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Archive for outubro 2010

O Jogo do Anjo, mais um do Zafon

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Teci nesse mesmo blog inúmeros elogios A Sombra do Vento, livro de Carlos Ruiz Zafon, emprestado pelo meu amigo Henrique (ele exigiu os créditos, então está ai, comente depois mano).

Não vou repetir os inúmeros elogios para o livro. O problema é que qualquer análise que eu faça sobre O Jogo do Anjo, livro mais recente de Zafon.

A história é bem interessante. David Martin é um jovem pobre, que trabalha numa redação de jornal como auxiliar. Começa a escrever uma série de contos de histórias policiais. Ele é demitido, mas consegue um contrato para escrever uma longa série de livros nesse estilo. Depois ele vai se meter num casarão cheio de histórias perdidas, e será perseguido por um homem que deseja que ele escreva um livro sagrado. Sim, não há muito sentido, tudo só será explicado mais para frente.

Claro que existem semelhanças no estilo. A escrita ainda é rápida e precisa, com uma trama bem bolada e amarrada. A história prende do início ao fim, com saltos e momentos de impacto.

Mesmo assim Zafon não cai no erro de simplesmente repetir a formula de sucesso e ganhar mais uns dólares com isso. A trama é bem diferente, começa num ponto anterior na história de Barcelona. David Martín começa mais velho, e vai terminar a história com mais de trinta, diferente de Daniel, que passa a história toda sendo só um adolescente.

Enquanto A SdV é uma narrativa mais lírica, alternando momentos de contos de Poe, com lirismo e romance, numa prosa sobre conhecimento e amadurecimento; O JdA é friamente uma história de investigação. Existe amor sim, mas não tem a inocência de seu predecessor. É uma narrativa mais madura.

O que eu realmente senti falta foram as pérolas. Enquanto o primeiro teve um calhamaço de boas pérolas, o JdA tem poucas, mas igualmente boas. “O homem é o elo perdido entre o suíno e o pirata”.

Por fim, o Zafon vem se revelando um dos melhores autores novos. Se conseguir mantiver o nível de seus trabalhos, vai longe o rapaz.

Written by Dyeison Martins

27 de outubro de 2010 at 15:24

Publicado em Literatura

Muda tudo no Rally da Coréia

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Com muita chuva, poeira, medo dos competidores, erros, sorte e inteligência, agora é Fernando Alonso, da Ferrari, o líder do Mundial da Formula 1. Mas a história dessa corrida, que deixou os carros parecendo de Rally, deve ser contada desde o início,que começou muito antes da sexta-feira.

As obras do novo circuito de Herman Tilke eram para estarem prontas na metade do ano. Foram ficar prontas alguns dias antes do desembarque dos carros. Uma pista travada, bem típica de Tilke, com retas grandes, um veem e vai de curvas lentas e uns cotovelos. Depois, colocaram mais uma camada de asfalto, e a pista ficou pronta. Na realidade “pronta”, porque muitas coisas não haviam sido feitas. Na realidade, curiosamente essa pista era para ser um circuito de rua, só que infelizmente a cidade ainda não existe. Então é como um GP de Mônaco, só que sem Mônaco. O que para mim é estranho, pois sempre pensei que primeiro faziam a cidade, depois o circuito.

Ok, os treinos livres no tiraram muito sono, mas revelaram bem pouco. Só o que já sabiamos, a RBR seria dominante, com a Ferrari e a McLaren disputando o segundo lugar. Robert Kubica, da Renault, andou muito bem também, chegando a liderar a terceira sessão.

No treino classificatório, Alonso liderou boa parte do Q3, mas teve a pole retirada de suas mãos na ultima volta por Sebastian Vettel, e a segunda colocação pelo lider do campeonato, Mark Webber (ambos da RBR). A frustração era visível no rosto do espanhol. Kubica foi só fogo de palha. O grid inicial ficou com Vettel, Webber, Alonso, Lewis Hamilton (McLaren), Nico Rosberg (Mecedes), Felipe Massa (Ferrari), Jenson Button (McLaren), Kubica, Michael Schumacher (Mercedes) e Rubens Barrichelo (Williams).

