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Archive for setembro 2010

Shows em Porto Alegre, e a vida de pobre

with one comment

O ano começou promissor aqui na capital dos gaúchos, que como acertadamente falou Humberto Gessinger, é mesmo longe demais das capitais (Rio e Sampa). Eu estava lá batendo cabeça com os metaleiros no Metallica (relato dessa odisséia headbanger pode ser encontrado nesse mesmo blog), e isso era recem janeiro. Seria apenas um vislumbre, ou haveria mais para nós?

Franz Ferdinand depois. Não vi. Deles eu só gosto de umas poucas músicas. Guns n Roses, eu quis ir, mas ver o Axl Roses gordo e decadente poderia ser um trauma forte demais para um garoto que passava seu dia treinando o riff de Sweet Child O’Mine. Nunca curti mesmo o Aerosmith (sim, pessoal Hard Rock chegou no Sul do Brasil com ligeiros trinta anos de atraso), mas ficou uma pequena dorzinha de não ter ido.

Também passaram por aqui uns lances meio indie rockers, mas deles nada posso dizer, afinal, não conheço essa gente. (Só por fazer jornalismo não quer dizer que eu me comporte como um). Sei que a Cat Power passou por aqui, e só porque uma amiga minha é alucinada por ela.

Tudo parecia acabado. Não haveria mais um grande show aqui (me corrijam se eu me esqueci de algum, mas os outros foram completamente indiferentes para mim).

Ai, Fito Paez. Ta, não é grande coisa, mas eu gosto bastante. Tudo bem que ele vêm a cada seis meses pra Porto, mesmo assim eu não fui ainda. Depois, Green Day.

Ora, eu fui adolescente nos anos noventa. Na realidade não, eu fui criança nos anos noventa e adolescente nos dois mil, mas isso não quer dizer que não cantei muito Basket Case, não me apresentei no colégio com When I Come Around. E toquei muitas vezes no violão Time Of Your Life para impressionar alguma mina. Ótimo. Fechariamos o ano com grande estilo. (Para os curiosos, até gosto da fase nova deles, mesmo sem ter escutado muito).

Ai, hoje mesmo chega uma notícia arrasadora. Um Grande Antigo vai pousar em Porto Alegre nas proximidades de final de ano. Não, não o Grande Cthulhu (espero). Paul McCartney, o último beatle legal vivo -nada contra o Ringo, mas não dá né. Apenas se os Rolling Stones viessem tocar aqui, os Bealtes reunidos (intervenção divina será?) ou o Elvis, se ele parar de se esconder por ai.

Então (vou imitar o Kerouac agora), isso é algo quase completamente absurdamente meio tipo assim fantástico, sabe como é? Algo praticamente inacreditável ainda.

O que doi é: Como faremos para chegar nisso tudo, sem vender o corpinho (ou algum orgão, o que é praticamente a mesma coisa) por ai? alguem por favor me dê uma idéia.

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Written by Dyeison Martins

29 de setembro de 2010 at 20:44

Publicado em Música

Principe de Asturia y Cingapura

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A aposta lógica para o GP de Cingapura era a RBR. Os touros vermelhos da Red Bull tem o carro com a melhor aerodinâmica do grid. Com um motor cumpridor (o Renault) e a qualidade dos seus pilotos, era certo imaginar uma dobradinha, com quem quer que fosse mais sortudo na terceira colocação. Só um desastre, ou chuva, para tirar a liderança deles.

Mas não é que Fernando Alonso, da Ferrari, mostrando uma força inesperada fez a pole position (o grande forte da RBR) e venceu de ponta a ponta, fazendo o chamado Grand Chelem na cidade-estado? A frente das duas RBRs, que fecharam o pódio.

Nos treinos livres Alonso lembre andou na parte de cima da tabela. Com seu companheiro Felipe Massa com problemas no câmbio, não da para ter ao certo a noção de quanto foi força do F10 (que já da sinais de grande evolução, disputando com a RBR o posto de melhor carro) e o quando foi o conhecido e afirmado talento do asturiano que fez diferença. Pois, nos treinos, Alonso deu mais uma volta mágica (como em Monza) e fez sua pole, com Sebastian Vettel da RBR em segundo, Lewis Hamilton e Jenson Button (ambos da McLaren) na segunda fila. Mark Webber, lider do campeonato, ficou apenas na quinta colocação, algo decepcionante, devido ao favoritismo do carro. Vettel cometeu um pequeno erro na sua volta rápida, então nao da para ter certeza se era ou não mais rápido que o espanhol.

