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Archive for junho 2010

Incompetência em Valência

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Eu sou o primeiro a falar de que não gostei de algo, e o GP da Europa, em Valência, na Espanha, foi terrível. Não por ter sido extremamente chato e monótono, e realmente foi isso, mas pelos erros que a Comissão Julgadora da FIA simplesmente fez uma das mais ridículas participações que eu lembro.

O GP teve movimentação na largada. Estranhamente Mark Webber perdeu várias posições, fazendo com que Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Jenson Button disparassem na frente. Ambos andavam muito próximos um dos outros.

O prêmio de rua em Valência é o ápice dos projetos de Herman Tilke. É um circuito de rua, mas não há paredes ou casas, e nem pontos de ultrapassagem. Então não tempos disputas por posições, nem vemos os costumeiros erros que acontecem no principado. O que vemos, durante toda a corrida? O carrossel mais caro do mundo, numa pista que parece a versão pobre de Mônaco.

A única emoção que aconteceu foi o assustador acidente entre Webber e Heiki Kovalainen. O australiano da RBR acertou a trazeira de seu carro na parte de trás da Lotus, e decolou, voando alguns metros no ar, capotando e batendo no guard-rail. Tudo bem com ele, mas o carro ficou completamente destruido.

Safety Car na pista, e ai começou a lambança. Hamilton vu o Safety Car passando e simplesmente o ultrapassou e fingiu que nada havia acontecido, enquanto Alonso e Massa tiveram seu rendimento retardado por ele. Todos atrás entraram nos boxes e fizeram suas trocas, enquanto a dupla da Ferrari teve que esperar a volta seguinte. Logo, ambos foram lá para trás do grid. Vettel manteve a ponta, e Hamilton o segundo lugar. Kamui Kobayashi, que não fez sua troca de pneus, apareceu em terceiro, com Button em quarto. Rubens Barrichello era o quinto. Fernando Alonso caiu para nono, e Massa para décimo sexto. E delhe carrossel.

Ai o impensável. Hamilton e Vettel abriam para os outros competidores, todos seguindo-se de perto, mas retardados por Kobayashi. Só que o incidente de Hamilton só foi aparecer umas vinte voltas depois disso, sendo que Alonso havia falado com a Ferrari pouco depois. Resultado, Hamilton pagou o Drive Throught e voltou na mesma posição, para a inconformidade dos pilotos da Ferrari.

Kobayashi ainda deu uns brilharecos, pois trocou de pneus só no finzinho, sendo muito mais rápido que os outros pilotos. O próprio Alonso preferiu deixar o japones passar, devido o abismo de diferença de rendimento.

Vettel, Hamilton e Button no pódio. Barrichello, Robert Kubica, Kobayashi, Sutil, Sebastien Buemi, Alonso e Vitaly Petrov fecharam os pontos.

Depois se descobriu que os pilotos haviam aproveitado que o Safety Car estava na pista e acelerado, mantendo o mesmo ritmo de antes (o que é proibido pelas regras). Todos foram punidos com cinco segundos a mais nas suas classificações, o que não mudou em nada no resultado final.

Considerações finais

Vettel volta a vencer. A RBR volta a brilhar, mas não é mais a mesma potência de antes. Webber fez uma corrida apática, e terminou com o acidente absurdo.

Hamilton segue lider, e abriu um pouco sua vantagem para Button, que segue na briga. A McLaren promete avanços para Silverstone.

Alonso gritou e reclamou. A Ferrari veio forte para o Valência, e promete mais avanços para Silverstone. Só que agora começou a ficar difícil para o tri do espanhol.

