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Archive for junho 2011

Uma queda há muito esperada

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Então, finalmente Renato foi demitido do Grêmio. Não porque eu ansiasse pela sua queda, mas porque era um desdobramento esperado devido aos resultados em campo.

Eu ainda sou do princípio de que só poderiamos ter uma análize certeira do trabalho de Renato quando o time se encontrasse mais inteiro, em relação a reforços.  Só que nem isso desculpa as invencionísses de Renato nos últimos tempos.

Vamos ser realistas. Desde o primeiro momento, o Renato não ficou satisfeito com Odone, assim como Odone não queria ele, por ser contra suas filosofias de futebol. Mas, como foi o pedido, ambos tiveram de, a contra gosto, se aliarem.

Na montagem do time, ficou claro que Odone seguiu as indicações de Renato, salvo excessões (Escudeiro). Também ficou claro que as apostas do técnico acabaram não dando certo, com Carlos Alberto sendo um desastre, e Rodolfo também fracassando. Quanto ao argentino, foi claramente preterido até agora.

Claro que o presidente também cometeu erros imperdoáveis, como a tentativa frustrada de trazer Ronaldinho, e graças a isso perder a estrela do time na vitoriosa campanha do ano passado, Jonas. (Sim, hoje podemos falar nesses termos. Jonas era o diferente no time, com sua saída, tudo ruiu).

Depois, Renato começou a insistir com um  padrão de jogo nascido morto, que foi com o quadrado Carlos Alberto, Douglas, André Lima e Borges. Só desistiu disso quando o centroavante se lesionou.

No final das contas, as lesões, os enfrentamentos com a direção, as idéias patéticas, a manutenção de jogadores abaixo da crítica contra a escolha de nomes melhores e disponíveis (Gilson x Bruno Collaço, Carlos Alberto x Escudeiro, Rafael Marques x Saimon, e agora mais recentemente, Lucio x Escudeiro).

Outras atitudes, como a suposta saída para o Fluminense, o campeonato de futvôlei… Todas essas atitudes foram o fazendo perder seu grande crédito com  a torcida.

Claro que o arremendo de time que foi a campo nesse Brasileirão não pode ser considerado, mas mesmo assim, o time foi muito mal montado e organizado. Jogadores simplesmente não rendiam mais, como Douglas, Gabriel e Lúcio.

Enfim, em algum momento do ano, ficou visível que Renato se perdeu, ou dizem alguns, havia achado o esquema e sistema do ano passado por mais sorte que qualquer coisa. As peças mudaram, e ele tentou repetir o mesmo com outras, sem sucesso. Insistiu com os nomes errados no momento errado. Perdeu o Gauchão.

Tentou fazer algo novo, e também não conseguiu. Brigou com a direção e deu um ultimato exigindo reforços. Alguns vieram, outros não. Antagonizou claramente o Odone. Por fim, pediu para sair.

Termina a história do maior ídolo do Grêmio na casamata. Ou, pelo menos, por enquanto.

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Written by Dyeison Martins

30 de junho de 2011 at 14:49

Publicado em Grêmio

Arquivo X – 5a temporada

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O meu presente de Natal desse ano – porque acredito que todas as pessoas que tem empregos e dinheiro também se dão presentes de Natal (ou eu sou profundamente perturbado por me presentear em todas as datas importantes, tipo aniversário, Pascoa, Dia das Crianças… , ok, acho que não deveria ter comentado essa) – foi uma caixa gigantesca contendo a série completa inteira de Arquivo X. Já possuia a primeira e a segunda comprada separadamente, em diversos momentos, então comecei a ver a partir da terceira.

Vi elas a bastante tempo, mas agora assisti a quinta temporada, e arrisco dizer que foi, até agora, a melhor do seriado. Depois de duas temporadas muitos boas, a primeira e a segunda, da terceira até agora, a quinta, o seriado conseguiu um nível de excelência superior. Episódios engraçados, dramáticos, a mitologia se acertando…

Começando de maneira lendária, a temporada segue na sequência do que aconteceu, com o suposto suicídio de Mulder e o câncer de Scully, numa série de eventos que levam o agente Mulder a pensar que não existe alienígenas de fato, numa interessante virada da história. Depois retornamos uns anos, quando são formados os Pistoleiros Solitários.

Depois somos apresentados a Emily, suposta filha de Scully e híbrido alienígena. Temos o retorno de Robert Modell, do episódio “O Instigador”. No episódio O Feitiço, temos roteiro de Stephen King e em Vivendo No Ciber Espaço, o roteiro é de William Gibson. O engraçadíssimo Vampiros, com a participação de Luke Wilson, também é ótimo.