Só que começou a chover, e bastante. A pista ficou encharcada. Toda a borracha da pista foi limpa, e tudo voltou a estaca zero. Para melhorar, a grama, também nova, virou lala. Então a pista ficou um sabão, e qualquer escapada para fora dela teria consequências fatais.

A largada foi atrasada em dez minutos e seria com o Safety Car. Quando começou, não se enchergava nada. Os pilotos reclamaram, principalmente Alonso e Button. O fato é que nas cameras on-board o que se via era cinza, por todos os lados, os volantes e a luz do carro da frente. “Eu nunca guiei nessas condições” declarou o espanhol. A corrida foi interrompida, e passaram mais uma hora de carros parados, e alguns torcendo, outros temendo o cancelamento da corrida. Webber, lider do campeonato, mais que todos pediu pelo cancelamento. Mas não foi o que aconteceu.

Relargada, mais voltas atrás do Safety Car. Hamilton começa a precionar a direção para que inicie a prova, e começa a tentar atacar Alonso mesmo sem poder passar, para deixar o espanhol nervoso. Só que na quando começa a prova, além de não atacar o piloto a sua frente, o inglês perde sua posição para Rosberg. Kubica erra, Schumacher o passa, e Massa segura muito bem Button. Ainda da tempo de Schumi passar Button antes daprimeira grande consequência da corrida para o campeonato.

Vettel disparou na frente, com Webber tentando acompanhar seu ritmo. Só, que dessa vez, o australiano errou, colocou uma roda na lama, rodou, bateu no muro, passou perto de Alonso (que esquivou com habilidade) e acertou Nico Rosberg. Mais Safety Car na pista, para retirar os dois carros.

Recomeça de novo a corrida. Muitos já temem que ela não poderá ser completada. Vettel vai bem na frente, Alonso mantém cautela e Hamilton simplesmente não consegue acompanhá-los. Lá no meio do grid, bastante confusão e algumas rodadas. Button resolve antecipar sua troca para os pneus intermediários antes, para tentar da o pulo de novo. Infelizmente para ele, eleficou engarrafado atrás de carros mais lentos. Sebastien Buemi (STR) tentou ultrapassar Timo Glock (Virgin) e ambos bateram. Advinhe, Safety Car na pista. Todo mundo corre pros boxes.

Nas trocas, um pequeno pé frio do espanhol. Os mecânicos se atrapalham na troca do pneu dianteiro direito, e ele perde sua posição para Hamilton. Na nova relargada, Hamilton consegue errar o ponto de frenagem e sair da pista, possibilitando assim a retomada de posição de Alonso. Vettel e Alonso começam a trocar voltas mais rápidas, mas os engenheiros da Ferrari mandam seu piloto diminuir o ritmo. Hamilton tenta ensaiar uma pressão, mas Massa começa a se aproximar perigosamente.

Vettel começa a reclamar dos freios, e Alonso começa a se aproximar. Logo ambos estão novamente bem próximos, e na reta dos boxes o espanhol entra junto, pega o vácuo e faz a ultrapassagem. Segundos depois, o motor do alemão estoura. A partir dai, nada mais aconteceu. O final da prova foi no escuro, e o pódio de noite.

O GP terminou com Alonso, Hamilton e Massa no pódio. Schumacher (seu melhor resultado desde que retornou), Kubica, Antonio Liuzzi (Force India), Barrichello, Kamui Kobaiashi (Sauber), Nick Heindfield (Sauber) e Nico Hulkenberg (Williams) nos pontos. A melhor volta foi de Alonso.

Considerações Finais

Fernando Alonso agora é o novo lider do mundial, a 11 pontos de Mark Webber. O espanhol vem pilotando muito, errando nada e sempre subindo ao pódio. Desde o GP da Bélgica, onde abandou, ele venceu 3 e foi terceiro colocado em uma. Não tem o melhor carro do grid, mas consegue acompanhar de perto as RBRs. Há quem diga que ele cresce nos momentos decisivos. Bem, se não, no mínimo começa a ter mais sorte ainda.

