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Archive for the ‘Automobilismo’ Category

Divertido e entediante

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Dependendo da perspectiva que você analize, perceberá que o GP da Turquia, em Istambul, pode ter sido ótimo ou uma porcaria. Depende de uma série de coisas, e principalmente suas idéias a respeito de diversos conceitos.

Como um GP que não muda a liderança desde o início pode ser legal? Ah, o Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) correu sozinho, e atrás ficou todo mundo se matando. Mas teve muita briga, e todas emocionantes, então você pode usar o argumento de que aconteceram bastante coisas, só que não referente a vitória.

Ocorreram ultrapassagens, mas várias delas usando o Sistema de Diminuição de Arrasto (popular asa móvel). Então, são todas disputas muito artificias. Qual é a graça de ligar uma asa, ganhar uns dez quilometros por hora a mais e passar um cara a frente que não pode fazer isso? Pelo menos o KERS tu pode usar quando quiser, se acabou azar o teu.

Quanto a corrida, foi interessante. Podem me chamar de corneteiro (e certamente o farão), mas ainda quero ver Vettel vencer uma corrida difícil. Todas as vitórias que lembro dele foram largando da pole (herdou uma vitória de Hamilton, uma vez), e sumiu lá na frente. Nunca o vi vencer largando de trás, ultrapassando. Pilotando sozinho, cuidando dos pneus e abrindo vantagem, ele venceu sempre. Mas e em outras situações?

Mark Webber (Red Bull-Renault) já havia sido meia boa ano passado, com umas poucas corridas brilhantes, mas muito constante, fazendo sempre bastantes pontos, até amarelar no final. Nessa temporada, nem isso. Ainda não venceu, e sequer perturbou Vettel. Esperava mais do australiano, mas até agora nada.

O espanhol Fernando Alonso (Ferrari) segue carregando o ineficiente carro italiano nas costas. Poderia já ter conseguido um pódio antes, na Malásia, mas depois de duas más corridas, mostrou como é eficiente, lutando até o final pelo segundo lugar.  Se a Ferrari acordar, ainda é possível buscar o título, pois a diferença de agora não é maior do que ele já passou, no ano passado. Foi o único a acompanhar as Red Bulls.

Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) cometeu um erro na primeira volta, sofreu com seu companheiro, o competente Jenson Button e, depois de superá-lo, mas nunca conseguiu acompanhar os três primeiros. Depois, aconteceu uma merda no terceiro pit-stop.

Quem foi decepcionante foi o brasileiro Felipe Massa (Ferrari). Com três vitórias no circuito, e o apelido de Sheik na internet, ele foi ridículo na classificação, sem sequer marcar tempo, largou em décimo e esteve longe do desempenho de Alonso. Para melhorar, teve pit-stops desastrosos, que o empurraram lá para baixo. Depois, um erro grosseiro na corrida o eliminaram da zona de pontuação. Depois da melhora aparente nas duas corridas, decaiu em sua performance de novo, gastanto muitos pneus macios nos treinos e se arrastando na corrida.

Quando ao véio Michael Schumacher (Mercedes), sério cara, vai para casa. Parece o Graham Hill no final da carreira, completamente derrotado pelo tempo.

Agora, o que eu todos que assistem F1 esperam e torcem, independente do piloto para o qual torçam: que o Webber melhore, e que a McLaren e a Ferrari, com os avanços no carro, consigam equilibrar a disputa. Porque, dominação a lá Era Schumacher, chega. Nunca mais isso.

Written by Dyeison Martins

10 de maio de 2011 at 14:46

Publicado em Automobilismo

Até aqui, no mundial de F1

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O GP da Malásia já passou, e com nova vitória de Sebastian Vettel, que diferente do ano passado, consegue converter suas poles em vitórias. Mas, diferente do que acontecia ano passado, é possível perceber uma diferença menor entre os competidores. A McLaren não parece tão distante na classificação, e na corrida, parece ter um ritmo idêntico, se não superior. A Ferrari, se ainda está distante na classificação (e próxima da quarta força, Lotus Renault), possui um ritmo de corrida do nível do da McLaren.

