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Archive for the ‘Grêmio’ Category

A volta Dele

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Tenho acompanhando com muito interesse o novo trabalho de Celso Roth no Grêmio. Não que ele seja diferente dos anteriores (não é), mas pela primeira vez ele entra com algum respeito da torcida, devido principalmente ao medo do rebaixamento.

Roth tem aquele seu jeito, e aqueles seus problemas de sempre. Mesmo assim, ele geralmente chega e coloca ordem na casa. E como o ponto baixo do Grêmio nesse ano é justamente sua desorganização, sua falta de impenho e indiciplina.

O nosso querido presidente Odone, do alto de sua sabedoria, derrubou tudo e todos do Olímpico para colocar Celso em seu cargo, e também para reintegrar seu velho escudeiro, Paulo Pelaipe.

Tinha dúvidas durante a contratação de Julinho Camargo, mas dessa vez tenho fé que as coisas vão melhorar. Roth não é o melhor técnico do mundo, mas está longe de ser o pior. ele vai fazer o time trabalhar e jogar.

Claro, não garanto resultados depois dos primeiros seis meses. Mas, como o objetivo é não ser rebaixado, e conseguir uma vaguinha para a Sul-Americana, é o que temos.

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Written by Dyeison Martins

10 de agosto de 2011 at 14:27

Publicado em Grêmio

Uma queda há muito esperada

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Então, finalmente Renato foi demitido do Grêmio. Não porque eu ansiasse pela sua queda, mas porque era um desdobramento esperado devido aos resultados em campo.

Eu ainda sou do princípio de que só poderiamos ter uma análize certeira do trabalho de Renato quando o time se encontrasse mais inteiro, em relação a reforços.  Só que nem isso desculpa as invencionísses de Renato nos últimos tempos.

Vamos ser realistas. Desde o primeiro momento, o Renato não ficou satisfeito com Odone, assim como Odone não queria ele, por ser contra suas filosofias de futebol. Mas, como foi o pedido, ambos tiveram de, a contra gosto, se aliarem.

Na montagem do time, ficou claro que Odone seguiu as indicações de Renato, salvo excessões (Escudeiro). Também ficou claro que as apostas do técnico acabaram não dando certo, com Carlos Alberto sendo um desastre, e Rodolfo também fracassando. Quanto ao argentino, foi claramente preterido até agora.

Claro que o presidente também cometeu erros imperdoáveis, como a tentativa frustrada de trazer Ronaldinho, e graças a isso perder a estrela do time na vitoriosa campanha do ano passado, Jonas. (Sim, hoje podemos falar nesses termos. Jonas era o diferente no time, com sua saída, tudo ruiu).

Depois, Renato começou a insistir com um  padrão de jogo nascido morto, que foi com o quadrado Carlos Alberto, Douglas, André Lima e Borges. Só desistiu disso quando o centroavante se lesionou.

No final das contas, as lesões, os enfrentamentos com a direção, as idéias patéticas, a manutenção de jogadores abaixo da crítica contra a escolha de nomes melhores e disponíveis (Gilson x Bruno Collaço, Carlos Alberto x Escudeiro, Rafael Marques x Saimon, e agora mais recentemente, Lucio x Escudeiro).

Outras atitudes, como a suposta saída para o Fluminense, o campeonato de futvôlei… Todas essas atitudes foram o fazendo perder seu grande crédito com  a torcida.

Claro que o arremendo de time que foi a campo nesse Brasileirão não pode ser considerado, mas mesmo assim, o time foi muito mal montado e organizado. Jogadores simplesmente não rendiam mais, como Douglas, Gabriel e Lúcio.

Enfim, em algum momento do ano, ficou visível que Renato se perdeu, ou dizem alguns, havia achado o esquema e sistema do ano passado por mais sorte que qualquer coisa. As peças mudaram, e ele tentou repetir o mesmo com outras, sem sucesso. Insistiu com os nomes errados no momento errado. Perdeu o Gauchão.

Tentou fazer algo novo, e também não conseguiu. Brigou com a direção e deu um ultimato exigindo reforços. Alguns vieram, outros não. Antagonizou claramente o Odone. Por fim, pediu para sair.

Termina a história do maior ídolo do Grêmio na casamata. Ou, pelo menos, por enquanto.

Written by Dyeison Martins

30 de junho de 2011 at 14:49

Publicado em Grêmio

Escombros depois do primeiro semestre

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Olhando para trás, começo a pensar que o desastre que foi o primeiro semestre do Grêmio já era previsível lá em janeiro. A arrancaad fantástica do time no segundo turno do Brasileirão 10 serviu para acobertar muitas coisas, como o trabalho de Renato e a qualidade de diversos jogadores. Com a saída do Duda, alguma coisa pareceu errada.

