Blog do Dyeison

é o blog do Dyeison

Archive for agosto 2010

Nos bosques belgas

leave a comment »

Quem conhece um pouquinho que seja de automobilismo, e de Formula 1, sabem que Spa-Francorchamp é uma das pistas mais sensacionais que existem no mundo. As subida e decidas, as curvas de alta e média, a Eau Rouge, o fato dela ser enorme (talvez a maior do calendário), suas retas gigantes… Mesmo quem teve oportunidade de pilotar nela apenas num simulador, como eu, sabe que a experiência é incomparável.

Tivemos a pausa para as férias de verão. E duas semanas de trabalho, para mostrar quem sairia na frente na reta final do campeonato. Bem, a sexta foi um golpe, com Fernando Alonso (Ferrari) andando na frente o tempo todo. Vimos no sábado que a liderança voltou a ser da RBR com a McLaren perto. A pole foi novamente para Mark Webber (RBR), com Lewis Hamilton (McLaren) em segundo, Robert Kubica (Renault) em terceiro e Sebastian Vettel (RBR) em quarto.

A largada foi uma confusão, com Webber perdendo várias posições. Depois, na primeira curva, todo mundo escapou e foi parar na área de escape. Curiosamente, o único que não escapou foi o Alonso, mas foi atingido em cheio por Rubens Barrichello (Williams). Acidentes como esse aconteceram a corrida inteira.

Num dos destaques negativos, tivemos Vettel numa tentativa de ultrapassar Button rodando e acertando em cheio o inglês. Button abandonou, Vettel teve que ir lá para trás. Depois, foi punido. E depois, foi atingido por Vitantonio Liuzzi (Force India), e teve que ir para os boxes de novo. Corrida de cão, hein?

Enquanto isso, na parte da frente, ia tudo bem. Hamilton liderava, com Kubica, Webber e Felipe Massa (Ferrari) com uma pequena diferença entre eles. Até começar a chuva. Não era forte o bastante para molhar a pista, pelo menos nos primeiros minutos. Uns arriscaram e entraram nos pits, outros seguiram na pista. Hamilton saiu da pista de novo, parou nas britas, e por muito pouco, não ficou por lá. Mas assumiu a liderança de novo. E carregou até o fim.

No final, a prova ficou com Hamilton, Webber, Kubica, Massa, Adrian Sutil (Force India), Nico Rosberg (Mercedes), Michael Schumacher (Mercedes),  Kamui Kobayashi (Sauber), Vitaly Petrov (Renault) e Liuzzi na zona de pontuação.

Considerações finais

No final, parece que a luta se polarizou entre Hamilton e Webber. Os outros ainda tem chance, mas esses dois conseguiram disparar. O principal prejudicado acabou sendo Button, que foi tirado da corrida quando ia em segundo, e por um erro infantil de Vettel. Esse, por sinal, um dos grandes talentos atuais da F1, já passou da hora de amadurecer. Comete erro bobo atrás de erro bobo, e francamente, não merece mais esse título. Correndo por fora, Alonso teve muito azar no campeonato até agora, e ve seu sonho do tri esse ano ficar distante.

Menção horosa

Rubinho e seu GP 300. Meus parabens cara. Podemos criticá-lo, mas ficar tanto tempo no ninho de cobras que é a F1, é uma vitória para qualquer um. Rumo a 300, feito!

Anúncios

Written by Dyeison Martins

30 de agosto de 2010 at 16:25

Publicado em Automobilismo

Doppelgangers: A quinta temporada de HIMYM

leave a comment »

Terminei de assistir recentemente a quinta temporada do excelente seriado norte-americano How I Met Your Mother. Parecida com a quarta, teve bastantes altos e baixos, e uma irritante mania de protagonizar em excesso o personagem Barney na maior parte do tempo. Não que eu não goste do Barney, explicarei melhor abaixo esse problema.

Cinco temporadas é tempo demais para um seriado, principalmente um que nasceu com uma filosofia bem definida. Contar como Ted conheceu a mãe dos seus filhos. Claro que isso acaba contando bastante sobre a vida dele e de seus amigos, e como eles se tornaram as pessoas que virão a se tornar quando “crescerem” (as aspas por todos começarem a história já beirando os trinta).

E sim, como Ted mesmo explica no final da quinta temporada, no episódios Doppelgangers, eles já são outras pessoas. Durante as temporadas eles cresceram bastante, lidando com seus problemas e amadurecendo. Ted já aparece mais maduro e confiante em si mesmo, Barney já esteve até num relacionamento sério, Robin já parece menos fria e distante, e Marshall e Lily já casaram e pensam em ter filhos.