Vettel lidera o campeonato, sem ninguém o atrapalhar. Nesse momento, pode-se dizer que caminha para o bi, sem percalços. Mark Webber ainda não conseguiu acompanhar o ritmo de seu companheiro, tanto na qualificação quanto na corrida, mas em breve deverá ser capaz de fazê-lo, ainda que eventualmente. A menos que do piloto combativo da temporada passada, tenha se tornado um Gerhard Berger, ou Riccardo Patrese.

Jenson Button é o segundo colocado, depois de uma primeira corrida atribulada, e outra muito técnica. O campeão de 2009 sabe como vencer e somar pontos, nunca pode ser desconsiderado, se tiver um bom carro. Lewis Hamilton vem de duas boas corridas, sempre o rápido acrobata, com manobras belíssimas e arrojadas.

Fernando Alonso é quinto, depois de um quarto lugar suado, e um erro que lhe custou um pódio na Malásia. O espanhol vem largando mal, mas depois se recuperando. Teve um acidente de corrida, quando bateu em Hamilton, mas devido ao fato de sua asa estar quebrada. Se a Ferrari melhorar, também brigará pelo título. Felipe Massa, depois de bastante tempo, pareceu conseguir acompanhar o ritmo de Alonso.

Na Renault, a surpresa do campeonato, estão empatados em pontos Vitaly Petrov e Nick Heindfield, ambos com um terceiro lugar. O carro é bom, e com algum avanço, conseguirá brigar por vitórias. Na Mercedes tudo é incerteza, mas sabe-se que o carro é para meio do grid. E a Sauber, ficará brigando com a Mercedes pela quinta força. O resto, é resto.

 

Written by Dyeison Martins

13 de abril de 2011 at 20:43

Publicado em Automobilismo

Antigamente, na F1

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Assisti (novamente) o clássico filme Grand Prix, de 1968. Conhecido por ser uma das melhores adaptações do universo da Formula 1 para as telonas feito até hoje, o filme é amado pelos fãs do automobilismo. Com quatro personagens principais, pilotos que estão disputando o campeonato, e as pessoas que os cercam. O americano Pete Iron, o francês Jean Pierre Sarti, o italiano Nino Bambini e o inglês Scott Stodard. Cada um deles tem suas motivações para vencer o campeonato, coisas muito maiores que simplesmente “ser o mais rápido”.

Iron é um piloto decadente. Depois de sair da Ferrari, onde o Signore Manetta desejava que ele fosse segundo piloto para Sarti. Sem vencer corridas há tempos, e passando de equipe a equipe com pouca perspectiva de conseguir qualquer coisa. Começa o filme na BRM, mas por ser culpado pelo chefe da equipe de ser o causador do acidente de Stodard, é demitido. Irá encontrar na equipe do senhor Yamamura (interpretado por ninguém menos que Toshiro Mifune) sua redenção. Essa equipe lembra claramente a Honda em seu início na Formula 1, há muito tempo atrás.

Sarti é um conhecido bicampeão, já experiente e calejado com os horrores do automobilismo. Manetta (uma caricatura bem interessando do Comendadore Enzo Ferrari, mas sem os óculos escuros) o considera um dos melhores de todos os tempo, mas teme que seu campeão já esteja acabado. Lidando com a desconfiança da Ferrari e um próprio cansaço com as corridas, ele deseja o título para provar a si mesmo que ainda é capaz.

Bambini é o menor de todos os personagens. É um jovem piloto, que foi campeão nas motocicletas e agora pilota para a Ferrari, como segundo piloto de Sarti. Sua história é para demonstrar o glamour que os pilotos viviam.

Stodard vive a sombra de seu falecido irmão mais, Tomas, que foi bicampeão de Formula 1. Compete principalmente para buscar superá-lo, ou honrar sua memória. Tem no início do filme um acidente gravíssimo, mas em pouco tempo se recupera, e pilota ainda muito machucado, tendo que tmar remédios fortes para a dor. É, principalmente, o retrado das provações dos pilotos.

