ganha pela Dilma, mas se Serra, for astuto, pode sim dar um jeito de virar o jogo. Aproveitar-se da posição clinch (apoiar-se no adversário para não lutar, como se chama no boxe) que Dilma administrou sua campanha, quem sabe.

Mas é como eu disse, Dilma já teve a eleição na mão para vencer no primeiro turno, e não o fez. Deu sopa para o azar. Veremos o que acontece agora.

Written by Dyeison Martins

4 de outubro de 2010 at 20:58

Publicado em Política

Muito choro por nada no Haiti

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E a nova tragédia terrível que nos faz pensar em como a vida é vazia e sem sentido é no país desinteressante do Haiti.  Sim, esse foi um comentário irônico e depreciativo, e talvez eu não devesse estar brincando dessa forma sobre uma tragédia que matou um grande número de pessoas (não sei o valor, e francamente não me importa). Morreu até a mulher que eu nunca tinha ouvido falar, Zilda Arns. E alguns soldados brasileiros juntos.

Sim, podem me criticar com isso, eu não me importo. Também não estou fazendo a linha Diogo Mainardi de “falar mal de algo que todo mundo gosta apenas para me lerem e ficarem brabos e eu ganhar IBOPE”. É apenas a verdade.

É triste e chocante sim ver a quantidade de pessoas que morreram nesse terremoto lá no Haiti. Mas porque nos preocuparmos com isso só quando as pessoas morreram nesse terremoto. Quantos já não morrem no dia a dia de fome, tanto lá no Haiti quanto aqui no Brasil?

Um país da América Central que até hoje não causou nada alem de problemas, e que fora um filme ruim de terror do (acho) Wes Craven, nunca foi de interesse nem para mim nem para ninguém. Seguidamente aparecem notícias de soldados brasileiros indo para lá, mas nunca é explicado exatamente o porque, ou o que eles vão fazer lá.

Vendo as desgraças na TV, é fácil se solidarizar. Mas gente morre de fome todos os dias em diversos locais do mundo. No Haiti, no Brasil, na África, na Ásia… e ninguém se interessa em fazer nada sobre isso. Depois desse momento Bono Vox, gostaria de acreditar que as pessoas são só desinformadas. Mas elas olham todos os dias os mendigos e sabem das necessidades ao seu redor. E não fazem nada.

É triste, mas é verdade. Então ao invés de ficarem chocados com o que acontece lá no Haiti, porque não se preocupam com o que acontece aqui do lado? Porque não passa na TV?

Written by Dyeison Martins

15 de janeiro de 2010 at 15:57

Publicado em Política

Olimpíadas, quem paga?

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Eee, Olímpiadas no Brasil. Dois anos dois da Copa do mundo, também no Brasil. Seremos o centro do mundo, não aquele lugar paradisíaco escondido que os vilões vão fugir para se safar. Claro que eles nunca chegam aqui, já que os mocinhos sempre os detém. Felizmente, já temos muitos problemas em lidar com os nossos próprios vilões. E, curiosamente, aqui eles sempre ganham. Foi só eu que pensei no Sarney?

Mas não é sobre isso que eu quero falar. O Lula quer deixar o país de outra maneira. Ele venceu uma queda de braço com o Obama, o que mostra que ele é o presidente brasileiro com o maior status internacional da história. Talvez perca para os Pedros (I e II), mas esses eram reis, então não contam. Não estou julgando a pessoa Lula, ou seu talento como governante, antes que chovam críticas por ter dito isso ou aquilo. Só estou constatando que ele possui um puta status internacionalmente. Apesar de conhecido acadêmico, não vejo o FHC fazendo algo assim.

Veremos grandes jogadores e grandes atletas aqui, é verdade. Não sei quem serão os craques em 2014. Provavelmente outra geração, não a mesma que está aqui. Haverá novos estádios, para diversos clubes. Os esportes, em geral, serão melhor administrados daqui para frente (espero) ou no mínimo terão mais verbas. Sim, a muitos lados positivos. A grande dúvida é? Quem paga a conta?

Oh, os investidores, o pré-sal, o capital estrangeiro… Nesses tempos de crise (nem tão crítica quanto antes, mas ainda assim rondando), será que vai ser fácil conseguir crédito e dinheiro fácil? Espero que sim, afinal, a Arena do Grêmio vai sair daí também.

Ok, dinheiro virá. E quanto vai ser gasto? E desse gasto, quando será que vai ser mesmo gasto com isso. Afinal, os pobres deputados precisam tirar seu sustento de algum lugar, já que o salário de fome deles não os permite coisas básicas como viagens semanais a Miami. E o chinelo aqui contente quando vai pra Tramanda no final do ano.

Acho que a grande certeza que podemos tirar de todos esses eventos no país, é que serão vantajosos para todos. Para o turismo, para as cidades (com os avanços de infra-estrutura, como o tal trem bala que vai ir do Rio a Sampa), para o esporte brasileiro, e principalmente, para os nossos queridos e pouco falados políticos.

A conta a gente paga depois.

Written by Dyeison Martins

6 de outubro de 2009 at 17:16

Publicado em Política