O problema é que a série, para manter o ritmo cômico, insiste em deixar Barney protagonizar muitos episódios. Tudo bem que seu jeito cafajeste/conquistador é engraçado, e muitas de suas tiradas são ótimas, o problema é que ele é apenas um personagem de apoio cômico, não pode tomar o protagonismo do Ted. E na quinta temporada, ele foi bem mais protagonista e importante que o Ted.

Acho que agora, na sexta temporada, é hora de começar a terminar a história. Iniciar o terceiro ato, como disse um dos produtores da série. E a primeira coisa a se fazer é mostrar a mãe. Já está na hora de vermos quem ela é, já quie sabemos muito bem como ela é, e porque é a mulher da vida do Ted.

Enquanto a série ainda é boa, é preciso começar a terminar. Antes que ela canse. E, acreditem, mesmo com momentos geniais, ela começa a dar sinais de cansaço.

Written by Dyeison Martins

26 de agosto de 2010 at 18:31

Publicado em Seriados

Quase mil nos anos setenta

leave a comment »

Para quem leu meu texto sobre a minha briga para escutar alguns dos “1001 discos para se ouvir antes de morrer”, lembram que me foquei em desvendar década a década da história. Arbitrariamente pulei os anos cinquenta, já me focando nos sessenta. Bem, terminei-o, e escrevi um post sore as impressões que tive ao escutá-los.

Agora, os anos setenta…

Primeiramente, é interessante notar que poucas bandas que já faziam sucesso nos sessenta tiveram trabalhos de destaque nos setenta. Talvez apenas os Rolling Stones, mas mesmo assim numa proporção menor. Bob Dylan, por exemplo, após emplacar vários bons albuns, como Bringing it all back home, Freewheel Bob Dylan, Highway 61 revisited e (o meu preferido) Blonde on Blonde, teve como único trabalho de destaque o lendário Blood on the Tracks, que por sinal é ótimo (Desire também é bom).

O velho bardo canadense Neil Young, terminou os sessenta em alta e começou os setenta melhor ainda. After the Gold Rush é um dos meus albuns preferidos dele. Termina a década em grande estilo, com Rust Never Sleeps, que também é foda. Alias, um parenteses: o pessoal que fez a lista gosta muito do Neil Young, porque acho que a maioria das coisas que ele lançou está lá.

Outro amado pelo pessoal das listas, David Bowie, me decepcionou um pouco. Gostei muito do seu início dos anos setenta, principalmente do clássico The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders of Mars. Depois, quando ele mudou seu som original, começou a inventar algumas coisas, seu trabalho caiu um pouco de rendimento, na minha opinião.

Muita gente boa surgiu nesse período. Como não gostar do Lynyrd Skynyrd (com o nome de album mais ridículo da história), do Dire Straits, T Rex, The Jam, Elton John, The Clash, Joy Division… E claro, do Bruce Springsteen. Outra galera que já estava nos anos sessenta, só que melhoraram bastante, é o Lou Reed e o Iggy Pop. Com dois trabalhos de grande qualidade (respectivamente, Transformer e Lust for Life), se firmaram com grandes artistas do rock mundial.

Com o surgimento de alguns brasileiros perdidos na lista, entre eles Chico Buarque, Milton Nascimento e Tom Jobin. Construção, do Chico, é muito bom, apesar de eu realmente não gostar da música título (a letra é legal, mas a melodia é insuportável). Tom Jobin aparece junto com Vinícius de Moraes, Toquinho e Miuxa para fazer um show lendário no Canecão, em 77. Nesse show estão os maiores clássicos da Bossa Nova, como Corcovado, Sei Lá, Pelas luz dos olhos teus, Garota do Ipanema… sim, todos os temas de abertura de novela do Manuel Carlos.

E por fim, uma confissão. Como era bom o George Harrison. Ninguém dava muita bola para ele. E com a dupla Lennon/MacCartney do seu lado, é difícil mesmo se fazer notado. Só depois eu fui descobrir que coisas como Something eram dele. Here comes the sun era sua cara, e ficou para mim como um dos muitos hits eternos da banda. Seu primeiro disco solo, All Things Must Pass, é para mim o melhor album solo de um Beatle (e um dos maiores discos que eu já ouvi) e sua carreira solo é irretocável. Claro que eu sou um grande fã de Lennon, e MacCartney é um dos maiores compositores de todos os tempos, Mas o que Harrison lançou ficou para a história.

Agora, vou me concentrar na minha década natal, os anos oitenta. Muito Cure, Smiths e mais Springsteen.

Written by Dyeison Martins

23 de agosto de 2010 at 17:16

Publicado em Música

A verdadeira mágica

leave a comment »

Afinal, o que é o verdadeiro talento, a chamada genialidade? Isso é uma conversa gigantesca, tema para trocentos livros escritos por autores cujo nome se pronuncia de maneira muito diferente do que se escreve (por exemplo, me diz como para nós latinos, tu consegue ligar a palavra Nietzsche – que só recentemente descobri como se escreve sem consultar o Google – com Nitchi? E todos aqueles “zês” e “esses” lá no meio?).