A fotografia do filme é excelente, a história é muito bem feita, mas o que chama mesmo a atenção no filme é a maneira como os pilotos e aqueles que os cercam são retratados. Todos são visivelmente cínicos, falando sempre que a única coisa que importa é a vitória, e nada mais. Mesmo nas partes em que se fala de morte, sentimos que eles ficam machucados, mas se esforçam em não demonstrá-lo. O único momento realmente chocante é quando Sarti se acidenta e mata duas crianças que estavam olhando a corrida. O bicampeão tenta se controlar, mas acaba chorando junto com sua namorada.

O filme é muito longo, tem quase três horas, contando até mesmo com o antigo costume do intervalo. Mesmo assim, vale a pena. Vemos as pistas como eram antes, como Spa-Francorchamp, Silverstone, Monza (ainda com a curva inclinada), Mônaco (que é a mesma coisa) e Zaandvord. A única que eu senti falta foi o Inferno Verde, Nurbugring, a pista mais desafiadora do mundo. Eles só falam a respeito no filme, mas não vemos a corrida.

Para os amantes do automobilismo, ou mesmo para os fãs de uma grande história humana, sem heróis ou vilões, apenas homens tentando serem o melhor de todos.

Written by Dyeison Martins

5 de março de 2011 at 15:05

Publicado em Automobilismo, Filmes

Le Mans, o filme

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“As pessoas não deveriam se arriscar por algo que fosse importante?”

“Sim, de preferência”

“E o que tem de importante no automobilismo, em ser o mais rápido de todos?”

“Muita gente passa a vida fazendo coisas erradas. Correr é importante para quem o faz bem. Correr é… a vida. O antes e o depois é só espera”.

Michael Delaney para Ilsa Belgetti, no filme Le Mans

Um clássico para o cinema. Ainda mais para os fãs do automobilismo. Steve McQueen, um dos caras mais fodas que o cinema já viu (e também um excelente piloto, pelo que dizem), pagou do próprio bolso esse que é até hoje um dos melhores filmes sobre corridas conhecido, que retrata as míticas 24 horas de LeMans, a mais importante corrida do mundo.

Alguém discorda? Talvez apenas As 500 milhas de Indianápolis nos Estados Unidos e o Grande Prêmio de Mônaco sejam comparáveis, mas LeMans tem um charme único. É a mais antiga competição, cediada nas estradas francesas, sob o nome mítico do circuíto La Sarthe, um dos mais desafiadores do mundo, perdendo apenas para o interminável circuito antigo de Nurbugring Nordschleife (o legal do automobilismo é que tu aprende a escrever coisas nas mais impensáveis linguas).

Michael Delaney (Steve McQueen) é um excepcional piloto da Porsche, que sofreu um grave acidente na última edição de Le Mans. Ele retorna ao circuito com duas grandes preocupações: seu “rival” Erich Stahler e Ilsa Belgetti, esposa do piloto que morreu no acidente que Delaney se feriu.

A história do filme não tem nada de particularmente grandioso, mas é interessante por mostrar o pensamento do pilotos sobre os riscos que eles enfrentam. A morte era uma preocupação de verdade no automobilismo até a década de 80. Pretendo um dia escrever um texto contando apenas das frases que os pilotos de antigamente falaram sobre morrer. A do Bruce McLaren (criador da atual equipe) é a mais lendária.

Pessoal que gosta de corrida, olhem. É quase um documentário de como eram as coisas na década de 70, tanto em Le Mans como no automobilismo. Também quero recomendar o Grand Prix, filme de 66 sobre Formula 1. Não falarei muito desse porque não o tenho em DVD (ainda, e cara, ta difícil de encontrar, por sinal, quem tiver, ENTRE EM CONTATO).

Written by Dyeison Martins

3 de janeiro de 2011 at 14:45

Publicado em Automobilismo, Filmes

Vettel Campeão em Abu Dhabi

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Por essa poucos esperavam, mas foi o alemão Sebastian Vettel, da RBR quem foi campeão no final do ano. Com uma corrida trágica de Mark Webber e um erro monumental da Ferrari, que tirou Fernando Alonso do páreo, o alemão de 23 anos se sagrou o campeão mais jovem da história da Formula 1.

