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Archive for maio 2010

GP da Turquia: Brigas de hoje, e brigas que virão

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Quem assistiu o GP da Turquia, de Formula 1, viu uma boa corrida. Meio arrastada, até a metade final, mas mesmo assim uma boa corrida. Decidida por causa da juventude de um talentoso piloto, é verdade.

Não há muito que falar do início. O iluminado Mark Webber fez a pole, sua quarta no ano, e a terceira seguida. Já ultrapassou seu companheiro Sebastian Vettel nas classificações. Lewis Hamilton ficou entre eles, e Jenson Button logo atrás, no 4° lugar, mostrando o crescimento da McLaren. A Ferrari, comemorando seu 800° GP, conseguiu apenas um 8° com Felipe Massa e um 12° com Fernando Alonso. A Scuderia mostra que decaiu muito no decorrer da temporada, considerando que começou com o melhor carro. Hoje que além de RBR e McLaren, a Mercedes a talvez a Renault já conseguiram superá-la.

A largada foi tranquila. É verdade que quem largou do lado sujo da pista perdeu posições, principalmente Hamilton para Vettel e Button para Michael Schumacher. Mas ainda na primeira volta ambos conseguiram retomar suas posições. E foi assim, os quatro primeiros carros, Webber, Hamilton, Vettel e Button correndo, e rapidamente abrindo uma grande vantagem para os outros pilotos.

As únicas alterações foram acontecer na primeira rodada de pit-stops. Hamilton acabou perdendo tempo, e perdeu sua posição para Vettel. Alonso não conseguiu passar na pista, mas conseguiu o décimo lugar, ficando atrás do russo Vitaly Petrov. Ficou assim os dez primeiros: Webber, Vettel, Hamilton, Button, Schumacher, Nico Rosberg, Robert Kubica, Massa, Petrov e Alonso.

A pressão entre os quatro primeiros era iresistível. Eles ficavam entre si trocando voltas rápidas. Webber ditava o ritmo, Vettel não conseguia chegar muito perto, e também tinha que lidar com Hamilton, que não dava tregua. Button administrava, bem no seu estilo. Deixava uma pequena margem, mas quando sentia que eles estavam se distanciado, fazia uma volta voadora e encostava de novo. Poupando pneus e combustível.

Com o grande consumo de combustível, Mark Webber começou a diminuir os giros de seu motor. Vettel se aproveitou disso e tentou passar na reta. Webber não abriu, e ambos se chocaram. Vettel abandonou, e Webber conseguiu voltar em terceiro. Hamilton assumiu a ponta, com Button em segundo. Vettel ergueu a mão reclamando, xingou o companheiro, fez sinais com a mão… e jura de pé junto que a culpa não foi dele. Olhem nos vídeos. A minha opinião é que Webber seguiu no traçado normal, Vettel calculou errado e se fudeu mesmo. A equipe ficou puta da cara nos boxes.

Foi a vez de Button ir para cima de Hamilton. Mas Button não é Vettel. Dividiu a reta, escolheu ficar por fora na primeira curva para ter a vantagem na segunda. Mesmo assim Hamilton não deixou, e Button preferiu abrir na dividida para sair inteiro (e ganhar os pontos do segundo lugar). Mesmo assim a McLaren mandou ambos diminuirem o ritmo.

No final Alonso conseguiu passar Petrov, mas acabou furando o pneu do russo. Este voltou para a pista e ainda assinalou a volta mais rápida.

Considerações finais

Pode ser que eu esteja errado, mas acho que vai estourar uma guerra na RBR. Vettel não tem os privilégios que parecia ter, e não soube lidar com o momento de ser constantemente inferior ao companheiro. Webber não vai afrouxar também. Será divertido, preparem-se.

Em Woking, está tudo bem, por enquanto. Nao acredito numa briga entre Hamilton e Button, pelo menos por enquanto. Ambos duelaram limpo, e sairam sabendo que conseguiram o que podiam. Uma hora um vai ser melhor, em outra hora outro.

A Renault cresceu na parada. Kubica é um grande piloto, e Petrov mostra sinais de poder se tornar um com tempo.

A Ferrari ficou para trás. Alonso está errando demais, muito mais do que é normal para um piloto do seu nível, e Massa passa a corrida sem fazer nada. Se a Scuderia não reagir logo, ficará para trás.

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Written by Dyeison Martins

31 de maio de 2010 at 18:10

Publicado em Automobilismo

O final do LOST, e a sensação de “me enganaram”

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Ok, terminou finalmente a série LOST. Eu já escrevi aqui que considero ela uma das mais polêmicas de todos os tempos na TV. Nenhuma série antes tinha criado tamanho frisson sobre qual seria a realidade. Bem, talvez alguma tenha, mas não é do meu tempo (suspeito que minha também adorada Twin Peaks tenha feito algo assim com a morte de Laura Palmer, a versão gringa do mistério “quem matou Odete Roitman”).