Mark Webber não havia errado feio, pelo menos até agora. Já fazem algumas corridas que ele não consegue acompanhar o ritmo de Vettel, e agora perdeu sua maior vantagem, que era a liderança. Mesmo assim, ainda está perto de Alonso, e possui o melhor carro do grid. Com duas vitórias suas, o título é seu.

Sebastian Vettel está há 25 pontos de Alonso, e há 14 de Webber. Ele precisa contar com uma sorte estupenda para ser campeão. É o único dos três que não depende só de si mesmo.

Dos outros, só figuração mesmo. Tanto Hamilton quanto Button precisariam de verdadeira hecatombes para serem campeões.

Written by Dyeison Martins

25 de outubro de 2010 at 17:44

Publicado em Automobilismo

F1 2010 – The Game (primeiras impressões)

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Experimentei recentemente no Xbox 360 (não meu, evidentemente, vida de jornalista é complicada) o novo jogo da Codemasters. Formula 1 temporada 2010, para PC, Playstation 3 e Xbox 360. Primeiro jogo para PC desde o F1 Challenge. E para grandes consoles, desde o F1 06 para Play 2. Ano passado teve um jogo da Codemasters para o Wii, mas não tive oportunidade de testá-lo.

Quanto ao jogo, os gráficos ficaram fantásticos. Alias, hiper reais, com mais cores que existem na realidade. A jogabilidade ficou muito boa, nada de novo para quem já se acostumou com jogos anteriores de F1. Infelizmente só tive a oportunidade de pegar carros menores, mas depois eu falo mais disso.

O interessante mesmo do jogo é o modo carreira. Você pode escolher disputar de uma a sete temporadas. Quanto mais tempo, menores são suas equipes iniciais (comecei com a Lotus, a só haviam disponíveis também Hispania e Virgin). Você começa numa sala de imprensa, onde perguntam seu nome, nacionalidade e a equipe que vai começar. De início os carros pareceram fiéis ao original, ou eu comecei mal e andei lá atrás.

Tem o motorhome da equipe, onde fica sua agente. Fora dele ficam os reporteres, onde você pode falar com eles e selecionar respostas, que vão influenciar sua fama com a equipe. Há a possibilidade de correr pequenas corridas com outras equipes.

Quando você começa no campeonato, cada corrida tem suas metas (tal posição para a largada e tal para a corrida), e seu desempenho é sempre comparado ao de seu companheiro de equipe. Você faz treinos livres, depois os classificatórios, e por fim a corrida.

É um jogo bacana, bem complexo e divertido. Devo admitir que fui bem abaixo do esperado no Bahrein (odeio essa pista), mas mesmo assim terminei na frente do Trulli (HÁ). Só corri essa por enquanto, e depois pretendo escrever uma análise maior, depois de disputar um campeonato inteiro.

(Isso vai demorar, jogo só uma vez por semana na locadora).

Written by Dyeison Martins

18 de outubro de 2010 at 14:35

Publicado em Automobilismo, Games

Dexter, os livros

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Sim, sou um cara atrasado. O típico homem atrás de meu tempo. Tanto que recomendo esse blog para pessoas que querem se informar melhor do que aconteceu ontem. Coisas como zumbis, Star Wars, Led Zeppelin…

A “antiguidade” escolhida dessa vez foi a série de livros do Dexter. Não, nenhum escritor chamado Dexter, e sim a personagem principal da série. É mais conhecida pela série de TV.

Basicamente, Dexter Morgan é um psicopata. Um serial killer, que caça e mata outras pessoas. O charme da história é que ele caça e mata apenas outros serial killers, como maneira de se manter limpo e bom, nos seus termos. Geralmente tortura e mata suas caças com requintes de crueldade, mas tudo por uma boa causa. Afinal, são assassinos.

Essa entrada pode fazê-lo pensar que se trata de um livro pesado, denso e questionador sobre os atos de Dexter. Ledo engano.

A história é até bem cômica, sempre enfatizando as diferenças de Dexter para os outros, com ele próprio se declarando não humano, tendo uma tremenda dificuldade de lidar com as pessoas. Ele consegue, muito bem, é se fingir de comum, parecendo alguem que passou a vida inteira assistindo TV com esse propósito. O de se disfarçar de humano. Mas sua falta de jogo de cintura, principalmente no quesito “flerte” é impagável.