Depois, temos um avanço considerável na história no episódio duplo A Paciente X, sobre uma mulher abduzida que tem contato com os alienígenas. Essa dupla creio que seja fundamental para a temporada e o seriado como um todo. Depois, mais informações sobre o passado em “Os simpatizantes”, onde sabemos mais sobre o velho Bill Mulder.

No final, tempos o religioso (e belo) O Serafim, temos o thriller de ação e suspense “Biotoxina”, onde Mulder banca o agente duplo. Talvez o episódio de suspense mais foda de todos os do Arquivo X, Loucura Coletiva, com umas sacadas muito boas e muito terror.

Em O Fim, o episódio final da temporada, vemos o retorno triunfal do Canceroso, retornando a pedido do Sindicato, para tomar controle da situação. Descobrimos mais sobre o passado de Mulder, e também que ele agora é alvo do Sindicato.

O nível da série é altíssimo na quinta temporada. Excelentes atuações, histórias ótimas, episódios memoráveis. Nesse momento, a história se encontra provavelmente em seu ápice.

(Medo da sexta temporada).

PS: Antes que perguntem, eu assisti a sétima e oitava na época que sairam, mas terei que rever novamente. E, até agora, a terceira, quarta e quinta são bem superiores a todo o resto.

Written by Dyeison Martins

28 de junho de 2011 at 16:08

Publicado em Seriados

Meia noite em Paris, de Woody Allen

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Aguardava o lançamento desse filme há algum tempo. Depois do frustrante “Você vai conhecer o homem de seus sonhos” (You will meet a tall dark stranger), esperava qual carta o velho Woody Allen ia tirar da manga.

Torci o nariz para boa parte do elenco, como Owen Wilson, Rachell McAdams e Carla Bruni, aplaudi a escolha da linda Marion Cotillard (mas também por ela ser uma boa atriz).

Estreiou, e eu fui ver Meia Noite em Paris (Midnight on Paris). E só tenho elogios para ele. Allen novamente acertou na mistura de reflexão e comédia, com uma fotografia que remete a “Manhattan” (77), onde mostra a Nova York de uma maneira romântica. Dessa vez, a escolhida foi a capital francesa, com seus monumentos e pontos históricos.

Owen Wilson é o “Woody Allen” da vez. Ele mescla o estilo do neurótico diretor nova-iorquino com seu próprio estilo, surfista mais comédia boba. Acerta ao dar uma visão mais orginal para o papel que o próprio diretor imortalizou, e depois repassou para Keneth Bragath, Jason Biggs, Michael Caine, e outros.

A história gira em torno de um roteirista de Hollywood (Wilson), que tem o sonho de ser um escritor de romances. Ele viaja a Paris pouco antes de seu casamento com uma patricinha mimada (McAdams), para se inspirar nos seu ídolos, que viviam na Paris dos anos 20.

Qual é sua surpresa, ao toque da meia noite, um velho Peugeot o chama. Nele, estão Scott e Zelda Fitzgerald. Depois, vai topar na noite com Ernest Hemigway, Salvador Dali, Pablo Picasso, Gertude Stein, Cole Porter e outros. Mas é a jovem Adriana (Cotillard) que vai mexer com o coração dele.

Vendo a crise de seu noivado, e sua atração crescente a jovem francesa, ele vai revitalizar seu romance, com ajuda e sábios conselhos de seus amigos. E, claro, seus seguidos passeios pela noite parisiense vão chamar a atenção das pessoas ao seu redor.

Recomendo “Meia Noite em Paris” para todos que gostem de um bom filme. Não é nem um pouco pretencioso, ou “pseudointelectual”. É apenas uma agradável e engraçada película sobre sonhos, aspirações e como enfrentamos a realidade, geralmente tentando fugir dela.

Written by Dyeison Martins

20 de junho de 2011 at 14:22

Publicado em Filmes

Finais da Liga

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Vou inaugurar um tema novo aqui no blog (já que ele anda tão atirado as traças). As finais da NBA.

Lembro que assisto basquete desde pequeno, apesar de ele não passar muito seguido nas TVs daqui. Os jogos da seleção (únicos que passavam mais ou menos) não me chamavam a atenção. Quando pudia, via a NBA na Band. Mas era muito raro passar. Mas tenho ainda na minha cabeça coisas como Michael Jordam, “Magic” Johnson, Larry Bird, Patrick Ewing, Scottie Pippen, entre outros monstros. Depois, acompanhava apenas ocasionamente.