Tudo começou num sábado de novidades. Enquanto a McLaren surpreendia por ser a segunda força, Mark Webber caia num ostracismo assustador. Vettel fez a pole, com Lewis Hamilton (McLaren) em segundo, Alonso em terceiro e Jenson Button (McLaren) em quarto. Webber foi quinto. Até ai, tudo ia bem para Alonso, que fez uma volta mágica e garantiu com o terceiro posto chances de ser campeão.

Já na largada, Vettel foi para frente e Alonso perdeu uma posição para Button. Ainda na primeira volta, Michael Schumacher é tocado pelo seu companheiro Nico Rosberg (da Mercedes) e roda, sendo acertado por Vitoantônio Liuzzi (Force India). Safety Car na pista, e entram para calçar os pneus duros Rosberg e o russo Vitaly Petrov (Renault). Isso seria fundamental na carreira.

Webber, mesmo com um carro melhor, se mostra incapaz de acompanhar Alonso. Então vai para os boxes, colocar pneus duros. A Ferrari se desespera e manda Felipe Massa (que vinha atrás) para a troca, tentando bloquear Webber. Não da certo. Depois, manda Alonso para os boxes, numa cagada monumental que decidiu o campeonato. O espanhol só voltou a frente de Webber porque Jaime Alguersuari (STR) segurou Webber por algumas voltas. Mas o espanhol veio atrás de Rosberg e Petrov. E quem diz que ele consegue passar eles e voltar na frente.

Lá na frente, Vettel e Hamilton foram parar umas dez voltas depois. Button e Robert Kubica (Renalt) demoraram ainda mais, com Kubica voltando na frente do Alonso. E ai a Ferrari resolve colocar a responsabilidade em Alonso, mandando ele dar tudo de si para ultrapassar Petrov, que tinha um carro visivelmente mais rápido na reta. Ao invés de tentar mandá-lo calçar pneus macios e ir para o tudo ou nada.

No final, deu Vettel em primeiro e campeão. Hamilton e Button no pódio. Kubica, Rosberg, Petrov, Alonso, Webber, Alguersuari e Massa completaram o pódio.

Considerações Finais

Vetetl foi o campeão. Mas não considero um merecido campeão. Fez 10 poles, teve o cara mais rápido o ano inteiro, e não liderou um único premio. Webber, na hora final, amarelou.

Alonso correu e no final foi traído pela inexperiência da Ferrari, que ficou nervosa e queria que ele resolvesse sozinho na pista. Ao invés de marcar Webber, ele deveria fazer uma corrida normal, onde seria campeão naturalmente. Na última prova, faltou um carro melhor e uma direção melhor da equipe. Mesmo assim, foi um grande ano para o asturiano, que demonstrou todo seu talento.

Written by Dyeison Martins

16 de novembro de 2010 at 12:31

Publicado em Automobilismo

Uma rápida surpresa, antes da tendência

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O Grande Prêmio do Brasil geralmente é uma das etapas mais emocionantes do ano, com surpresas e viradas. Isso aconteceu nesse final de semana, mas só no sábado.

Choveu no sábado, e isso pode explicar alguma coisa. Mas o fato interessante é que se esperava um domínio da RBR, com Sebastian Vettel e Mark Webber liderando. O que aconteceu foi uma pole surpreendente e assustadora de Nico Hulkenberg, da Williams. As RBR ficaram atrás, com Lewis Hamilton (McLaren) fechando a segunda fila. O atual lider do campeonato, Fernando Alonso (Ferrari), foi quinto.

No domingo, tudo seguiu o programado. Vettel passou Hulkenberg na largada. Ainda na primeira volta Webber superou Hulkenberg, e Fernando Alonso se aproveitou do erro de Hamilton e foi para a quarta colocação.

O alemão Hulkenberg ainda mostrou que tem sim talento, conseguindo segurar Alonso por seis voltas, e exigindo uma grande ultrapassagem por fora do espanhol. Hamilton, por outro lado, não conseguiu passar até as trocas dos boxes.

E assim terminou a corrida. Vettel, Webber e Alonso no pódio.  Hamilton, Jenson Button (McLaren), Nico Rosberg (Mercedes), Michael Schumacher (Mercedes), Hulkenberg, Robert Kubica (Renault) e Kamui Kobayashi (Sauber).

