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Archive for maio 2011

Escombros depois do primeiro semestre

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Olhando para trás, começo a pensar que o desastre que foi o primeiro semestre do Grêmio já era previsível lá em janeiro. A arrancaad fantástica do time no segundo turno do Brasileirão 10 serviu para acobertar muitas coisas, como o trabalho de Renato e a qualidade de diversos jogadores. Com a saída do Duda, alguma coisa pareceu errada.

Odone, mesmo com os problemas, recebeu um time montado, com alguns problemas, mas que eram necessárias apenas investimentos pontuais, e talvez algumas peças de reposição. O que fez o “novo” presidente? Tentou um golpe de marketing, a repatriação de Ronaldinho. Todos viram o fiasco que foi isso. Depois, não deu a menor importância para a renovação do Jonas, que deveria ter sido tentada desde a eleição. Resultado, o Valência chegou e levou o goleador do ano passado por uma bagatela.

(Aqui vai um parenteses. Não entendi a comoção da torcida gremista com a saída do jogador. Talvez pela briga no jogo de sábado, talvez pela saída na segunda, sendo que o time iria estreiar na Libertadores na quarta. Fato é que o Jonas não fez nada errado. Surgiu a proposta, saiu. Sempre honrou a camiseta do time, mesmo quando era criticado por Deus e o mundo. Foi dito como moeda de troca mais de uma vez, mas ficou quieto. Foi sempre preterido pelas novas contratações com grife que chegavam, mas ganhava a posição em campo. Saiu, foi para um grande clube. A torcida deveria ficar contente pelo homem e jogador, não com “dor de corno”).

Contratações chegaram, como Escudeiro, Vinícius Pacheco e Rodolfo. O primeiro viveu lesionado, apesar de dar boa resposta quando entrou. O segundo, foi descartado cedo, e o terceiro, mesmo sendo sempre titular, apresentou um desempenho acima da crítica. Mas a pior contratação foi a de Carlos Alberto. Chegou com muita marra, ganhou a vaga de titular desde o início, só criou confusão, não deu resposta dentro de campo e acabou dispensado poucos meses depois.

A trancos e barrancos, o time foi se classificando para as fases posteriores do Gauchão e da Libertadores. Venceu o primeiro turno do Estadual, passou de fase na Libertadores. Mas o futebol era muito inferior ao que se esperava. Ai, perdeu em casa nas oitavas para a Universidad Catolica, e depois perdeu o segundo turno do Gauchão para o Inter. Foi eliminado na competição continental, e perdeu para o Inter o Estadual nos penaltis.

Claro que um dos grandes problemas do time foi a decadência técnica de bons jogadores, e também o elevado número de lesões.  Victor não é, de longe, aquele goleiro de anos passados. Gabriel está muito abaixo do Gabriel do ano passado (o melhor lateral direito do Brasil, na minha opinião), e se lesionou. Lúcio não se acertou novamente no meio, e passou boa parte do início do ano lesionado. Rochembach foi outro que sentiu lesões. Vilson passou o ano todo doente. Bruno Collaço, quando começou a engrenar na lateral esquerda, se machucou. Escudeiro passou muito tempo lesionado. Andre Lima foi outro que saiu em fevereiro, e até agora não voltou. Borges não foi nem sombra daquele jogador do início do ano passado, decaindo tecnicamente, e depois fazendo as duas cagadas que terminaram com ele no clube.

Somem a isso o fato de Renato ter errado muito. Insistir com Gilson na lateral, sendo que o cara não deveria nem fardar pelo time do Grêmio. Deixar Paulão como zagueiro de referência, sendo que este era, no máximo, esforçado. Morrer abraçado com Carlos Alberto. Erros pontuais que prejudicaram o time do Grêmio.

Temos agora, depois do excelente segundo semestre, um time perdido em campo, duplamente eliminado. Como meu talendo para vidente é limitado, não arrisco a dizer o que acontecerá. Torçamos pelo melhor, mas mudanças são necessárias. Principalmente no critério das contratações.