Bem, minha condição financeira melhorou, coloquei uma TV a cabo lá em casa. E, por sorte, pude ver todo os jogos das finais da NBA, entre o Dallas Maverick e o Miami Heat.

Conhecia um pouco sobre os jogadores. Sabia que Dirk Nowitzki era um senhor jogador, que o velho Jason Kidd jogava muito, conhecia Dwayne Wade e Chris Boch. E, queria ver acima de tudo, Le Bron “King” James.

No final, estava torcendo pelos Mavericks, pois achava o Heat mais time. Mas estava enganado. O pessoal de Miami se escora demais nas costas de seu “trio de ouro”, enquanto os texanos tem um conjunto mais forte e equilibrado, e, conforme as partidas iam avançando, bem mais concentrado e melhor treinado.

James foi a decepção em pessoa. Em nenhum momento foi o grande jogador que todos nós sabemos que pode ser. Wade foi o grande jogador dos Heat, mas não foi o bastante. Bosh foi eficiente, mas o ex-Toronto Raptors não foi determinante.

Alias, nenhum jogador o foi. Do lado do Mavericks, a grande figura foi Nowizki, mas ele alternou bons e maus momentos a série inteira. Claro, quando necessário, ele fez a diferença.

O importante na final foi o conjunto texano. Os jogadores entravam e saiam, e o time não decaia muito. Diferente do Miami, que, com Le Bron James em mau momento e (depois do 5° jogo) Dwayne Wade lesionado, simplesmente morreu em campo.

Essa é aquela lição que o esporte coletivo nos ensina, desde sempre. Não é montar um conjunto de estrelas, só fazer um bom time, bem treinado e com vontade.

Isso, os Mavericks tiveram, os Heat não.

Written by Dyeison Martins

14 de junho de 2011 at 14:19

Publicado em Sem categoria

Duelos no Rio da Prata

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Quem viu nessas duas últimas quintas-feira o embate entre Velez Sarsfield, da Argentina, e Peñarol, do Uruguai, viu uma disputa como aquelas de antigamente da Libertadores.

Um parenteses: tenho vinte e um anos, então nem eu vi realmente essas Libertadores de antigamente. Talvez por isso romantize demais esses embates, com jogos duros, de marcação, mas também de qualidade técnica e grandes jogadores.

Foi isso que se viu, no Estádio Centenário e no José Amalfitani foi isso, uma patida dura, tensa, psicológica, mas também muito técnica, com pouca “quebra de bola”, como dizemos.

O Velez é um time argentino clássico, com um toque de bola refinado, um time acadêmico que busca a posse de bola, mas também joga duro e marca com todos, e com decisão.

O Peñarol joga mais defensivamente, fechado, cedendo a posse de bola para o adversário e jogando nos contra ataques, contando com a velocidade e técnica de Martinuccio, a precisão de Oliveira e o apoio de Mieler

Os dois jogos foram decididos no detalhe. No primeiro, o Peñarol fez um gol de cabeça num escanteio, e depois se segurou. Teve outras oportunidades, mas desperdiçou. O Velez também criou, mas não converteu. Foi um 1×0 condizente.

No segundo, o Peñarol surpreendeu e começou precionando, e chegando perto do gol.  Os argentinos cresceram, começaram a precionar, mas num contra-ataque fulminante, tomaram o gol, que deixou a classificação distante. Fizeram o gol de empate numa falha do goleiro Sosa (acho que a única, até agora na Libertadores), no finzinho do primeiro tempo. Depois, no segundo tempo, um lance inacreditável: contra-ataque fulminante dos uruguaios, e Martinuccio toca para Oliveira, que perde um gol inacreditável. Segundos depois, Santiago Silva faz o 2×1.

Aos trinta do segundo, pênalti para o Velez. Todas as pessoas que estavam assistindo, torcedores ou não, prendem a respiração. O centroavante uruguaio do Velez, “el tanque” Silva, parte para a cobrança… escorrega e manda por cima. Depois, ninguém fez nada de relevante.

Foi para a final o forte time uruguaio.

O velho campeão é um exemplo. Não sei se será campeão, mas os carboneros são o primeiro time em tempos há me empolgar realmente. Um time forte, duro, difícil de ser dobrado, disciplinado e com boas opções técnicas. Toda sorte do mundo para o Peñarol.

 

Written by Dyeison Martins

3 de junho de 2011 at 15:35

Publicado em Futebol