Terminou, e não respondeu merda nenhuma. Mas foi legal mesmo assim. Por exemplo, não ficamos sabendo o que era a tal Ilha. Ficou como apenas um lugar mágico, de grande poder e que precisava de um guardião, para protege-la das forças do mal (tipo o Castelo de Greyskull, só troque o Esqueleto por uma fumaça preta).Também ficou sem explicação o porquê das viagens no tempo (a explicação não veio, mas ficou no ar aquele cheiro de “esquecemos de pensar nisso”).

Isso descontando coisas menores como de onde surgiram as construções na Ilha – tudo bem que o Jacob e o “mano” ficaram bastante tempo lá ratiando, mas não construiram tudo aquilo sozinhos – de onde apareceram os ursos polares (espécie nativa?) ou o que era verdadeiramente a Dharma, e como ela descobriu a Ilha. Lendo algumas outras coisas, lembro do Walt. Eu nem lembrava da existência do menino-prodígio. Claro, nem foi falado o nome dele na última temporada. Ou como o Richard podia sair da ilha, e como raios ele e o Ben tinham tanto dinheiro? Eles eram mega-magnatas? E também não explicou do porquê o Jacob manter os Outros na Ilha, já que eles só ficavam ratiando lá. Estou intencionamente esquecendo o Super Desmond viajante do tempo.

Quanto ao final, ele pareceu ter sido escrito pelo Manoel Carlos. No último episódio todo mundo se encontra, relembra de sua vida passada e fica feliz para sempre. Nada contra o final em si. Ele seguiu o que foi o tema da última temporada. No final, a história do paraíso paralelo onde todos tiveram segundas vidas foi bem interessante. Um final mais religioso e introspectivo, se esquecermos a cena “Mortal Kombat” entre Jack e Locke.

No final, eles terminaram sim a serie. Mas esqueceram de baastante coisa. Ficou no ar um “ah, vamos terminar isso de uma vez”. Alias, desde lá pela terceira temporada já estava no ar a dúvida: como eles vão terminar isso, é tanta ponta solta… no final, foram realmente pontas soltas demais.

Me enganaram por seis anos, mas não posso dizer que não curti a viagem até aqui. Teve excelentes momentos (lembram dos “Cinco Momentos mais importantes da minha vida” do Charlie, na quarta(?) temporada), e uns nem tanto. Mas valeu a pena chegar até aqui. Pelo menos em parte.

Written by Dyeison Martins

28 de maio de 2010 at 17:39

Publicado em Seriados

Pokemon do Game Boy

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É realmente necessário comentar a qualidade desse jogo? Quem não jogou (ou, vamos admitir, baixou o emulador) para jogar esse brilhante jogo, um dos melhores RPGs disponíveis no mercado?

Falo desde aquele primeirão, ainda do Game Boy preto e branco, o conhecido (e amado) Pokemon Fire/Red? Depois, no vácuo do desenho (bem meia boca, vamos admitir) saiu o Pokemon Yellow, que permitia o jogador começar com um Pikachu, diferente dos originais Charmander, Squirtle e Bulbasaur.

Foi essa a geração mais popular, tanto que depois foi revisitada (e ampliada) no Game Boy Advanced com a ótima série Pokemon Fire Red/Green Leaf. Nela, usando os recursos de um console mais poderoso, a história e personagens originais (mais alguns pokemons novos, e também umas poucas novidades). Foi um sucesso, apesar de ser apenas um golpe caça-níquel para ganhar dinheiro com uma mesma história. Só que isso não foi escondido. Remakes são válidos, exceto quando vira um Mega Super Hyper Street Fighter II Turbo Master of the World Warrior Championship and others Great Challenge Events Deluxe Edition.

O grande problema de Pokemon foi que acabou se criando uma aura infantil nele. Isso é meio que norma, na casa casa da Nintendo, com seus Marios e Zeldas da vida. Aquele desenho (que também fez um sucesso muito grande na década de 90) não ajudou muito.

Mas se o seu negócio em games é RPG (ou pelo menos curte), é um jogo variado, que pelo grande número e variedade de pokemons o permite criar modos completamente diferente de jogos. Não se trata só de zerar o jogo, ou capturar todos eles. É legal evolir eles, descobrir maneiras de tornar sua equipe mais competitiva e variada.

Um grande RPG, que muitas vezes não tem o valor merecido.

Written by Dyeison Martins

26 de maio de 2010 at 18:34

Publicado em Games

Final da Liga e partida entre conceitos

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Madrid estava em polvorosa. O Santiago Bernabeu estava lotado. O estádio -cujo nome é uma homenagem a um dos maiores (muito provavelmente o maior) presidentes do Real Madrid, aquele que conquistou as 5 primeiras Champions League, que contratou Alfredo di Steffano, Ferenc Puskas, Francisco Gento e Raymond Kopa, alguns dos maiores gênios de seu tempo – estava lotado. Muito justo que a final da maior competição de futebol do mundo seja no Estádio desse grande visionário e amante do melhor futebol.