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Written by Dyeison Martins

28 de junho de 2010 at 23:21

Publicado em Automobilismo

500 dias “quase” com ela

with one comment

Depois de um bom tempo de atraso, e com um pouco de relutância minha, devo admitir, assisti o filme. Mas no final, a viagem foi interessante. Então agora escreverei um longo texto a respeito de (500) Dias com Ela ((500) Days of Summer). Falarei primeiro sobre detalhes mais técnicos do filme, como a direção, a atuação e o roteiro. E depois, darei-me a liberdade (o que é raro nesse espaço) de filosofar a respeito da mensagem do filme, do amor e tudo o mais. Para que não falte aviso: ESSE ARTIGO CONTÉM SPOILERS

É raro encontrar um filme com tantas idéias boas quando esse (500) Dias com Ela. Não que só existam idéias boas no filme, o legal é ver que ele experimenta bastante, e mais acerta do que erra. Por exemplo, ao optar por uma narração não-cronológica, o diretor (estreiante num longa, diga-se de passagem) Marc Webb consegue focar ao mesmo tempo nas quatro partes do relacionamento entre Tomas e Summer, a paixão, o ápice do relacionamento, a separação e a tentativa de recomeço. Esses vai e vem fazem com que possamos analizar melhor como são os personagens, quando confrontados com as mais diversas situações, como quando Tom dorme pela primeira vez com Summer, e volta para o serviço num musical, e ele entra no elevador. Mostra o contador, para o futuro, e ele sai do elevador visivelmente arrasado.

Duas cenas especialmente me chamaram a atenção, devido ao seu “tributo” aos clássicos do cinema. Uma é quando ele vai na casa de Summer, para uma festa (eles já tinham se separado), e a tela se divide em como foi a realidade, e como eram as expectativas da personagem. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa; só eu lembrei? Outra é quando ele vai no cinema, e assiste ele mesmo e as pessoas que conhecem atuando em alguns clássicos do cinema. A primeira eu não reconheci, que é um cara sendo seguido por um mímico. Outra, é Gritos e Sussuros, com ele a Summer falando, um de frente para a câmera, outro de perfil. A última, ele jogando xadrês vestido de cavaleiro medieval, contra sua irmã de anjo, cena do clássico O Sétimo Selo, também do diretor sueco Ingmar Bergman (antes que me perguntem, eu vi o filme, e sei que no original é contra a Morte, mas não daria para colocar uma criança de morte né?).

Eu lembro que tinha falado mal da trilha sonora do filme, quando me emprestaram o CD dela. Posso dizer que no filme ela casa muito bem. Os dois temas da Regina Spektor funcionam de maneira legal. Na realidade, posso dizer que o verdadeiro problema é o CD, pois faltam nele obras primas como Stand by Me do Clash e Here Comes Your Man (na realidade, tem uma versão muito tosca, longe de ser a léndaria versão dos Pixies).

A atuação do casalzinho Joseph Gordon-Levitt (Heath Ledge cover?) e da Zooey Deschanell (Katy Perry cover, vai dizer) condiz com os personagens. A cara de paspalho de Tom e a “fofura” da Summer estão bem representados. E eles atuam de verdade, não são aqueles diálogos inexpressivos que estão virando norma no cinema hollywoodiano.

Para terminar, os “depoimentos” dos personagens a respeito do amor estão muito legais. E o início com a tela preta e uma expressão “Esse filme é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com qualquer pessoa viva ou morta é mera coicidência. Principalmente com você Jenny Beckman. Vadia”. Afinal, temos a arte para que, se não para colocarmos nossas frustrações nela? Eles chegam a citar uma frase do mestre Henry Miller: “A melhor maneira de esquecer uma mulher é a transformar em literatura”. Sim, você leu certo, Henry Miller é citado no filme.

O roteiro quebra muitas das regras básicas do estilo “comédia romântica”. Sempre começa com o clássico garoto conhece garora. A partir dai eles irão de uma maneira ou de outra começar um relacionamente, sempre muito exagerado e com clichês. Por algum motivo variável e nem sempre realmente verossímel, eles se separam. Vêm como sua vida está uma merda, se encontram e depois de umas declarações, reatam, para o belo final feliz. Isso não acontece em (500) Dias, onde o rompimento é definitivo, e isso fica claro desde o início do filme. Talvez o “pecado” maior do filme seja um final feliz, com ela casando e ele conhecendo uma nova garota. Mas como ambos aprendem sua lição, fica justo.