Dada a largada, Alonso manteve a ponta, jogando duro e segurando Vettel. As posições se mantiveram, apenas Rubens Barrichello da Williams largou mal, perdendo posições para Robert Kubica (Renault) e Nico Rosberg (Mercedes). umas duas voltas depois, graças ao italiano Vitoantonio Liuzzi (Force India), que teve que problemas. Safety Car na pista, e todas as equipes menores correram para trocar seus pneus, mais Massa (que largou em último) e Webber, tentando o pulo do gato.

O que ninguém contava era que Alonso ia empregar um ritmo absurdo, girando volta mais rápida em cima de volta mais rápida, abrindo uma vantagem consistente para Vettel, que procurava apenas manter contato com o espanhol. As duas McLarens tentaram ir junto,  mas logo começaram a perder contato, graças aos desgastes de pneus. Webber andou muito rápido também, e já se pensava se ele poderia voltar a frente de Alonso, mas logo o tráfego acabou com suas pretenções.

Destaque para o alemão Timo Glock (da nanica Virgin), que com bastante autoridade segurou por várias voltas Adrian Sutil (Force India), Nico Hulkenberg (Williams) e Massa. Webber passou Glock, depois Kamui Kobayashi (da Sauber) e por fim a Mercedes de Michael Schumacher (sim, aquele heptacampeão que hoje está no grid só para se divertir), mas ficou trancado atrás de Barrichello. A ordem era Alonso e Vettel muito na frente, Hamilton e Button um pouco mais atrás, Rosberg, Kubica e Rubinho.

Hamilton foi para os pits fazer sua troca obrigatória. Voltou virando tempos ainda mais rápidos, o que fez a RBR se apavorar. Mandou Vettel para os boxes junto de Alonso, com medo que o espanhol voltasse muito mais rápido e passasse o alemão com facilidade. Eles sairam e voltaram nas primeiras colocações. Mas agora Webber estava logo atrás deles.

Kobaiashi passou Schumacher pouco depois, mas bateu sozinho no muro. Nova entrada do Safety Car, deixando todo mundo perto de novo. Na relargada as posições foram mantidas, mas Webber se enroscou com um retardatário, e Hamilton viu ai a chance de ultrapassá-lo. Conseguiu, mas depois ambos se tocaram e foi o fim da corrida para o inglês.

A partir dai a única grande mudança foi um pneu furado de Kubica. Ele teve que voltar para os boxes, mas voltou endiabrado, ultrapassando diversos outros competidores, devido aos pneus macios e novos. Impressionante a facilidade de sua ultrapassagem em cima de Massa.

Ainda no final, Vettel se lançou para um último ataque contra Alonso. Mas com pouco resultado, já que a frieza e experiência do espanhol fizeram a diferença.

A corrida terminou com Alonso em primeiro, Vettel e Webber completando o pódio. Button, Rosberg, Barrichello, Kubica, Massa (que herdou posições devido a punição dos competidores a sua frente), Sutil e Hulkenberg fecharam a pontuação.

O destaque máximo foi Alonso, que na terceira corrida em Cingapura fez sua segunda vitória, seu terceiro pódio (ano passado com a fraquissima Renault) e segunda volta mais rápida. O espanhol parece ser, além de Principe das Astúrias, ser Principe de Cingapura também. Dessa vez ele conseguiu fazer o lendário Grand Chelem, que é quando o piloto consegue fazer a pole, vencer de ponta a ponta (sem perder a liderança em nenhum momento) e também fazer a volta mais rápida.

Considerações finais

A Ferrari parece que voltou a briga com todas as forças. Liderada por Alonso, ela parece ter um carro rápido em todos os tipos de pista, tanto os travados quando os de alta. E com o talento natural, a experiência e a força psicológica de seu lider, ela pode sim esperar algo melhor. Uns já dizem que Alonso virou favorito ao título, visto que já é segundo e está em franca ascenção, mas eu acho melhor irmos com calma.

Também é destaque na Scuderia o desempenho de Massa. O brasileiro se tornou uma espécie de Gehard Berger moderno. Uma figura completamente apática, que em nenhum momento tentou atacar alguem, ou mesmo resistir a uma ultrapassagem. Ele se arrasta na pista, indiferente, e longe de acompanhar o desempenho de seu companheiro.