Então eu recomendo bastante os três livros. “Dexter, a mão esquerda de Deus”, “Querido e devotado Dexter” e “Dexter no escuro”. A leitura é rápida e nem um pouco cansativa, a história é sempre interessante, com idas e vindas. O texto é bem humorado, quase fazendo de conta que não percebe as crueldades e o volume de sangue que corre.

E vamos admitir, o Dexter é um cara muito legal. Tanto que até considero sair por ai caçando assassinos e os estripando.

Porque não existem serial killers em Porto Alegre afinal de contas? Que sacanagem.

PS: Não vi a série. Ainda.

Written by Dyeison Martins

14 de outubro de 2010 at 15:27

Publicado em Literatura

Deu a lógica no Japão

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Como se esperava, a RBR foi amplamente superior aos seus competidores no GP do Japão, fazendo mais uma dobradinha. Sebastian Vettel, venceu, como é seu estilo de vitórias, largando na pole e com nada errado acontecendo. Mark Webber, já com o regulamento debaixo do braço, chegou num segundo lugar sussegado. Fernando Alonso, da Ferrari, suou sangue para tentar acompanhar as RBRs. E com isso, mesmo largando em quarto, fechou o pódio. A dupla da McLaren: Jenson Button e Lewis Hamilton foram respectivamente quarto e quinto, praticamente morrendo para o campeonato.

O treino era para ser no sábado, mas não deu. Uma mistura de quase diluvio com um baixo escoamento tornaram Suzuka um lago. Mecânicos começaram uma competição de barcos de papel (parece que o da RBR ganhou, mas a McLaren alegou peças aerodinâmicas ilegais), e um pato sossegadamente nadou pela pista, aproveitando o momento inacreditável. A FIA também vai ter que verificar o sistema de apostas ilegais que rolou no poker clandestino. Os carros mesmo, ficaram nos boxes.

Domingo pela manhã, hora do treino. As RBR mandaram. Hamilton foi o terceiro, mas como teve que trocar sua caixa de câmbio, passou para oitavo. Robert Kubica, da Renault, conseguiu o quarto tempo, ninguém entendeu bem o porque. Alonso, Button – esse apostou numa estratégia diferente e largou de pneus duros -, Nico Rosberg (Mercedes), Rubens Barrichello (Williams), Nico Hulkenberg (Williams) e Michael Schumacher (Mercedes) chegaram no Q3. Felipe Massa, da Ferrari, num desempenho abaixo de qualquer crítica sequer conseguiu classificar pro Q3, ficando com o seu tempo final mais de um segundo abaixo do de Alonso. Largou em 12°.

Na hora da largada, foi porrada pra todo o lado e uma confusão. Vettel parece que deu uma ligeira queimada na largada, Kubica largou muito bem e foi para segundo, Webber terceiro, Button tomou momentaneamente a posição de Alonso, mas logo caiu para quinto de novo. O carro de Hulkenberg travou, enquanto o de Vitaly Petrov (Renault), largou muito bem. Ambos disputaram posição com Rosberg, e se chocaram. Massa também tentou ganhar a posição de Rosberg na marra, mas foi para a grama, rodou e acertou um pobre Vitoantonio Liuzzi (Force India), que nada tinha a ver com a história.

Safety Car na pista, todo mundo alinhado esperando os carros serem retirados para fora. Nisso, inexplicavelmente a roda do carro de Kubica cai, e ele tem que parar também.Relargada e tudo se manteve o mesmo. Vettel, Webber, Alonso, Button e Hamilton na disputa pelo título. E terminou assim mesmo. Mas claro que aconteceram mais coisas.

Nas paradas de boxes, Hamilton foi o primeiro. Depois, Vettel e Alonso juntos (mas com uma considerável distância). Webber por último. Button se manteve na frente, pois seguia com pneus duros. Ele conseguiu andar num bom ritmo por um tempo, segurando Vettel e aproximando os líderes. Mas quando voltou, estava a quase 18 segundos dos líderes (inclusive Hamilton). Mas com pneus macios e novos. Isso não fez muita diferença, pois pouco depois Hamilton, que vinha tentando buscar Alonso, teve um problema de câmbio e começou a perder rendimento. Button passou com facilidade, mas em nenhum momento chegou em Alonso.