Relacionamentos… ah… relacionamentos

Eu prometi lá no início escrever sobre relacionamentos e amor, e analizar mais profundamente os personagens, e o interessante conflito entre um rapaz romântico-excessivo e uma menina moderninha demais. Mas não se preocupem, não pretendo fazer algo como recitar Camões aqui.

Pro inferno, claro que vou: “Ainda que eu falasse a lingua dos homens, e falasse a lingua dos anjos, sem amor, eu nada seria”.

Desculpem, não resisti.

Ok, sério agora. Ambos os personagens são essencialmente contrários entre si, mas curiosamente o problema é o mesmo. A infantilidade de ambos em realmente tentar entender e lidar com um relacionamento.

Tomas Hansen é um romântico-excessivo, graças a sua criação e a exposição a certos valores  da cultura pop. Na realidade, não é o primeiro personagem profundamente influenciado por esses valores (acho que o Nick Hornsby é o autor mais cérebre desse estilo, e seu personagem Rob Gordon o mais conhecido), mas posso dizer que Tom é o mais caricato deles. Como um cara do século XXI também profundamente “educado” com as mesmas referências, posso dizer sem nenhuma vergonha que estamos todos no mesmo barco, e isso está longe de ser algo ruim.

O problema do personagem é que ele é exagerado nessas noções. Como vemos apenas seu relacionamento com Summer, vemos ele idealizando, e de certa maneira exigindo de Summer que prencha os requisitos por ele imposto. Sua crença, assumida logo no início, de que sua vida seria infeliz até ele encontrar “a mulher de sua vida”, e que a partir dai todos seus problemas estariam resolvidos, mostram a grande imaturidade da personagem em lidar com as grandes questões e os problemas corriqueiros num relacionamento de verdade. Por isso, em todos os momentos definitivos, ele prefere simplesmente recuar e deixar a personalidade mais forte de Summer tomar as rédeas da situação a tentar realmente mostrar o que pensa e sente, por ser o mais fácil e seguro para o relacionamento.

Amar também é arriscar e sofrer, no final das contas. Tomas prefere recuar, e manter no platônico sua relação, para evitar perder o pouco que realmente tem de Summer. Confiava que sua paciência iria pouco a pouco derrubar as barreiras que a moça interpôs entre ela e um relacionamento maduro e verdadeiro.

Já a personagem Summer Finn sofre do mesmo problema, mas se concentra em outro aspecto. Ao invés de idealizar o amor e buscar nele uma resposta para todos os problemas da vida, ela prefere demonizar os relacionamentos, acreditando que isso a pouparia do sofrimento. Isso é cada vez um comportamento mais comum entre as pessoas. É preferível não tentar nada para não se machucar.

Falando novamente no meu grande mestre Henry Miller, ele possui uma passagem, do livro Sexus, que explica de maneira exata isso: “Aqueles que preferem buscar na vida apenas fugir de seus sentimentos e emoções em nada diferem de pessoas que de bom grado trocariam seus membros por proteses artificiais, que evitariam causar dor e desconforto”. O brilhantismo de sua análise, que é em muito anterior a essa geração e aquelas que nos influenciaram, é o fato de que ela retrata de uma maneira contundente e simples o dilema que enfrentamos.

Então desculpem as seguidoras de Summer Finn, mas esse é um caminho que a própria personagem revê e julga incapaz de seguir. Por favor, como uma pessoa pode conseguir qualquer felicidade na vida se espontaniamente dispensa qualquer chance de tentar algo mais? Fica clara essa dúvida no filme, até que ponto estamos dispostos a fugir de qualquer compromisso e responsabilidade atrás de uma efêmera liberdade?

Pode parecer o contrário, não estou bancando o bom moço com esse texto. Alias, estou longe disso. O problema da história é que em determinado ponto, fica visível que Summer quer algo mais, que está apaixonada por Tom e estaria disposta a “dar o passo adiante”. Mas as hesitações de Tomas fazem com que ela prefira recuar e fugir disso. Para logo depois, num “acaso da vida”, encontrar o cara certo e acabar casando com o “substituto” de Tomas, que curiosamente não mostra a menor hesitação em pedir em casamento uma garota que mal conheceu.

