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Archive for agosto 2011

Batman – The Animated Series

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Aproveitando as férias da faculdade, eu e a namorada assistimos, do início ao fim, a aclamada série animada da década de noventa do Batman, Batman – The Animated Series.

Eu achava muito legal quando era criança (filmes do Tim Burton ou do Joel Schumacher? É desse desenho que eu visualizo o Batman), mas olhando agora, com um olhar “maduro”, a qualidade da série é absurda.

Começando pelo própria arte. Com um traçado simples, sem procurar detalhar as pessoas (mas também sem chegar a ser uma Anime), muitos tons escuros e marrons. Não é usada computação gráfica, e muitas vezes o desenho assume um tom como se estivesse pintado, para retratar algo mais forte. A abertura de cada episódio conta sempre com uma excelente imagem.

A série é curiosamente atemporal, também. O visual de Gotham City é visivelmente Anos 50. Todo mundo usando sobretudos e chapéus, com aqueles carros de frente alongada. Os capangas parecem que saíram de algum filme antigo, por exemplo. Porém, são vistas coisas como computadores de última geração (até futuristas) e técnologias inexistentes.

A trilha sonora, assinada por um tal Danny Elfman, é maravilhosa. A soma de temas energéticos orquestrados com canções de jazz ajudam a aumentar ainda mais o clima retrô.

Mas como nem tudo é clima e música, os personagens são muito bem construidos. O Batman, é o Batman de verdade. Não é engraçado, não é violento, ele é o que todos esperamos, um taciturno combatente do crime, que respeita a vida e a todos, e só por isso faz o que faz. O Robin também é uma figura ótima, é um jovem, mas não é nenhum idiota descontrolado e imaturo, como já tentaram fazer parecer.  E também possui uma idade aceitável (Se o Robin tiver menos de 15, não é sério).

Dos vilões, temos o consagrado Joker sendo dublado por ninguém menos que Mark Hamill (se você não sabe quem é ele, perdeu o meu respeito). Two Faces é uma figura trágica, assim como o Mr. Freeze. Poison Ivy aparece bem, assim como Scarecrow e Mad Hatter. E, criada especialmente para o seriado, Harley Queen nos faz morrer de rir.

As tramas são sempre bem boladas. Episódios mais cômicos, episódios dramáticos… mesmo os fracos são bons. Agora, os ótimos? Que ta Beware the Gray Ghost, onde descobrimos quem era o herói de Bruce. The Christmas with the Joker. It’s Never too late, Dreams in the Dark, as duas partes de Robin Reckoning,  a dupla Night of the Ninja e Day of the Samurai, o engraçadíssimo The man who killed Batman, o profundo His Silicon Soul, Almost Got’Im e o emocionante (eu, pelo menos fiquei muito emocionado olhando) I”m the Night. Esses todos só na primeira temporada. A segunda é boa? Assista The Trial, Bane, Babydoll, Showdown (com participação de Jonah Hex), Second Chance, Harley’s Holiday e Deep Freeze e me tire suas próprias conclusões.

Sério, se metade dos filmes já lançados do Batman tivessem a qualidade desse desenho, seriam obras de arte.

Vale a pena ver e rever. Até porque esse é o Batman, o resto são imitações.

 

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Written by Dyeison Martins

12 de agosto de 2011 at 17:30

Publicado em Seriados

A volta Dele

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Tenho acompanhando com muito interesse o novo trabalho de Celso Roth no Grêmio. Não que ele seja diferente dos anteriores (não é), mas pela primeira vez ele entra com algum respeito da torcida, devido principalmente ao medo do rebaixamento.

Roth tem aquele seu jeito, e aqueles seus problemas de sempre. Mesmo assim, ele geralmente chega e coloca ordem na casa. E como o ponto baixo do Grêmio nesse ano é justamente sua desorganização, sua falta de impenho e indiciplina.

O nosso querido presidente Odone, do alto de sua sabedoria, derrubou tudo e todos do Olímpico para colocar Celso em seu cargo, e também para reintegrar seu velho escudeiro, Paulo Pelaipe.

