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Archive for janeiro 2011

Você vai conhecer o homem de seus sonhos

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Ontem assisti o “novo” filme do Woody Allen, Você vai conhecer o homem de seus sonhos (You will meet a tall dark stranger), nos cinemas. Desde Match Point consigo sempre ver no telão as novas obras de Allen, geralmente criticadas pela mídia.

Esse filme, em particular, foi recebido de maneira velada, sem grande estardalhaço, sem críticas ou elogios. Diferente do ótimo Tudo pode dar certo (Wharever Works),  que demorou horrores para chegar aqui, Você… (não vou escrever esse título sempre, por favor) chegou com relativa rapidez nos cinemas brasileiros. Talvez mais pelo peso do elenco, que conta com Antony Hopkins, Naomi Watts e Antonio Bandeiras, que do próprio diretor (o nome de Allen há muito não é mais comercial, e no Brasil acho que nunca foi).

Você… é um filme sobre a vida das pessoas, e as maneiras com que elas lidam com seus problemas, principalmente relacionadas à idade e aos relacionamentos. Hopkins, por exemplo, faz um homem que envelhece e começa a buscar uma juventude que não existe mais, devido a proximidade da morte. Sua esposa (Gemma Jones), por outro lado, não consegue acompanhar o ritmo do marido – o que acaba por destruir o casamento – entra em crise e se apega aos conselhos de uma vidente. A filha deles começa a trabalhar numa galeria para sustentar o marido, um escritor falido.

Esse casal (Josh Brolin e Watts) vai ter que enfrentar a crise de seu casamento e o aparente fracasso profissional de ambos. Some a tudo isso a atração que eles começam a sentir por pessoas ao seu redor. No caso, a sensual vizinha Freida Pinto e o dono da galeria, Banderas. Coloque ai alguns temperos cômicos e algumas reflexões sobre a vida e temos um cumpridor filme de Woody Allen.

Sim, cumpridor, essa é a palavra. Não existe nada “de mais” no filme. Ele é bem escrito, bem dirigido, nos leva até um final interessante, mas é só. Diferente de seu antecessor, Wharever Works, que consegue passar uma bela mensagem sobre o amor, Você… não chega lá. Não é um trabalho fraco, como alguns chegaram a dizer, mas está longe de ter a força esperada, ainda mais com esse elenco e com as boas idéias que não acabam não tão bem exploradas (como o amigo de Brolin ser um escritor muito melhor que ele).

Mesmo assim bem melhor que a maior parte das coisas que passam no cinema. Inclusive me chamou a atenção ver um casal de adolescentes reclamando do filme. E também algumas crianças na sala de cinema (sendo que era legendado).

Umas boas idéias, que acabaram não chegando onde podiam. Você… é um bom filme, mas deixa a sensação que poderia ser melhor.

 

Written by Dyeison Martins

4 de janeiro de 2011 at 17:26

Publicado em Filmes

Le Mans, o filme

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“As pessoas não deveriam se arriscar por algo que fosse importante?”

“Sim, de preferência”

“E o que tem de importante no automobilismo, em ser o mais rápido de todos?”

“Muita gente passa a vida fazendo coisas erradas. Correr é importante para quem o faz bem. Correr é… a vida. O antes e o depois é só espera”.

Michael Delaney para Ilsa Belgetti, no filme Le Mans

Um clássico para o cinema. Ainda mais para os fãs do automobilismo. Steve McQueen, um dos caras mais fodas que o cinema já viu (e também um excelente piloto, pelo que dizem), pagou do próprio bolso esse que é até hoje um dos melhores filmes sobre corridas conhecido, que retrata as míticas 24 horas de LeMans, a mais importante corrida do mundo.

Alguém discorda? Talvez apenas As 500 milhas de Indianápolis nos Estados Unidos e o Grande Prêmio de Mônaco sejam comparáveis, mas LeMans tem um charme único. É a mais antiga competição, cediada nas estradas francesas, sob o nome mítico do circuíto La Sarthe, um dos mais desafiadores do mundo, perdendo apenas para o interminável circuito antigo de Nurbugring Nordschleife (o legal do automobilismo é que tu aprende a escrever coisas nas mais impensáveis linguas).

Michael Delaney (Steve McQueen) é um excepcional piloto da Porsche, que sofreu um grave acidente na última edição de Le Mans. Ele retorna ao circuito com duas grandes preocupações: seu “rival” Erich Stahler e Ilsa Belgetti, esposa do piloto que morreu no acidente que Delaney se feriu.

A história do filme não tem nada de particularmente grandioso, mas é interessante por mostrar o pensamento do pilotos sobre os riscos que eles enfrentam. A morte era uma preocupação de verdade no automobilismo até a década de 80. Pretendo um dia escrever um texto contando apenas das frases que os pilotos de antigamente falaram sobre morrer. A do Bruce McLaren (criador da atual equipe) é a mais lendária.

Pessoal que gosta de corrida, olhem. É quase um documentário de como eram as coisas na década de 70, tanto em Le Mans como no automobilismo. Também quero recomendar o Grand Prix, filme de 66 sobre Formula 1. Não falarei muito desse porque não o tenho em DVD (ainda, e cara, ta difícil de encontrar, por sinal, quem tiver, ENTRE EM CONTATO).

Written by Dyeison Martins

3 de janeiro de 2011 at 14:45

Publicado em Automobilismo, Filmes