No fim das contas, (500) Dias com Ela é um história sobre relacionamentos, e como as pessoas hoje em dia lidam (ou tentam não lidar) com eles. Agora, a culpa é da cultura pop? Não tenho como saber, mas talvez seja uma das culpadas.

Written by Dyeison Martins

24 de junho de 2010 at 19:17

Publicado em Filmes

Twin Peaks, definitivo

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Acho que foi um dos primeiros temas que eu abordei nesse blog, isso há idos do ano passado. Pois bem, hoje eu já tenho toda a série em casa, e já vi mais de uma vez. Reintero minhas recomendações para que assistam a série. Mas dessa vez falarei muito mais sobre a história e outras coisas mais.

Tudo começou com a criação, que é de David Lynch e Mark Frost. Uma história sem muito pé nem cabeça sobre uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos, na fronteira com o Canadá. Lá, por baixo de uma aparência bucólica de cidade do interior, existem segredos sujos do passado, mentiras, complôs e traições. E no fundo dos bosques que cercam a cidade existe algo também, algo mau, mais antigo que a humanidade e sedento por sangue.

Os estopim é o assassinato de, Laura Palmer. A garota perfeição, rainha do baile é encontrada enrolada em plástico, estuprada depois de fazer sexo com três homens diferentes na mesma noite. Quanto mais se descobre sobre o passado dela, mais aparecem as verdades sobre a cidade. Laura era na realidade se prostituia num bordel na fronteira com o Canadá, era viciada em cocaina e ajudava a traficar a droga para os Estados Unidos.

Com a sua morte, chega na cidade o agente especial do FBI Dale Cooper (o antigo queridinho de Lynch, Kyle MacLachlan), uma espécie de super investigador, filósofo e paranormal. Sim, uma espécie de Foz Mulder, só que antes do Fox Mulder. Combinando lógica pura, um grande talento de criminologia e uma espécie de conhecimento em ocultismo para resolver os mistérios, ele logo se tornou um dos personagem mais carismático na série.

Alias, o elenco é um show a parte. Podemos lembrar de conhecermos boa parte dos artistas que participaram dela, talvez não de nome, mas sim de rosto. E todos os personagens são muito bem elaborados, todos eles. O casalzinho insuportável Donna e James. O capitão do time de futebol Bobby Briggs, e seu pai, o interessante Major Briggs. A mulher do tapa-olho Nadine, e seu marido, o Big Ed, com sua paixão por Norma, e o marido deliquente dela, Hank. O pessoal da delegacia de polícia, o xerife Trumman, o índio perseguidor Hawk e Andy, o policial que sempre chora quando alguem morre. Claro que eu não poderia deixar de lembrar de linda Audrey Horne, a minha preferida de uma série de lindas mulheres.

A trilha sonora é de Angelo Badalamenti. Isso pode não parecer novidade para os conhecedores do trabalho de Lynch, que tem em Badalamenti o mesmo que Federico Fellini tinha em Nino Rota. Não que isso seja um problema, o diretor tem direito de delegar as funções para seus homens de confiança. E, como no caso de Fellini, foi uma decisão acertada. A trilha de Twin Peaks é uma das melhores que eu conheço, temas lindíssimos, combinados com uma belíssima fotografia. Para terem uma noção eu nunca passei a abertura do serdiado, muito pelo contrario, sempre aumentei o volume e prestei muita atenção.

Moral da história, e novamente repetindo aquele post antigo, posso dizer que é um dos melhores e mais interessantes seriados que eu assisti na TV até hoje. Do nível dos grandes seriados, como Star Trek e X-Files (sou muito nerd?).

Fica a dica galera. A primeira temporada é fantástica, a segunda peca em alguns momentos, mas tem outros lendários. Assistam!