Odone, mesmo com os problemas, recebeu um time montado, com alguns problemas, mas que eram necessárias apenas investimentos pontuais, e talvez algumas peças de reposição. O que fez o “novo” presidente? Tentou um golpe de marketing, a repatriação de Ronaldinho. Todos viram o fiasco que foi isso. Depois, não deu a menor importância para a renovação do Jonas, que deveria ter sido tentada desde a eleição. Resultado, o Valência chegou e levou o goleador do ano passado por uma bagatela.

(Aqui vai um parenteses. Não entendi a comoção da torcida gremista com a saída do jogador. Talvez pela briga no jogo de sábado, talvez pela saída na segunda, sendo que o time iria estreiar na Libertadores na quarta. Fato é que o Jonas não fez nada errado. Surgiu a proposta, saiu. Sempre honrou a camiseta do time, mesmo quando era criticado por Deus e o mundo. Foi dito como moeda de troca mais de uma vez, mas ficou quieto. Foi sempre preterido pelas novas contratações com grife que chegavam, mas ganhava a posição em campo. Saiu, foi para um grande clube. A torcida deveria ficar contente pelo homem e jogador, não com “dor de corno”).

Contratações chegaram, como Escudeiro, Vinícius Pacheco e Rodolfo. O primeiro viveu lesionado, apesar de dar boa resposta quando entrou. O segundo, foi descartado cedo, e o terceiro, mesmo sendo sempre titular, apresentou um desempenho acima da crítica. Mas a pior contratação foi a de Carlos Alberto. Chegou com muita marra, ganhou a vaga de titular desde o início, só criou confusão, não deu resposta dentro de campo e acabou dispensado poucos meses depois.

A trancos e barrancos, o time foi se classificando para as fases posteriores do Gauchão e da Libertadores. Venceu o primeiro turno do Estadual, passou de fase na Libertadores. Mas o futebol era muito inferior ao que se esperava. Ai, perdeu em casa nas oitavas para a Universidad Catolica, e depois perdeu o segundo turno do Gauchão para o Inter. Foi eliminado na competição continental, e perdeu para o Inter o Estadual nos penaltis.

Claro que um dos grandes problemas do time foi a decadência técnica de bons jogadores, e também o elevado número de lesões.  Victor não é, de longe, aquele goleiro de anos passados. Gabriel está muito abaixo do Gabriel do ano passado (o melhor lateral direito do Brasil, na minha opinião), e se lesionou. Lúcio não se acertou novamente no meio, e passou boa parte do início do ano lesionado. Rochembach foi outro que sentiu lesões. Vilson passou o ano todo doente. Bruno Collaço, quando começou a engrenar na lateral esquerda, se machucou. Escudeiro passou muito tempo lesionado. Andre Lima foi outro que saiu em fevereiro, e até agora não voltou. Borges não foi nem sombra daquele jogador do início do ano passado, decaindo tecnicamente, e depois fazendo as duas cagadas que terminaram com ele no clube.

Somem a isso o fato de Renato ter errado muito. Insistir com Gilson na lateral, sendo que o cara não deveria nem fardar pelo time do Grêmio. Deixar Paulão como zagueiro de referência, sendo que este era, no máximo, esforçado. Morrer abraçado com Carlos Alberto. Erros pontuais que prejudicaram o time do Grêmio.

Temos agora, depois do excelente segundo semestre, um time perdido em campo, duplamente eliminado. Como meu talendo para vidente é limitado, não arrisco a dizer o que acontecerá. Torçamos pelo melhor, mas mudanças são necessárias. Principalmente no critério das contratações.

Reforçar a zaga, com NO MÍNIMO um zagueiro experiente, um volante com qualidade na saída de bola, e mais um atacante de movimentação são necessários. Isso para tornar o time competivo, que não vá ficar brigando pelo meio da tabela.

É o que nós gremistas esperamos. Mas o temor é: mais um ano perdido.

Written by Dyeison Martins

19 de maio de 2011 at 16:45

Publicado em Grêmio

Sem rumo

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Decidi manter um post mensal sobre o Grêmio, o que favorece a variedade de temas, e permite uma análise um pouco mais fria da situação. No caso, escrever sobre o Grêmio em março, me permite olhar para as coisas que acontecerão até então, vendo os erros e acertos do time até então.

E o Grêmio vai mal, diga-se de passagem. Muito mal. Venceu partidas, foi o campeão do primeiro turno do Gauchão, mas ainda não convenceu. Ainda não mostrou a força daquele time que terminou o ano passado jogando o melhor futebol do Brasil.