Tinha dúvidas durante a contratação de Julinho Camargo, mas dessa vez tenho fé que as coisas vão melhorar. Roth não é o melhor técnico do mundo, mas está longe de ser o pior. ele vai fazer o time trabalhar e jogar.

Claro, não garanto resultados depois dos primeiros seis meses. Mas, como o objetivo é não ser rebaixado, e conseguir uma vaguinha para a Sul-Americana, é o que temos.

Written by Dyeison Martins

10 de agosto de 2011 at 14:27

Publicado em Grêmio

A Celeste retorna

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Como brilhantemente o jornal As iniciou a matéria que contava o feito do Uruguai na Copa América de 2011, “Futebol se joga onze contra onze, e no final ganham os uruguaios”, como já foi dito por todos os cantos da América do Sul.

É difícil, para aqueles que nasceram na década de oitenta, imaginar uma seleção celeste forte e vencedora. Depois do fim da era Francescoli, não sobrou nada para a antiga forte seleção.

No caso, essa decadência começou na década de noventa. Na década de oitenta e setenta, tanto os times quanto a seleção venceram títulos. Vários jogadores marcantes apareceram por esse tempo, meu preferido o já referido meia do River Plate, Enzo Francescoli (que eu tive o privilégio de ver jogar).

Depois, com o começo dos anos 90, o futebol uruguaio começou a minguar. Tanto a seleção quando o Peñarol e o Nacional entraram em decadência. O título em casa, vencendo o Brasil campeão do mundo, nos penaltis (golaço de falta de Bengoechea) marcou o fim de uma era.

Depois disso, uma classificação suada para a Copa de 2002, onde o país terminou na primeira fase. A não classificação para a Copa de 2006, perdendo para a Australia, nos penaltis, foi um escândalo.

Depois de uma classificação sofrida para a Copa de 2010, onde só conseguiu o acesso com uma vitória fora, o Uruguai venceu a Costa Rica lá e empatou aqui, conseguindo, quase um milagre. Todos previam um fiasco Uruguaio. Para pior, o grupo em que a Celeste entrou tinha os anfitriões (Africa do Sul), México e a França.

Surpreendentemente, ele consegue a primeira colocação. Vence a frágil Coréia do Sul nas oitavas. Num jogo lendário contra Gana, nas quartas, empata e leva aos pênaltis, com Luiz Suares defendendo com a mão uma bola que ia entrar dentro do gol no último minuto. O atacante ganense erra, e leva o jogo aos penais. Os uruguaios prevalecem.

Em outro épico,  os uruguaios perdem para a Holanda nas emi-finais, depois de um jogo complicado. Na disputa com a Alemanha, na disputa do terceiro lugar, o jogo terminou 3×2 para os germânicos, com Diego Forlan acertando a trave no último lance.

Forlan, esse, que foi eleito o Bola de Ouro da competição.

No ano seguinte, Copa América, na Argentina. Todos esperavam mais um duelo Brasil x Argentina na final, com a Celeste talvez surpreendendo, mas apenas como a terceira força. Eis que ambas decepcionam na primeira fase. Na segunda, o Brasil cai eliminado nos penaltis pelo Paraguai, e o Uruguai elimina a anfitriã. Ambos os times iam se encontrar depois, na final, onde o Uruguai goleou com facilidade. Depois de dezesseis anos, o Uruguai é campeão da Copa América.

Essa é a história de um renascimento de uma seleção. Que foi vice-campeã mundial Sub 17, campeã Sulamericana Sub 20, quarta colocada no Mundial de 2010 e Campeã da Copa América de 2011. Gosto de imaginar que estamos vendo um Uruguai que está se refazendo, com uma geração forte e outra se preparando.

Quem se beneficia são os amantes do esporte. (Até porque ver amarelões como Chile e Equador se dando bem…)

Written by Dyeison Martins

1 de agosto de 2011 at 14:23

Publicado em Futebol