Written by Dyeison Martins

23 de junho de 2010 at 18:53

Publicado em Seriados

O bom mocismo e a tolice de Kaka

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É raro eu usar esse espaço para escrever sobre uma das polêmicas do dia. E também não é essa uma polêmica do dia, e sim de ontem. Mesmo assim, achei que seria interessante escrever sobre o incidente do Kaká com o marfinense (sequer lembro qual deles era) no jogo de ontem.

Enfim, do meu ponto de vista, que não é o único válido, mas é o único pelo que eu colocaria “minha mão no fogo”, eu acho que o Kaká mereceu ser expulso, apesar do lance em questão não ser violento.

Vamos com calma. Kaká já havia perdido seu controle emocional muito antes. Já havia até tomado um amarelo. Alias, um dos poucos amarelados por um juiz que deixou o pau rolar solto, por parte dos marfinenses. Elano foi quase operado, e o juiz deu um amarelinho. Todos falavamos, principalmente o narrador da Globo. Era necessário tirar o Kaká logo, antes que ele tomasse o vermelho.

Ai, num lance de uma infantilidade quase vexatória, Kaká deixou o cotovelo e o marfinense colocou a mão na cara e caiu no chão. Daquele tipo que aprendemos a fazer com os argentinos. Sim, pegue um bloquinho e digite no YouTube “argentinos catimbando” e aprenda, eles entendem disso desde sempre. Suspeito até que eles aprenderam primeiro a catimbar, depois jogar futebol. Ok, primeiro bater, depois catimbar, e depois jogar futebol. Mas fazem os três bem. Diferente do brasileiro, que primeiro aprendeu a jogar futebol, agora recem tenta aprender a bater. Catimbar? Há, você só pode estar brincando.

Agora, é certo partir para a agressão com um adversário? Ninguém tem sangue de barata, é verdade. Seus companheiros sendo surrados, e você, membro fervoroso de uma religião de procedência duvidosa que é… não creio que administrada seja o termo apropriado, mas é o que melhor me vem a cabeça… por um casal de procedência e intenções mais questionáveis ainda e precisa tomar uma atitude. Afinal, apesar dos pesares, você é o líder, o camisa dez do time. Então, dar uma no meio de um marfinense é uma atitude completamente aceitável, mesmo moralmente falando. É aquela coisa de honra e orgulho de homem, difícil de explicar, porem fácil de entender, se você é um.

Ai faltou a malandragem, a já referida catimba. E para catimbar, é necessário sangre frio. Kaká podia esperar uma dividida, ou mesmo forçar uma dividida, e solar um adversário. Deixar o cotovelo numa disputa de bola alta. Dar um carrinho mais forte, mais ainda na bola. Tudo isso é “válido”, e difícil de um juiz punir, ainda mais um tão perdido como o de ontem.

Mas ele fez o óbvio. Deixou o cotovelo quando o marfinense vinha na sua direção. E depois tentou sair de fininho. Estudos comprovam que muito mais inteligente que isso é simplesmente ficar lá e fazer uma cara de não de fiz nada. Ainda rir da cara do adversário e fazer sinal de se jogou. Mas não, saiu de perto e deixou o bolo acontecer. Claro que o juiz ia ter que expulsá-lo, para mostrar que estava com o jogo na mão, apesar disso naõ ser verdade.

Essa é minha crítica ao Kaká. Vejam que eu até dei exemplos de maneiras de se impor no jogo, sem grandes consequências. Mas todas elas seriam úteis para um cara com sangue frio e calmo. Esse é o problema. Um jogador já experiente, rodado e que já jogou várias decisões como Kaká deveria lidar melhor com a situação. Ainda mais uma liderança no grupo. Só que o bom mocismo, a imagem (que eu até acho verdadeira) de cara íntegro e com valores dele faz com que ele não tenha a malandrágem, a manha de ser sujo quando é preciso ser sujo. Agora acho que é tarde para aprender.