Claro, há diferenças entre os dois times.  Aquele time possuia um esquema muito bem definido, com uma zaga entrosada, um excelente lateral direito e um cumpridor esquerdo, um meio campo em losango, com Rockembach em grande fase, Adilson pela direita, dando suporte as subidas de Gabriel, Lúcio apoiando e marcando bem, fazendo um bom lado esquerdo com o Fábio Santos, e Douglas em grande fase, armando e concluindo também. Na frente, André Lima marcando gols e Jonas sendo o craque do time.

Bem, Jonas se foi no início do ano, e ainda sentimos a sua falta. Mas não é esse o grande problema do time. E sim, as escolhas erradas de Renato no comando do Tricolor.

Ninguém manda o treinador ficar jogando com seu próprio ego e com os dos jogadores, insistindo num modelo claramente insuficiente. Pois colocar Borges e André Lima juntos é incoerente, pois ambos são da mesma posição, ocupam o mesmo lugar do campo. Geralmente num jogo um vai bem, e o outro vai mal.

Douglas e Carlos Alberto é pior. Alias, Carlos Alberto não vem jogando nada desde que chegou, mas Renato vai morrer abraçado com ele, se preciso for. Porque? Tenho minhas suspeitas de que a questão vai muito além de amizade fora de campo, e sim de se cercar de aliados, no ambiente sujo e corrosivo que é o vestiário de um time de futebol.

Renato passou fevereiro inteiro tentando acomodar as estrelas do time, como se aqui fosse um Real Madrid deturpado, com estrelas e egos gigantes e incontroláveis. Mas porque ele faria algo assim? Ele não tem uma boa relação com a diretoria, pois é visível desde o início que Odone só não demitiu o treinador no final do ano pela vaga conquistada, e para não começar o mandato contra a torcida (o presidente entende de política como poucos). E esse, não se esqueçam, é o mesmo grupo que derrubou o Silas e quase fez o time ser rebaixado. Melhor que ninguém, Renato sabe que precisa lidar com os egos e pressões do grupo, pois se os jogadores ficarem contra ele, ele cai. Na hora.

Tudo bem, é início de ano, e eu posso ser um pouco alarmista em excesso, mas vejo as coisas assim. O Grêmio tem um bom grupo, mas que pensa ser mais do que realmente é.

Mesmo com todos os problemas, o Grêmio foi campeão do primeiro turnodo Gauchão, e está em segundo no seu grupo da Libertadores, atrás apenas do surpreendente Junior, de Barranquilla, que até agora te 100% de aproveitamento, e arrisca ser a melhor campanha da primeira fase. É uma merda não classificar como primeiro, mas não é o fim do mundo. Essa história de decidir em casa é bobagem, eu, particularmente, prefiro até jogar a primeira em casa e a segunda fora.

“Vamo que vamo” então. É o que nos resta.

Written by Dyeison Martins

15 de março de 2011 at 17:07

Publicado em Grêmio

Janeiro (quase) Trágico

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O gremista, devido ao excelente dezembro, começou o ano de maneira eufórica. O time era o melhor do Brasil no final do Brasileiro e sua espinha dorçal seria mantida, o Grêmio ria disputar a Libertadores da América (bastaria passar pelo desconhecido Liverpool do Uruguai) e o Inter havia sido derrotado no Mundial pelo Mazembe, algo quase inesquecível. A direção planejava contratar Ronaldinho Gaúcho, craque internacional e duas vezes melhor do mundo.

Em trinta dias, os gremistas foram do céu ao inferno. Passaram vivos por tudo, mas somou-se uma dor e frustração impensável antes.

O caso Ronaldinho

O que parecia uma negociação fácil começou a encrespar sem motivos aparentes. Sempre faltava muito pouco para Ronaldinho assinar, a liberação do Milan, uma clausula nova no contrato. Depois o Palmeiras e o Flamengo entraram na briga, mas a princípio não era nada sério.

Ronaldinho nunca foi unanimidade no Olímpico. Sua saída do time, em 2001, foi traumática. Agora, o que deveria ser um retorno lendário para sarar as feridas do passado se tornava um leilão, onde quem pagasse mais levava. A isso, ninguém queria. Chegou-se a preparar o Olímpico para uma recepção que nunca aconteceu.

O Grêmio foi feito de bobo e caiu fora do negócio. Toda a direção havia focado 100% nisso, o que significava que ninguém havia pensado em renovar o contrato de ninguém ou trazer reforços.

O adeus de Jonas

O time começou o ano jogando mal e empatando em casa. Terminada a novela Ronaldinho, de pronto começou uma novela Jonas. O atacante, que terminou o ano valorizado, como melhor atacante do Brasil segundo diversas publicações, artilheiro e mais trocentas outras coisas. Exigia um aumento substancial e status de estrela, não que não o merecesse.

