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A Celeste retorna

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Como brilhantemente o jornal As iniciou a matéria que contava o feito do Uruguai na Copa América de 2011, “Futebol se joga onze contra onze, e no final ganham os uruguaios”, como já foi dito por todos os cantos da América do Sul.

É difícil, para aqueles que nasceram na década de oitenta, imaginar uma seleção celeste forte e vencedora. Depois do fim da era Francescoli, não sobrou nada para a antiga forte seleção.

No caso, essa decadência começou na década de noventa. Na década de oitenta e setenta, tanto os times quanto a seleção venceram títulos. Vários jogadores marcantes apareceram por esse tempo, meu preferido o já referido meia do River Plate, Enzo Francescoli (que eu tive o privilégio de ver jogar).

Depois, com o começo dos anos 90, o futebol uruguaio começou a minguar. Tanto a seleção quando o Peñarol e o Nacional entraram em decadência. O título em casa, vencendo o Brasil campeão do mundo, nos penaltis (golaço de falta de Bengoechea) marcou o fim de uma era.

Depois disso, uma classificação suada para a Copa de 2002, onde o país terminou na primeira fase. A não classificação para a Copa de 2006, perdendo para a Australia, nos penaltis, foi um escândalo.

Depois de uma classificação sofrida para a Copa de 2010, onde só conseguiu o acesso com uma vitória fora, o Uruguai venceu a Costa Rica lá e empatou aqui, conseguindo, quase um milagre. Todos previam um fiasco Uruguaio. Para pior, o grupo em que a Celeste entrou tinha os anfitriões (Africa do Sul), México e a França.

Surpreendentemente, ele consegue a primeira colocação. Vence a frágil Coréia do Sul nas oitavas. Num jogo lendário contra Gana, nas quartas, empata e leva aos pênaltis, com Luiz Suares defendendo com a mão uma bola que ia entrar dentro do gol no último minuto. O atacante ganense erra, e leva o jogo aos penais. Os uruguaios prevalecem.

Em outro épico,  os uruguaios perdem para a Holanda nas emi-finais, depois de um jogo complicado. Na disputa com a Alemanha, na disputa do terceiro lugar, o jogo terminou 3×2 para os germânicos, com Diego Forlan acertando a trave no último lance.

Forlan, esse, que foi eleito o Bola de Ouro da competição.

No ano seguinte, Copa América, na Argentina. Todos esperavam mais um duelo Brasil x Argentina na final, com a Celeste talvez surpreendendo, mas apenas como a terceira força. Eis que ambas decepcionam na primeira fase. Na segunda, o Brasil cai eliminado nos penaltis pelo Paraguai, e o Uruguai elimina a anfitriã. Ambos os times iam se encontrar depois, na final, onde o Uruguai goleou com facilidade. Depois de dezesseis anos, o Uruguai é campeão da Copa América.

Essa é a história de um renascimento de uma seleção. Que foi vice-campeã mundial Sub 17, campeã Sulamericana Sub 20, quarta colocada no Mundial de 2010 e Campeã da Copa América de 2011. Gosto de imaginar que estamos vendo um Uruguai que está se refazendo, com uma geração forte e outra se preparando.

Quem se beneficia são os amantes do esporte. (Até porque ver amarelões como Chile e Equador se dando bem…)

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Written by Dyeison Martins

1 de agosto de 2011 às 14:23

Publicado em Futebol

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