Written by Dyeison Martins

21 de junho de 2010 at 17:46

Publicado em Futebol

Uma prova ao gosto do velho Villeneuve

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E que prova vimos no Canadá, que merda.  Uma corrida disputadíssima. Desde a primeira até a última volta houveram disputas entre as posições. Com uma Ferrari mais competitiva, uma McLaren comandando os treinos e uma RBR mais apática que o normal foram a tônica da corrida. Teve como herói um piloto como Lewis Hamilton e uma Ferrari novamente andando na frente, como o velho Gilles Villeneuve gostaria.

O treino já havia sido ótimo. Nas últimas voltas a pole passou por Sebastian Vettel e Mark Webber da RBR, Lewis Hamilton da McLaren e Fernando Alonso da Ferrari. No final, os 4 primeiros foram Hamilton, Webber, Vettel e Alonso nos quatro primeiros lugares, com Jenson Button da McLaren, Robert Kubica da Renault e Felipe Massa da Ferrari. Webber teve que trocar a caixa de câmbio, então teve que largar em sério, e todos os outros ganharam uma posição. Quanto ao consumo de pneus, que foi excessivo, todos menos Hamilton e Alonso largaram com pneus duros.

Luzes vermelhas apagaram e todos saltaram. Hamilton fica na frente, com Vettel e Alonso disputando a segunda posição. Massa largou muito bem, e se viu disputando posição com Vitoanotônio Viuzzi, da Force India, e Button. O brasileiro acabou apertado, tocou Viuzzi e caiu para o final do grid. As três primeiras posições se mantiveram, com Hamilton, Vettel e Alonso. Webber ganhou a quarta posição, e Button ia em quinto. Depois, outros pilotos que não conseguiam manter o mesmo ritmo desses que iam na frente.

Cedo Alonso e Hamilton pararam nos boxes, e quando sairam Alonso ganhou a posição de Hamilton. Eles competiram por mais algumas voltas, no seu duelo particular. Enquanto os outros pilotos iam parando, eles iam num ritmo fortíssimo. O último a parar foi Adrian Sutil, da Force India. Alonso tentou ultrapassá-lo, mas este soube segurar sua posição. Numa manobra perfeita, Hamilton conseguiu ultrapassar os dois e assumiu a liderança da prova. Button já vinha perto dos dois.

Na RBR, as estratégias foram meio estranhas. Vettel colocou o pneu macio muito cedo. Então caiu para trás do grid. Webber segui nos pneus duros, mas depois ficou muuuito tempo com os pneus duros, perdendo muito tempo e desempenho em relação aos outros.

Hamilton voltou para os boxes. Alonso seguiu na pista, e anotou a volta mais rápida da equipe.  Ia para uma segunda volta voadora, quando ficou encaixotado atrás de Jarno Trulli, da Lotus, e perdeu quase dois segundos. Isso foi fatal para sua pretenção de voltar a frente de Hamilton, nesse duelo particular entre os dois ex-companheiros da McLaren.

Webber ia na frente, tranquilo. Hamilton, Alonso, Button e Vettel. Só que os pneus duros dele estavam cada vez mais desgastados. Ele queria trocar direto para os macios. Só que perdia mais de dois segundos por volta em relação aos três atrás dele. Vettel não conseguia acompanhar eles, pois seus pneus também estavam desgastados, devido as questionáveis estratégias da RBR.

Lá atrás no grid, Massa ia aos poucos ganhando posições. Mas estacionou atrás de Viuzzi, e ficou lá até quase o final da prova. Quando finalmente passou Viuzzi, teve que lidar com Sutil. No final da prova, passou Sutil, e quando foi para cima de Michael Schumacher, da Mercedes, foi tocado e teve que voltar para os boxes. Perdeu todas as posições e chances de conseguir pontos.

Webber foi para os boxes, e teve que se contentar em ficar atrás de Vetter. O alemão também apresentou novamente problemas com seu carro, como vem sendo norma esse ano.

Alonso ficou novamente encaixotado atrás de Karin Chandhok, da Hispania, e Button o ultrapassou. O atual campeão tentou ainda começar uma perseguição atrás de Hamilton, mas o inglês havia economizado razoavelmente seus pneus e conseguiu manter um bom ritmo. Nova dobradinha da McLaren, dessa vez com Alonso atrás deles.