Exatamente como se esperava. As RBR na frente, voando sozinhas, e o Alonso como primeiro do resto.

Considerações Finais

A RBR conquistou com essa dobradinha o Campeonato dos Construtores. Sebastian Vettel vive um excelente momento, muito superior ao de seu companheiro Mark Webber. Muito já se fala sobre jogo de equipe, no caso de uma dobradinha. Se acontecer de Vettel estar na frente, Webber em segundo e não houver mais chance para o título do alemão, nada mais justo que ele deixar seu companheiro australiano vencer.

Fernando Alonso segue líder do campeonato. A vantagem diminuiu, mas ainda é consistente. Ele só depende de si mesmo para ser campeão (no caso, com um primeiro ou segundo lugar). Felipe Massa foi a decepção do final de semana, não repetindo seus bons desempenhos de outras temporadas, onde havia conseguido três poles e duas vitórias.

Lewis Hamilton segue no campeonato vivo por aparelhos. Só uma milagre o fará campeão. Jenson Button foi finalmente excluído da disputa. Depois de um bom início, caiu muito, assim como a McLaren.

Agora, a Formula 1 corre para as Arábias, para Abu Dhabi. Sábado o treino classificatório, e a corrida decisiva no domingo. Haja coração amigo.

Written by Dyeison Martins

12 de novembro de 2010 at 15:16

Publicado em Automobilismo

Muda tudo no Rally da Coréia

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Com muita chuva, poeira, medo dos competidores, erros, sorte e inteligência, agora é Fernando Alonso, da Ferrari, o líder do Mundial da Formula 1. Mas a história dessa corrida, que deixou os carros parecendo de Rally, deve ser contada desde o início,que começou muito antes da sexta-feira.

As obras do novo circuito de Herman Tilke eram para estarem prontas na metade do ano. Foram ficar prontas alguns dias antes do desembarque dos carros. Uma pista travada, bem típica de Tilke, com retas grandes, um veem e vai de curvas lentas e uns cotovelos. Depois, colocaram mais uma camada de asfalto, e a pista ficou pronta. Na realidade “pronta”, porque muitas coisas não haviam sido feitas. Na realidade, curiosamente essa pista era para ser um circuito de rua, só que infelizmente a cidade ainda não existe. Então é como um GP de Mônaco, só que sem Mônaco. O que para mim é estranho, pois sempre pensei que primeiro faziam a cidade, depois o circuito.

Ok, os treinos livres no tiraram muito sono, mas revelaram bem pouco. Só o que já sabiamos, a RBR seria dominante, com a Ferrari e a McLaren disputando o segundo lugar. Robert Kubica, da Renault, andou muito bem também, chegando a liderar a terceira sessão.

No treino classificatório, Alonso liderou boa parte do Q3, mas teve a pole retirada de suas mãos na ultima volta por Sebastian Vettel, e a segunda colocação pelo lider do campeonato, Mark Webber (ambos da RBR). A frustração era visível no rosto do espanhol. Kubica foi só fogo de palha. O grid inicial ficou com Vettel, Webber, Alonso, Lewis Hamilton (McLaren), Nico Rosberg (Mecedes), Felipe Massa (Ferrari), Jenson Button (McLaren), Kubica, Michael Schumacher (Mercedes) e Rubens Barrichelo (Williams).

Só que começou a chover, e bastante. A pista ficou encharcada. Toda a borracha da pista foi limpa, e tudo voltou a estaca zero. Para melhorar, a grama, também nova, virou lala. Então a pista ficou um sabão, e qualquer escapada para fora dela teria consequências fatais.

A largada foi atrasada em dez minutos e seria com o Safety Car. Quando começou, não se enchergava nada. Os pilotos reclamaram, principalmente Alonso e Button. O fato é que nas cameras on-board o que se via era cinza, por todos os lados, os volantes e a luz do carro da frente. “Eu nunca guiei nessas condições” declarou o espanhol. A corrida foi interrompida, e passaram mais uma hora de carros parados, e alguns torcendo, outros temendo o cancelamento da corrida. Webber, lider do campeonato, mais que todos pediu pelo cancelamento. Mas não foi o que aconteceu.