Não me lembro de ter visto um piloto de ponta (como antes era considerado Massa) tão destruido e desmotivado assim antes. O incidente na Alemanha parece não ser tão determinante, e sim apenas sintomático.

A RBR segue como o carro mais forte. Mark Webber e Sebastian Vettel se mantém na disputa. O australiano tem a vantagem de ser lider, apesar do crescimento e da aproximação perigosíssima de Alonso. Já Vettel vai ter que mostrar mais talento e regularidade que nunca antes nesse campeonato. Mais até do que imaginamos que ele possua.

A McLaren foi ladeira abaixo. Parece que ela simplesmente ficou para trás. Nunca conseguiu realmente enfrentar a RBR, fora em situações extraordinárias. E agora com o crescimento da Ferrari, parece ter se tornado a terceira na disputa. Nem mesmo em pistas rápidas ele foi bem. Hamilton cometeu dois erros, e não pontuou nas duas últimas corridas. Ainda é terceiro, mas está vinte pontos atrás de Webber. Button também ficou para trás, talvez já fora da disputa do título. vão precisar de sorte e competência para recuperar o terreno perdido.

Que venha Suzuka, o autódromo onde está Deus (pelo menos segundo o Senna). Lá veremos o que pode acontecer. Webber se manterá na liderança? Ou Alonso veio mesmo rumo ao tri? Daqui a duas semanas teremos mais noção ainda. Também provavelmente saberemos se algum piloto cair fora mesmo da disputa.

Written by Dyeison Martins

27 de setembro de 2010 at 18:35

Publicado em Automobilismo

Guerra nas Estrelas

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Um ano de blog. Como havia prometido, um post emocionado sobre algo importante.

Lembro que eu tinha uns 7 anos quando re-estreiou no cinema a trilogia clássica de Star Wars. Era 1997, a Trilogia comemorava  seus vinte anos de lançamento e voltava aos cinemas, com novos efeitos especiais e ma nova edição de som.

Eu sempre gostei dessas coisas de naves, espadas, magia. Era apenas uma criança, é claro. Mas enchi o saco e meu pai me levou para ver o Episódio IV, Uma nova esperança.

Mesmo que o primeiro filme que eu tenha visto na telona seja O Rei Leão (como 9 em 10 pessoas da minha idade), e eu nunca esqueci também quando meu pai me levou para ver Street Fighter (aquele com o Van Damme) legendado, sendo que eu sequer sabia ler. Mas o ápice na minha vida cinematográfica foi assistir a Star Wars lá na telona, acompanhado pelos meus pais. Chamando o Episódio VI de “O Retorno de Jidi” (como eu ia saber que jedi se falava jedai) e tudo o mais.

Talvez eu não tenha talento para tal, ou a lembrança seja pouco clara. Mas consigo ainda lembrar da euforia de assistir cada parte. De me apavorar e gritar  quando eles ficaram presos no compactador de lixo. De ficar de pé na lendária Batalha de Yavin, e vibrar como um gol do Grêmio quando Luke Skywalker acertou seu tiro.

Não preciso falar sobre o filme em si. Todos já viram. Quem não viu, veja. É um ícone, paixão eterna para seus fãs (onde eu me incluo). Copiado de maneira exaustiva, elogiado ainda mais. Criticado por poucos e insuportáveis críticos de cinema, daquele tipo que acha que o Woody Allen está velho e perdeu seu talento (outro absurdo).

Vi ele tantas e tantas vezes que sei boa parte das falas de cór. E nunca perdeu o encanto. Momento paga vale: Esse ano teve um feriado na vespera do meu aniversário. Fiquei em casa e assisti toda a Trilogia. Minha mãe entrou no quarto e reclamou “guri, tu ainda fica empolgado vendo esse filme” e eu “mas mãe, eles estão no compactador de lixo”; “calma, o R2D2 tira eles dai”. Sim, fiz minha mãe assistir incontáveis vezes ele comigo. Ela gosta.

Depois, claro, vieram O Império Contra-ataca e O Retorno de Jedi. Conseguem ser melhores. Duelos de sabres de luz, batalhas espaciais, o Mestre Yoda nos ensinando sabedoria e como usar a Força. Meu prefirido é o V. Sempre. Com certeza o filme que eu mais vi até hoje.