Reforçar a zaga, com NO MÍNIMO um zagueiro experiente, um volante com qualidade na saída de bola, e mais um atacante de movimentação são necessários. Isso para tornar o time competivo, que não vá ficar brigando pelo meio da tabela.

É o que nós gremistas esperamos. Mas o temor é: mais um ano perdido.

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Written by Dyeison Martins

19 de maio de 2011 at 16:45

Publicado em Grêmio

Divertido e entediante

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Dependendo da perspectiva que você analize, perceberá que o GP da Turquia, em Istambul, pode ter sido ótimo ou uma porcaria. Depende de uma série de coisas, e principalmente suas idéias a respeito de diversos conceitos.

Como um GP que não muda a liderança desde o início pode ser legal? Ah, o Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) correu sozinho, e atrás ficou todo mundo se matando. Mas teve muita briga, e todas emocionantes, então você pode usar o argumento de que aconteceram bastante coisas, só que não referente a vitória.

Ocorreram ultrapassagens, mas várias delas usando o Sistema de Diminuição de Arrasto (popular asa móvel). Então, são todas disputas muito artificias. Qual é a graça de ligar uma asa, ganhar uns dez quilometros por hora a mais e passar um cara a frente que não pode fazer isso? Pelo menos o KERS tu pode usar quando quiser, se acabou azar o teu.

Quanto a corrida, foi interessante. Podem me chamar de corneteiro (e certamente o farão), mas ainda quero ver Vettel vencer uma corrida difícil. Todas as vitórias que lembro dele foram largando da pole (herdou uma vitória de Hamilton, uma vez), e sumiu lá na frente. Nunca o vi vencer largando de trás, ultrapassando. Pilotando sozinho, cuidando dos pneus e abrindo vantagem, ele venceu sempre. Mas e em outras situações?

Mark Webber (Red Bull-Renault) já havia sido meia boa ano passado, com umas poucas corridas brilhantes, mas muito constante, fazendo sempre bastantes pontos, até amarelar no final. Nessa temporada, nem isso. Ainda não venceu, e sequer perturbou Vettel. Esperava mais do australiano, mas até agora nada.

O espanhol Fernando Alonso (Ferrari) segue carregando o ineficiente carro italiano nas costas. Poderia já ter conseguido um pódio antes, na Malásia, mas depois de duas más corridas, mostrou como é eficiente, lutando até o final pelo segundo lugar.  Se a Ferrari acordar, ainda é possível buscar o título, pois a diferença de agora não é maior do que ele já passou, no ano passado. Foi o único a acompanhar as Red Bulls.

Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) cometeu um erro na primeira volta, sofreu com seu companheiro, o competente Jenson Button e, depois de superá-lo, mas nunca conseguiu acompanhar os três primeiros. Depois, aconteceu uma merda no terceiro pit-stop.

Quem foi decepcionante foi o brasileiro Felipe Massa (Ferrari). Com três vitórias no circuito, e o apelido de Sheik na internet, ele foi ridículo na classificação, sem sequer marcar tempo, largou em décimo e esteve longe do desempenho de Alonso. Para melhorar, teve pit-stops desastrosos, que o empurraram lá para baixo. Depois, um erro grosseiro na corrida o eliminaram da zona de pontuação. Depois da melhora aparente nas duas corridas, decaiu em sua performance de novo, gastanto muitos pneus macios nos treinos e se arrastando na corrida.

Quando ao véio Michael Schumacher (Mercedes), sério cara, vai para casa. Parece o Graham Hill no final da carreira, completamente derrotado pelo tempo.

Agora, o que eu todos que assistem F1 esperam e torcem, independente do piloto para o qual torçam: que o Webber melhore, e que a McLaren e a Ferrari, com os avanços no carro, consigam equilibrar a disputa. Porque, dominação a lá Era Schumacher, chega. Nunca mais isso.

Written by Dyeison Martins

10 de maio de 2011 at 14:46

Publicado em Automobilismo