A atração da corrida foi o showman Kamui Kobayachi, da Sauber. Começou com pneus duros, largou bem, e depois começou a escalar o pelotão, passando por Jaime Alguersuari (STR) e Adrian Sutil (Force India). Parou nos boxes para trocar para os pneus macios, voltou, passou Alguersuari de novo, depois Barrichello e Nick Heindfield (Sauber), chegando em sétimo.

O resultado final: Sebastian Vettel venceu, com Mark Webber e Fernando Alonso nos pódios. Button, Hamilton, Schumacher, Kobayachi, Heindfield, Barrichello e Sebastian Buemi (STR) nos pontos. A volta mais rápida ficou com Webber.

Considerações Finais

A RBR dominou hoje. Com um pé nas costas. Vettel fez sua oitava pole e conquistou sua terceira vitória no ano. Webber correu tranquilo, com o regulamento debaixo do braço, somando pontos. A equipe austriaca dominou nesse, e em todo o ano. O título de construtores está garantido, e o de pilotos próximos. Tanto para Webber como Vettel.

Fernando Alonso, da Ferrari, segue em segundo no campeonato. Vivo, mas depende de uma combinação de talento (que ele tem), um bom carro (que talvez a Ferrari pode dar) e sorte (isso não da para prever). Mesmo assim, o espanhol tem um ano fantástico. Dominou Massa de uma maneira quase inimaginável. Alias, Felipe começa a receber críticas e pressões da Ferrari, e seu emprego está a perigo.

A McLaren falhou no seu pacote aerodinâmico. E seus pilotos agora se distanciaram da disputa. Mesmo assim, quem sabe se ela não será melhor nas próximas três corridas. Mesmo assim, o título ficou irremediavelmente distante de Hamilton e Button.

Written by Dyeison Martins

13 de outubro de 2010 at 14:39

Publicado em Automobilismo

Eleições 2010, parte 1

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Devo confessar que não sou muito ligado em política. Mesmo assim, é meio que um dever abrir os olhos e os ouvidos e tentar entender o que está acontecendo numa época de eleições. Independente de ideologias políticas, até porque não tenho uma. Mas não me orgulho disso.

Sei que alguem como Tiririca (profissão desconhecida) ser eleito com mais de um milhão de votos significa alguma coisa. Pode ser que a maioria das pessoas são idiotas (não é uma idéia descartável). Que ninguém está afim de política, e votaram no candidato mais engraçado. Ou que o voto ser obrigatório é uma bobagem. Prefiro acreditar no último, já que não imagino ele se elegendo num país onde só vota quem quer.

Enquanto isso, nas terras frias e distantes do Rio Grande do Sul, Tarso Genro venceu no primeiro turno. Inapelável. Nas eleições para os deputados (tanto federais quanto estaduais) o PT mandou. Parece que já foi o tempo em que o PMDB era o grande partido do Estado. Mesmo o PSDB, da atual governadora, ganhou no susto em 06, e mal tem representação nas câmaras (pelo menos nesse estado).

Alias, como perdeu força o PMDB, tanto no estado quando no resto do Brasil. O tempo passou, e o velho MDB que lutava contra a ditadura perdeu sua força. Hoje, nem coloca alguém na disputa presidencial. Vivem de passado.

O Torneio principal

Lá na ponta da tabela, a luta ficou entre Dilma, Serra e Marina. Plínio Arruda, do PSOL tem a “honra” de ter vencido a segunda divisão da disputa presidencial.

Parecia que Dilma iria vencer no primeiro turno, algo inconcebível, visto que a grande força de sua campanha é justamente ser herdeira de Lula. Serra e o PSDB entrou na disputa imitando o PT da década de 90, com a anticampanha, atacar o oponente, ao invés de tentar apresentar algo novo. Marina surgiu como a terceira via, tranquila e longe das brigas.