Para mim a verdadeira genialidade, e como já disse isso é discutível, é conseguir fazer o difícil parecer fácil. O “gênio” (essa palavra se vulgarizou muito nos últimos anos) é aquele cara que consegue fazer coisas muitos difíceis com relativa facilidade. É aquele cara que faz equações complicadas com um simples raciocínio lógico, não com um grande método. É tipo o Michael Scofield do Prison Break, que ninguém até hoje entendeu como conseguiu fazer tudo aquilo, e com um tumor no cérebro (quem viu o seriado sabe do que eu estou falando).

Porque eu falei sobre isso? É que nessa semana finalmente foram aceitos no Hall da Fama do Esporte a Seleção Norte-Americana de Basquete, que disputou as Olimpiadas de Barcelona de 1992. Lembraram?

Aqui vai a escalação do, como depois foi chamado, Dream Team: Scottie Pipper (Chicago Bulls), Charles Barckley (Phoenix Suns), Patrick Ewing (New York Knicks), Clide Dexter (Portland Blazers), e o trio de ouro: Larry Bird (Boston Celtics), “Magic” Johnson (Los Angeles Lakers), e claro, Deus Michael Jordan (o 23 eterno dos Chicago Bulls), entre outros grandes nomes.

Sequer da para comentar o que foram esses caras jogando juntos.A forma com que eles tocavam a bola, desmontavam sistemas de defesa inteiros apenas com o passe certo para o cara posicionado no lugar certo. Como eles passavam pelos marcadores atônitos, que não entendiam como parecia ser impossível parar aqueles homens.

Para falar de futebol, que é um assunto que eu entendo bem mais que basquete, é no mínimo do mesmo nível do que foi a seleção brasileira de 70, ou a holandesa de 74. Mas algo que não é racional ou sequer explicável em palavras me diz que eles foram superiores a tudo isso.

Talvez seja simplesmente o que dizem que foi. Um sonho.

Written by Dyeison Martins

20 de agosto de 2010 at 16:42

Publicado em Sem categoria

Colorado Bicampeão da América

leave a comment »

O Internacional foi campeão da Libertadores da América. De novo. Quem acompanha o que eu escrevo, ou apenas consegue deter a muito evidente dor que eu tenho a escrever isso, percebe que estou longe de me sentir feliz ou bem com isso.

Eu poderia me deter aqui. Escrever o quanto doi isso tudo. Sabem, talvez eu seja muito romântico, ou ciumento, ou ambos. Mas isso seria bobagem. Sei que durante boa parte da minha vida me acostumei com o Grêmio por cima, sempre disputando títulos. Hoje, a balança se inverteu, de novo. O Inter é o grande papa títulos do Rio Grande do Sul, quem sabe do Brasil até (porque não?).

Méritos para quem tem uma direção consciente, dinheiro para investir e bons jogadores no plantel. Poderia argumentar de sorte, mas que sorte? O Inter foi melhor que a maioria dos times que enfrentou, talvez a eliminação do Estudiantes tenha sido sorte. Mas o que á tão referida copeirice, se não apenas sorte nos momentos de aperto?

Também poderia simplesmente fazer ameaças, dizer que esse tempo vai passar, e o momento do Grêmio vai voltar. Mas francamente, isso parece vazio demais. Espero que seja verdade, mas quem sabe o que vai acontecer depois…

Então colorados, aproveitem o momento. Vibrem, façam festa. Nós também já fizemos muita com vocês olhando, então, talvez seja justo (se é que existe justiça no futebol) que vocês façam e nós olhemos.

Parabens Sport Club Internacional, bicampeão da América.

(Agora deixem eu voltar e me preocupar com o meu Grêmio. E que texto emo esse che.)

Written by Dyeison Martins

19 de agosto de 2010 at 16:40

Publicado em Futebol

Reconstrução

leave a comment »

Lembram aquele Grêmio que eu elogiei bastante aqui, desde o início do ano? Primeiro torcia que ele melhoraria. Depois, torci para que ele engrenasse. Depois, para que ele fosse campeão. Por fim, para que as coisas melhorassem.

Pois bem, esse Grêmio não existe mais. Se perdeu depois da eliminação na Copa do Brasil. O que vimos em campo foi um arremedo de time, contando com eventuais jogadas de Jonas e Hugo para sobreviver. No final, nem isso.

Silas foi (como em o Coração de Cavaleiro) “pesado, medido, avaliado, e julgado completamente ineficiente”. Sua queda demorou, mas com a derrota para o Fluminense, foi inevitável.