No final das contas, Star Wars é um filme sobre a família e sobre amadurecimento. Luke Skywalker precisa enfrentar e vencer seu pai Darth Vader para se tornar um verdadeiro Jedi. Mas quando o Imperador Palpatine está para matar seu filho, Vader sacrifica sua vida, retornando para luz apenas por amor fraternal. Moral da história: devemos enfrentar quem for preciso para termos aquilo que acreditamos. Mas sempre poderemos contar com os nossos pais.

(Nota histórica: George Lucas brigou com o pai quando saiu de casa para virar diretor. Depois, quando fez o Retorno, eles fizeram as pazes.)

É a Trilogia. E apesar de meu filme preferido ser Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Casablanca ser o maior filme de todos os tempos, é a Trilogia que eu venero e sempre lembro como um filme para se ver sempre, tanto nos momentos felizes como nos tristes. O dito “filme da nossa vida”.

Nota sobre a nova trilogia: É boa. Ok, boazinha. O episódio I é um saco. O II da uma melhorada, mas cansa. O III é legal, mas está longe de ser o Império Contra-Ataca.

Então galera: Vida Longa e Prospera. Opa… (sim, eu também gosto de Star Trek) quis dizer “Que a Força esteja com vocês”. “Para sempre”.

Written by Dyeison Martins

15 de setembro de 2010 at 19:17

Publicado em Filmes

Arquivo X

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Eu poderia escrever sobre trocentos seriados clássicos. Já escrevi sobre Twin Peaks. Fiquei então entre Arquivo X, Louco por Você e Jornada nas Estelas (série clássica, é claro). Me decidi então por Arquivo X, seriado de ficção científica, mistério, terror e teorias de conspiração que me deixou chapado no início da década de 2000.

É uma antiguidade, eu sei. Mas revolucionou a televisão, na época. O cínico e engraçado Agente Especial Fox Mulder e a fria e séria Dra. Dana Scully eram um casal de agentes do FBI que tinham como missão investigar casos sobre OVNIs, fantasmas, mutantes, assassinos em série e toda sorte de acontecimento bizarro.

Fora os personagens secundários lendários, como os três nerds da revista Pistoleiro Solitário, que serviam de fonte para o Mulder. Ou o vilão da história, o enigmático Canceroso (eu prefiro o nome Fumante -smoker man- que só vamos saber quem é no final. O diretor Skinner, tentando ajudar (ou não atrapalhar) mesmo sem acreditar em nada.

Claro que o tempo passou, a qualidade caiu, o David Duchovny (Mulder) largou… Mas ainda assim, as temporadas iniciais de Arquivo X são uma obra prima.

Quem poderia esquecer episódios como Terror no Gelo, onde os agentes são presos numa base de pesquisa no Polo Norte, com uma bactéria alienígena que faz com que as pessoas tentem se matar. O Ser do Espaço, onde um cadaver de um EBE (Entidade Biologicamente Extraterrestre) viaja pelos Estados Unidos. O Vidente, onde um assassino serial que pode prever o futuro (feito pelo ator do Grima Lingua de Cobra do Senhor dos Anéis) ajuda a desvendar um sequestro. Os Adoradores das Trevas, onde a direção de uma escola é composta por satanistas. Ou Por um Fio, onde Scully está entre a vida e a morte e Mulder busca vingança. E eu citei episódios apenas das primeiras temporadas.

Era legal o relacionamento entre os agentes. Havia um clima no ar entre eles. Mulder era cínico e sarcástico, e não perdia a oportunidade de dar em cima de sua linda (e poe linda) colega. Alias, Scully ainda é minha ruiva preferida de todos os tempos. O jeito que ela “cortava” seu colega era engraçado, sempre de maneira seca, e profissional. Mas no final, depois de quase dez anos, eles ficaram juntos. Para alegria de muitos fãs, e desespero de tantos outros.

Existe uma caixa a venda chamada Arquivo X –  Essencial, com um episódio de cada uma das nove temporadas. Baixe e assista-os. Satisfação garantida, e vontade de assistir essa maravilhosa série.

E não se esqueçam sempre crianças: “Confie em ninguém”, “negue tudo”, “tudo morre”, “acredite na mentira” (depois virou album do Oasis até), “desculpar-se é política”, “acredite para entender”, “nada importante aconteceu hoje”, “eles estão vendo”, e principalmente, “A verdade está lá fora”.