Mas não é que a Marina definiu o primeiro turno, tirando vários votos da Dilma? Se existe um segundo turno, é graças a ela. E digo mais (Até com uma ponta de audácia), é Marina Silva, essa evangélica do bem do PV que vai decidir a eleição.

Se Marina ficar em silêncio e em cima do muro, Dilma ganha com um pé nas costas. Se ela apoiar o PT, vitória de goleada. Mas se ela apoiar o Serra, ele tem uma chance.

Ainda não tem nada definido. A eleição parece estar ganha pela Dilma, mas se Serra, for astuto, pode sim dar um jeito de virar o jogo. Aproveitar-se da posição clinch (apoiar-se no adversário para não lutar, como se chama no boxe) que Dilma administrou sua campanha, quem sabe.

Mas é como eu disse, Dilma já teve a eleição na mão para vencer no primeiro turno, e não o fez. Deu sopa para o azar. Veremos o que acontece agora.

Written by Dyeison Martins

4 de outubro de 2010 at 20:58

Publicado em Política

E não é que está tudo dando certo?

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Fiquei um bom tempo sem escrever sobre o Grêmio, por diversos motivos. Talvez até porque haviam coisas mais interessantes/importantes para se fazer. E eu andei relegando o blog um pouco mesmo. Mas não importa, agora que eu resolvo voltar a falar do Grêmio, está tudo indo muito bem lá pelas bandas da Azenha.

Renato chegou, organizou a casa, recolocou o time no rumo das vitórias. Doi embates até agora foram marcantes.

O jogo contra o lider do campeonato (pelo menos era naquele momento), o Corinthians, lá no Pacaembu. O Grêmio fez um primeiro tempo primoroso, com um golaço do Douglas. Depois, com um expulso (Vilson, uma descoberta de Renato que concertou o sistema defensivo) e um pênalti pego por Vitor, a partida criou contornos heróicos. Nada é fácil com o Grêmio, é sempre um filme de terror, mas dessa vez o mocinho saiu vivo e com três pontos debaixo do braço. Depois de quase um ano sem saber o que é isso.

A outra partida com caráter marcante foi o jogo desta quarta contra o São Paulo. O Grêmio emendou três vitória fora de casa (Corinthians, goleou o Avaí e venceu o Atlético Mineiro), mas vinha de dois maus resultados em casa (perdeu pro Palmeiras e empatou com o Flamengo). O time já tinha conseguido se distanciar da Zona da Morte, mas não conseguia crescer muito na tabela, por não conseguir um bom resultado.

Ele veio numa grande apresentação contra o São Paulo, outro clube afundando no Brasileiro. Grêmio saiu na frente com dois gols do centroavante André Lima. Mas o São Paulo empatou com um pênalti inexistente e um golaço de Marlos. O tricolor gaúcho não se intimidou, e achou um pênalti que Jonas converteu (depois de ser criticado por errar penais). Depois, o centroavante estreante Diego marcou o quarto. Quando o São Paulo empatou, deve ter passado pela cabeça de muitos gremistas (passou pela minha até) o filme de não conseguir vencer em casa, mas o time não se perturbou e voltou com força, até marcar o quarto. Poderia ter marcado mais até.

Depois de bastante tempo de incertezas e frustrações, o Grêmio volta a encontrar o seu caminho. Jonas, perdão, Mestre Jonas, é hoje o artilheiro isolado do campeonato, e com uma boa folga. Marcou 9 gols em 9 jogos, todos em Setembro. Douglas cresceu, agora participando do jogo, marcando, driblando, armando e marcando gols. Victor, do frangueiro do início do ano, perdeu a braçadeira, voltou a seleção, virou pegador de pênaltis e é o melhor goleiro do campeonato.

Afastados de vez do Z4, o Grêmio agora olha o campeonato com um olhar meio sangue doce. O G4 (agora 3) está muito longe para ser alcançado. Mas se emendar uma boa sequência de bons resultados, não é impossível não.

PS: Só espero que esse meu tópico não zique o bom momento.

Written by Dyeison Martins

1 de outubro de 2010 at 17:43

Publicado em Grêmio