Esse vácuo que surgiu com a contratação de Ronaldinho fez com que pipocassem trocentas propostas por Jonas, de todos os cantos. Estressado, o atacante foi vaiado por jogar mal contra o São José, marcou um gol e revidou, xingando a torcida. No final, optou por ir ao Valência da Espanha.

Não guardo máguas de Jonas. Ele optou por sair, por uma proposta milionária de um grande time europeu. É o sonho do cara. Que faça sucesso.

A estrada para a América

Chegado o dia, o jogo contra o Liverpool foi mais ou menos como se pensava. Lá, num Estádio Centenário vazio, o Grêmio jogou melhor, esteve duas vezes na frente no placar mas cedeu o empate. Foram visíveis as falhas do time. André Lima estava solitário na frente, pois Junior Viçosa não é jogador para o Grêmio. O meio de campo depende muito de Douglas, que quando desaparece, leva todo o setor consigo. E, na zaga, Gilson é pavoroso e Clementino é fraco. Vinicius Pacheco chegou, mas ainda não convenceu.

O mês terminou com o Grêmio com vantagem na Pré-Libertadores, mas sem reforços e ainda muito a quem do esperado. Precisa de reforços, urgentes.

Eu sei que o Grêmio já se classificou, e contratou Escudero e Carlos Alberto. Mas esse post fala só sobre Janeiro (estou postando ele atrasado). Mês que vêm tem mais.

 

Written by Dyeison Martins

7 de fevereiro de 2011 at 12:21

Publicado em Grêmio

Fim de ano tricolor

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Ninguém esperava que as coisas tomassem o rumo que tomaram, ainda mais depois de tudo que aconteceu. Mas no final, o Grêmio conseguiu o quarto lugar no Campeonato Brasileiro, terminou com o goleador da competição (Mestre Jonas) e uma vaga na pré-Libertadores. Vaga que só foi confirmada numa partida histórica no Libertadores da América, entre Independiente de Avellaneda e o Goiás. Os argentinos perderam por 2×0 no Brasil e venceram por 3×1 lá. Levaram para os penais e foram campeões, abrindo a vaga para o Grêmio.

Depois de muito ratiar e termos perdido jogos que poderiam nos dar o título, o Grêmio saiu da zona do rebaixamento, e vocês já conhecem essa história, cansei de contá-la, é final de ano. Tudo, desde o time vacilante de Silas que deu uma arrancada impressionante, a glória e queda na Copa do Brasil, o time destruido no Campeonato pós Copa, a chegada de Renato e a arrancada rumo a esse quarto lugar e ao título do Segundo Turno do Brasileiro.

O time de Renato é um dos melhores do Brasil, ou pelo menos era até acabar o Brasileiro. Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fabio Santos; Fabio Rockembach, Adílson, Lúcio e Douglas; Jonas e André Lima. É esse o time que, em tese, vai em busca da Libertadores ano que vêm. Primeiro vem o Liverpool, do Uruguai. Depois, um grupo meio bizarro, com Junior, de Barranquilla, Oriente Petroleiro, do Bolívia, e mais um, do Peru.

Ano que vêm, novas competições, veremos o que vai dar. E torçamos pelo Tri.

Flauta: O Inter trouxe para a América do Sul um inédito terceiro lugar no Mundial, após perder na semi-final para o Mazembe, do Congo. Uma derrota que será lembrada daqui a muuuitos anos, aposto.

Written by Dyeison Martins

18 de dezembro de 2010 at 19:35

Publicado em Grêmio

A dois passos do paraíso, ou não

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Na briga, na peleia nossa de cada dia, o Grêmio, agora comandado por Renato, foi vencendo jogos, se afastando da zona do rebaixamento… e chegou aqui. Na sexta colocação, a dois pontos do quarto colocado. E com confronto direto com ele.

É assim a tabela do Grêmio agora. Um jogo de vida ou morte contra o Atlético PR (4°), uma partida perigosa, mas necessária contra o Guarani (lá em baixo na tabela) e um último duelo contra o Botafogo (5°). Sim, dos últimos três jogos, dois são confrontos diretos.

Isso é bom? É ótimo. Não só pela excitação da do jogo decisivo, que é ótimo. Uma tabela onde teu time pode tirar pontos dos adversários diretos é quase um mata-mata, é muita sorte isso poder acontecer.

Se o Grêmio vencerá eu não sei. Espero que sim. Mas ele só depende dele para conseguir o 4° lugar.

Isso se o Palmeiras ou o Goiás não vencerem a Copa Sul Americaca.

Written by Dyeison Martins

17 de novembro de 2010 at 13:06

Publicado em Grêmio