No campeonato, Lewis Hamilton é o novo lider. Jenson Button segue em segundo. Mark Webber cai para terceiro, e Alonso se mantém em quarto.

Considerações finais

A McLaren desbancou a RBR e é agora a grandona entre as equipes. Principalmente nesse circuito de alta velocidade, o motor Mercedes mais o duto frontal fizeram a diferença, para não falarmos da qualidade dos pilotos, a melhor dupla do grid. Hamilton é veloz e arrojado, Button é mais conservador, mas também é veloz e consistente.

A RBR além de perder seu status de melhor equipe, se atrapalha em estratégias dúbias e pouco eficientes.

A Ferrari conseguiu crescer um pouco mais. Espera-se um carro completamente novo para Valência, para colocar a equipe definitivamente na briga. Mesmo com os erros de Alonso, ele ainda está na briga do campeonato. Massa, por outro lado, já perdeu o campeonato.

As outras, inclusive a Mercedes, ficaram para trás. Vão assistir o campeonato, e depois ver se conseguem pontos.

Written by Dyeison Martins

17 de junho de 2010 at 16:13

Publicado em Automobilismo

Pausa para a Copa do Mundo

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Em primeiro lugar desculpem a demora em atualizar esse blog. Acontece que eu estava de aniversário e correndo como um louco tentando resolver “coisas”, mas aqui estou eu de novo, com a vantagem de ter ficado mais velho, maduro e experiente na vida depois desses 5 dias sem postar nada…

Os, vimos o Grêmio cair da Copa do Brasil e ter uma série de problemas de lesões. Nessas últimas rodadas, da derrota contra o Palmeiras do Palestra Itália até a derrota contra o São Paulo no Morumbi, vimos um Grêmio se arrastando em campo. Curiosamente o time do Departamento Médico do Grêmio teria boas chances de brigar pelo Brasileirão. Vamos ver, Mario Fernandes, Souza, Ferdinando, Willam Magrão, Fabio Santos, Neuton e Borges… Uma senhora base, todos retirados a força do time.

Enfraquecido, com uma série de improvisações, o Grêmio ainda foi carregado nas costas pelo Mestre Jonas (apelido que um narrador deu para o jogador, e que nesse momento cai como uma luva). Só que ai o Jonas foi suspenso dos dois ultimos jogos, e o time ficou meio que necessitado de qualquer coisa. Hugo tomou a cruz, e fez o melhor que pode. Mas uma andorinha só não faz verão, como eu acho que já ouvi alguem dizer.

O time do Grêmio tem potêncial para brigar pelo título, só não vê quem não quer. O único problema do time é o ataque. Não o titular, que é um dos melhores do país (quantos podem se gabar de ter um ataque como Jonas e Borges), mas o problema é que não há reposição para eles. Se ambos sairem ao mesmo tempo, com oaconteceu nas duas ultimas rodadas, ai sim vira um Deus nos acuda.

O Silas até tenta fazer o melhor, mas sem a matéria prima, podiam chamar o Rinus Mitchell que não acontece nada. Ele até criou para o jogo no Morumbi uma mega faceira versão de meio de campo, com Rochenback -que está jogando muita bola- , Maylson, Hugo e Douglas. Esse meio criou diversas situações de perigo, mas contando com o apoio negativo de Bruno Collaço pela esquerda, onde aconteciam a maioria dos lances, devido ao canhotismo excessivo do time (nada contra os canhotos, eu sou um deles). Mas sem ataque, fica complicado.

Não sei se essa parada será uma boa coisa para os outros times, mas para o Grêmio sim. Recuperar os lesionados, entrosar o time e reforçar a preparação física. No final com uns amistosos para devolver o ritmo de jogo.

E QUE VENHA A COPA DO MUNDO!

Written by Dyeison Martins

8 de junho de 2010 at 16:52

Publicado em Grêmio