Na sua partida, ele deixou jogadores largados, desestabilizados emocionalmente, desunidos… Um vestiário destruido, uma direção perdida. Não havia algo de podre no Reino da Azenha, pois a sugeira contaminara a tudo. Haviam apenas ruinas lá. Um trabalho todo teria que começar do zero.

Então, o Presidente Duda Kroeff, numa manobra populista (pelo que deu a entender), chamou Renato Portaluppi para treinar o time. Sim, assim no más. Aquele mesmo Renato que não servia ano passado com o time na Libertadores, era o mesmo que poderia tirar o Grêmio da merda. Depois Duda iria afirmar que ele foi a favor da vinda de Renato naquele momento, mas que os diretores de futebol Krieger e Meira o persuadiram a trazer Paulo Autuori (um tremento profissional, mas que não deu certo aqui).

Como o presidente não de bobo só tem a cara e o geito de andar, ele sabia que o regresso do ídolo maior, dessa vez com o boné de treinador, poderia reunir os restos do clube e trazer a torcida para o seu lado (e do Clube). Talvez com seu estilo agregador motivar os jogadores, e tirar o clube dessa condição que se encontra.

Bem, não deu muito certo na quinta, contra o Goiás. O Grêmio perdeu um jogo razoavelmente fácil, e foi eliminado na Copa Sul-Americana. Renato chegou no dia do jogo, conheceu os jogadores no Hotel e foi para a beira do campo. O time foi para campo perdido, confuso e desmotivado. Nada dava certo. Renato conseguiu melhorar o time no segundo tempo, mas o time perdeu mesmo assim.

Com dois dias de treino, muita conversa e umas broncas, Renato colocou um time parecido no domingo para enfrentar o mesmo Goiás. Resultado? Dominou o o jogo inteiro, criou muitas chances de gol e venceu com um seguro e inapelável dois a zero.

Depois de dez partidas sem vencer, o time sai da zona de rebaixamento. Douglas, de vaiado pela torcida sai como melhor em campo. William Magrão, depois de séculos sem jogar bem, faz dois gols e sai consagrado.

Será esse o início da reconstrução do Grêmio, como um time vencedor? Ainda há muito a ser feito. Mas o primeiro passo foi dado.

Written by Dyeison Martins

16 de agosto de 2010 at 17:01

Publicado em Grêmio

Serge Gainsbourg e a vida heróica

leave a comment »

Sim, ele foi um músico. Foi o cara que compôs “je’t aime moi non plus”. Mas não vou falar da música dele, e sim de um filme que foi feito em sua homenagem, recentemente.

Misturando realidade, ficção e fantasia, o filme consegue nos mostrar um pouco da personalidade controversa do cantor. De jovem um tanto arrogante e metido há homem destruido por seus próprios erros, ele consegue sempre evitar uma impressão de mau carater, ou de cruel mesmo. Digamos que perdoamos seus erros por sua indole de “malandro legal”. Aquele tipo de cara que tu sabe que não vale nada, mas gosta mesmo assim.

Tanto que os outros personagens do filme são todos secundários. Algumas participações especiais de gente famosa, todos muito bem caracterizandos, mas que aparecem por apenas uma cena ou duas. Brigitte Bardot ficou ótima, idêntica. Só que fora isso, são poucos os personagens que ficam mais de algumas poucas cenas, salvo ele, seus pais e sua terceira esposa. O ator que faz Serge é ótimo, ficou idêntico, e atua de maneira soberba.

Eu não conheço muito da obra de Gainsbourg, mas a trilha sonora o filme é ótima, principalmente a fase mais “elegante” dele, a primeira. Alguns rocks também são legais.

A história é bem simples, quase um clichê nesse meio. Menino rebelde cresce e se transforma num homem um arrogante e charmoso. Se apaixona, faz sucesso e cai de cabeça no mundo da bebida. Graças a seu comportamento trangressor e auto-destrutivo, acaba machucando as pessoas que o cerca. No final, ele precisa buscar a redenção.

O que faz fugir um pouco isso, é que Gainsbourg tem amigos imaginários que interagem com ele o tempo todo. E inclusive interagem com as outras pessoas ao seu redor, principalmente seu alter-ego, o Pigmaleão, no caso uma versão caricata do próprio Serge, um boneco com orelhas e nariz gigantes. E que geralmente passa o tempo todo dando conselhos da “coisa errada” a ser feita.

A transformação de Gainbourg, de artista clássico e “careta” em astro do rock também é divertida, gradual e depois surpreendente. De cara convencional (pelo menos na aparência) a cara desleixado, de roupas modernas, cabelos e barba por fazer, é ótima. De homem que valorizava a sua privacidade até  artista escandaloso e marketeiro. Mas sempre como uma figura única e talentosa.

É como eu disse, a história em si não tem nada de novo. O legal do filme é a maneira como ela é passada.

Written by Dyeison Martins

13 de agosto de 2010 at 18:47

Publicado em Filmes, Música