Relargada, mais voltas atrás do Safety Car. Hamilton começa a precionar a direção para que inicie a prova, e começa a tentar atacar Alonso mesmo sem poder passar, para deixar o espanhol nervoso. Só que na quando começa a prova, além de não atacar o piloto a sua frente, o inglês perde sua posição para Rosberg. Kubica erra, Schumacher o passa, e Massa segura muito bem Button. Ainda da tempo de Schumi passar Button antes daprimeira grande consequência da corrida para o campeonato.

Vettel disparou na frente, com Webber tentando acompanhar seu ritmo. Só, que dessa vez, o australiano errou, colocou uma roda na lama, rodou, bateu no muro, passou perto de Alonso (que esquivou com habilidade) e acertou Nico Rosberg. Mais Safety Car na pista, para retirar os dois carros.

Recomeça de novo a corrida. Muitos já temem que ela não poderá ser completada. Vettel vai bem na frente, Alonso mantém cautela e Hamilton simplesmente não consegue acompanhá-los. Lá no meio do grid, bastante confusão e algumas rodadas. Button resolve antecipar sua troca para os pneus intermediários antes, para tentar da o pulo de novo. Infelizmente para ele, eleficou engarrafado atrás de carros mais lentos. Sebastien Buemi (STR) tentou ultrapassar Timo Glock (Virgin) e ambos bateram. Advinhe, Safety Car na pista. Todo mundo corre pros boxes.

Nas trocas, um pequeno pé frio do espanhol. Os mecânicos se atrapalham na troca do pneu dianteiro direito, e ele perde sua posição para Hamilton. Na nova relargada, Hamilton consegue errar o ponto de frenagem e sair da pista, possibilitando assim a retomada de posição de Alonso. Vettel e Alonso começam a trocar voltas mais rápidas, mas os engenheiros da Ferrari mandam seu piloto diminuir o ritmo. Hamilton tenta ensaiar uma pressão, mas Massa começa a se aproximar perigosamente.

Vettel começa a reclamar dos freios, e Alonso começa a se aproximar. Logo ambos estão novamente bem próximos, e na reta dos boxes o espanhol entra junto, pega o vácuo e faz a ultrapassagem. Segundos depois, o motor do alemão estoura. A partir dai, nada mais aconteceu. O final da prova foi no escuro, e o pódio de noite.

O GP terminou com Alonso, Hamilton e Massa no pódio. Schumacher (seu melhor resultado desde que retornou), Kubica, Antonio Liuzzi (Force India), Barrichello, Kamui Kobaiashi (Sauber), Nick Heindfield (Sauber) e Nico Hulkenberg (Williams) nos pontos. A melhor volta foi de Alonso.

Considerações Finais

Fernando Alonso agora é o novo lider do mundial, a 11 pontos de Mark Webber. O espanhol vem pilotando muito, errando nada e sempre subindo ao pódio. Desde o GP da Bélgica, onde abandou, ele venceu 3 e foi terceiro colocado em uma. Não tem o melhor carro do grid, mas consegue acompanhar de perto as RBRs. Há quem diga que ele cresce nos momentos decisivos. Bem, se não, no mínimo começa a ter mais sorte ainda.

Mark Webber não havia errado feio, pelo menos até agora. Já fazem algumas corridas que ele não consegue acompanhar o ritmo de Vettel, e agora perdeu sua maior vantagem, que era a liderança. Mesmo assim, ainda está perto de Alonso, e possui o melhor carro do grid. Com duas vitórias suas, o título é seu.

Sebastian Vettel está há 25 pontos de Alonso, e há 14 de Webber. Ele precisa contar com uma sorte estupenda para ser campeão. É o único dos três que não depende só de si mesmo.

Dos outros, só figuração mesmo. Tanto Hamilton quanto Button precisariam de verdadeira hecatombes para serem campeões.

Written by Dyeison Martins

25 de outubro de 2010 at 17:44

Publicado em Automobilismo