Written by Dyeison Martins

14 de setembro de 2010 at 17:00

Publicado em Seriados

Uma vitória para os tifosi

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A última vitória da Ferrari em sua casa, Monza, havia sido em 2006, quando o dono da equipe e multicampeão, Michael Schumacher, anunciou sua aposentadoria ao mundo, depois de vencer a prova.

Bem, depois de uma sexta e um sábado indefinidos, onde não ficou claro quem exatamente iria estar em vantagem na pista italiana, com McLaren, RBR e Ferrari alternando bons e maus momentos. Mas na definição da pole position, Fernando Alonso da Scuderia cravou uma volta ótima e conseguiu o primeiro lugar na grid. Jenson Button, da McLaren, tentou um acerto diferente e se deu muito bem, com a segudna posição. Felipe Massa (Ferrari) ficou em terceiro, com Mark Webber da RBR em quarto.

Dada a largada, Button conseguiu largar melhor que Alonso, e assumiu a ponta. Os dois ferraristas chegaram a dividir as primeiras curvas lado a lado, mas depois Alonso assumiu a ponta. Quem se complicou foi Webber, que largou mal e perdeu posições. O lider do campeonato, Lewis Hamilton, da McLaren, largou bem, tentou passar Massa e arrebentou sua suspenção, abandonando.

A partir dai foi uma corrida de extrema velocidade. Button, com Alonso colado nele, Massa um pouco atrás e Rosberg em quarto, sem poder acompanhá-los. Foi essa a tônica da corrida. Atrás, poucas brigas interessantes.

Como o inglês tinha um carro mais aerodinâmico, conseguia ganhar vantagem nas curvas. Alonso se aproximava nas retas, mas não o bastante para tentar atacar.

No final, essa briga foi decidida na parada dos boxes. Button parou uma antes. Alonso buscou um tempo melhor, contou com uma troca mais eficiente de seus mecânicos e voltou na frente. Dividiu a chincaine com Button, mas tracionou melhor e conseguiu retomar sua primeira posição.

A partir dai o espanhol apenas abriu vantagem e liderou até o final. Os três primeiros que largaram chegaram nas três primeiras colocações.

Atrás, Sebastian Vettel, da RBR, tentou uma estratégia super agressiva, e parando na penultima volta, conseguiu retornar na frente de Nico Rosberg (Mercedes). Nico Hulkenberg (Williams) segurou Webber por boa parte do tempo, mas por fim não conseguiu resistir ao carro superior de seu adversário.

Alonso, Button e Massa no pódio. Vettel, Rosberg, Webber, Hulkenberg, Robert Kubica (Renault), Schumacher (Mercedes) e Rubens Barrichello (Williams) completaram a pontuação.

Considerações Finais

Se a Ferrari mantiver essa força, Fernando Alonso ressurge como um dos candidatos ao título. O campeonato embolou, Button e Vettel também estão perto, com uma diferença mínima de pontos. Eles estão cerca de 20 pontos atrás dos ponteiros, Hamilton e Webber. Isso pode sim ser tirado em 5 corridas.

Tudo depende de quem errar menos e tiver um carro competitivo.

Como está bom esse campeonato.

Written by Dyeison Martins

13 de setembro de 2010 at 20:11

Publicado em Automobilismo

O Senhor dos Anéis

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Desde pequeno eu sempre gostei muito de ler. Desde revistinhas da Herói, do tempo que era pequeno até os livros do Sidney Sheldon. Depois, tive uma fase Segunda Guerra Mundial, o que pode ser a causa das minhas paranóias com nazistas. Mas ainda não era um leitor. Mas tudo mudou em 2002.

Chegou no cinema, com um enorme hype da mídia, o primeiro filme da trilogia O Senhor dos Anéis. Eu, como RPGista e fã de mundos medievais (ah sim, se ainda não perceberam, eu sou bem nerd), não poderia deixar de ir conferir de perto o que era a tal “maior obra da literatura fantástica”.

Nem preciso dizer que chapei na hora.

Depois, reuni os poucos pilas que tinha disponível (mesada, eu só conheço de boatos) e comprei O Hobbit. Até hoje considero uma das melhores leituras que já tive. Por ser um livro infantil, é rápida, agradável e cheia de ação. Pega 90% desses livros para adolescentes de hoje e surra como se o Brasil de 70 enfrentasse… Nova Guiné.

Depois, como é de prache, corri atrás dos volumes dA Trilogia. Comprei um no meu aniversário, outro de Dia das Crianças (acho que eu ganhei presente até os 18 anos, e francamente, se ganhasse até hoje, não me sentiria mal) e o último de Natal. Nesse meio tempo, como não trabalhava ou estudava (tinha uns 13 anos), pude lê-los umas cinco vezes cada.

Diferente do Hobbit, que é infantil e rápido, O Senhor dos Anéis é m texto longo, pesado e detalhista. Chega a cansar algumas vezes, devido a grande quantidade de detalhes que Tolkien nos fornece da Terra Média. A quantidade de poesia e de referências a outras obras (na época nem lançadas) também cansa um pouco. As poesias e músicas também cansam, mas depois de um tempo tu passa a gostar delas. Mesmo as em élfico (tanto Sindarin quanto Quenya, o qual eu arranho um pouco até hoje, acho).

Mas mesmo todos os problemas valem a pena. A história é inigualável. Os dramas humanos e as discussões filosóficas dessa história me surpreendem até hoje, para não dizer do que pensei quando tinha treze anos.

O exemplo mais clássico: “Muitos que vivem merecem a morte, mas muitos que morrem merecem a vida. Você pode dar a vida aos mortos? Então não sejá tão ávido a julgar e condenar pessoas a morte”. Do mago Gandalf para qualquer discussão referente a pena de morte que eu participe.

Faz muito tempo que eu não pego a trilogia e leio. Mas ela é definitivamente parte da minha vida. Depois de ler esses livros (e todos os outros do Tolkien), passei a ler com muito mais constância. Coisa que mantenho até hoje. Então, posso afirmar que O Senhor dos Anéis, foi o meu primeiro livro.

Written by Dyeison Martins

9 de setembro de 2010 at 19:54

Publicado em Literatura

Top Gear e os pegas lendários

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Foi uma briga interna decidir sobre qual jogo foi o que eu mais joguei e gostei. Street Fighter (todos). F1 Challenge e Knights of the Old Republic, de PC, Pokemon do Game Boy, e International Super Star Soccer e Top Gear do SNES.

Decidi então pelo Top Gear. E eu não tinha essa fita. Então era ligar, assoprar ela quando não funciona (dizem que não fazia a menor diferença, mas pô, dava certo) e escolher o carro branco. Pois era o mais econômico, evidentemente.

E correr os pegas mais emocionantes que meu SNES já viu. Cuidando o combustível para fazer a parada no lugar certo, e tentando abrir uma vantagem considerável para o computador ou o adversário. E usando os nitros (naquele tempo chamados por mim turbos). Sim, eu era um piloto cerebrál já com os meus 6, 7 anos. Tolos é que pegavam o carrinho vermelho, que era muito rápido, mas bebia como um condenado.

Alias, alguem sabe quais eram os quatro carros? O vermelho eu sempre suspeitei que fosse uma Ferrari, por ser vermelho e ter um desenho parecido com o da marca italiana. Ele era muito rápido nas retas, bebia combustível adoidado e era pouco estável nas curvas. O roxo parecia um Porsche, rápido, com boa aceleração e consumia gasolina também. O azul eu não tenho idéia do que era, era o mais equilibrado no quesito consumo, velocidade. Meu preferio,  branco, era o mais lento, mas era estável nas curvas e pouco consumia, podendo as vezes terminar com um ou nenhum pit stop, enquando os outros tinham que parar uma ou duas vezes. Descobri n internet (por tanto não é ma fonte confiável) o nome desses carros: Cannibal (vermelho), Sidewinter (branco), Razor (roxo) e Weasel (azul).

As pistas eram varias, desde as primeiras nos Estados Unidos até o final no Reino Unido, passado por Japão, França (quem tem inclusive uma pista em Mônaco, com direito a túnel e tudo o mais) e América do Sul, entre outros. Não lembro qual era a minha preferida, lembro que depois de um tempo, os pits se tornavam comuns, e abrir vantagem e dosar nos nitros era a estratégia usada. Interessante que os carros menores não tinham problemas de combustível, então muitas corridas eles, mesmo sendo mais lentos, venciam com facilidade, enquanto era necessário ficar lutando por um podio ou até um quinto lugar para não perder o jogo.

Diversão garantida, músicas que se tornaram uma das trilhas mais importantes do SNES (junto com Super Mario World e Street Fighter II) e pegas alucinantes, não importa se você tem 6 anos e é 1996 ou 20 e é 2010.

Written by Dyeison Martins

3 de setembro de 2010 at 18:56

Publicado em Games