Em campo, duas camisas tradicionalíssimas. O Bayern de Munique e a Internazionale de Milão. Jogadores de todos os lugares do mundo, e – salvo a ausência dos dois melhores do mundo, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo – o que há de melhor no futebol. Os dois times campeões do campeonato nacional e da copa de seu país (esse ano isso aconteceu mais que o normal). Tinham derrotado todos os que haviam passado no seu caminho, entre eles times do calibre de Milan, Chealsea, Manchester United e Lyon.

Escolas e estilos diferentes. O alemão Bayern é treinado pelo holandes Louis van Gaal, e joga como manda a cartilha de seu treinador; um time ofensivo, que mantém a posse de bola sempre. Já a italiana Internazionale, também segue a cartilha de seu treinador, o português José Mourinho; pega a bola e parte rapidamente para o ataque, com passes precisos e 100% de objetividade.

Ambos os times jogaram como queria, segundo as escolas de seus treinadores. O Bayern tinha a posse de bola e tocava ela bastante, enquanto a Inter marcava e ia rápido para o contra-ataque. O peso da balança seria a eficiência.

Do lado bávaro, o centroavante Olic pouco via a bola. Robben ficou na ponta direita, como sempre, mas rendeu menos que o costume. Frank Ribery não jogou, jogou o turco Altintop no seu lugar, com muito empenho, mas pouco futebol. O Bayern ficou tocando a bola, sem ir a lugar nenhum.

Enquanto isso, entre os milaneses, a situação não estava muito melhor. Se defendendo bem, sem dar oportunidade para o Bayern, a Inter parecia pouco insipirada. Pandev esteve invisível no jogo, o mesmo que Eto’o. Diego Milito era o único no campo do adversário, tendo que brigar com três. Sneijder estava pouco inspirado. Maicon não avançava.

Essa foi a tônica dos primeiros trinta minutos. Muito empenho, pouca inspiração. Até que Julio Cesar da um chute para a frente (o popular bago). Milito escora de cabeça para Sneijder, que devolve na medida para o argentino, cara a cara com Butt. Fintou o goleiro e colocou a bola fora de seu alcance. Um a zero para a Inter.

O Bayern acusou o golpe. Alguns poucos minutos depois, Milito recebe a bola cara a cara contra seu compatriota Demichellis. Dribla e rola com carinho para Sneijder fazer o segundo. Mas o holandes, numa noite pouco inspirada, chutou muito mal. Foi um gol feito desperdiçado. Terminou assim, 1×0 no primeiro tempo, com o Bayern aliviado por ser só isso.

Os times voltam mais decididos ainda do intervalo. O Bayer logo no início perdeu uma grande chance, com Müller. Julio Cesar foi constantemente acionado, e em todas as intervenções foi muito bem. O Bayern precionava, e parecia questão de tempo para o empate. Mas um cara estava iluminado em campo.

Criado na “Academia”, o Racing de Avellaneda, Diego Milito havia sido um total desconhecido por muito tempo. Até um grande ano no Genoa, onde só não foi artilheiro do Campeonato Italiano por um tento. Contratado pela Inter, sua grande chance num clube italiano. Lá, foi o artilheiro do time na temporada, segundo colocado na tabela geral de artilheiros do campeonato italianos (de novo). Mais que isso, fez o gol da vitória contra o Siena, a última partida e que acabou dando o scudetto para a Inter. Também fez o gol da vitória contra o Roma na final da Copa da Itália. Havia sido o destaque no jogo contra o Barcelona, no Giusseppe Meazza.

Bem, Milito já havia feito o primeiro gol. Mas no maior momento de aperto da Inter, ele pegou a bola perto da área, deu um drible de craque  no belga van Buyten e chuta com frieza, fora do alcance de Butt. Dois a zero, e partida morta. Os alemães se arrastaram até o final.

A Inter pode não jogar o futebol mais bonito do mundo, mas é o mais legítimo futebol resultado. Marcação pesada, toques precisos e os gols não desperdiçados. O futebol força italiano em sua essência, mesmo sem italianos em campo. Tudo bem, Materazzi entrou no finzinho, mas foi só para não ficar feio.

O maior título para o melhor time. Ficou assim para mim.

Written by Dyeison Martins

24 de maio de 2010 at 19:38

Publicado em Futebol

Desclassificação

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Aconteceu o que se temia. O Grêmio perdeu para o Santos na Vila Belmiro, e foi desclassificado. Isso todos sabem. O que interessa na realidade é descobrirmos as causas.

Começa com o jogo aqui no Olímpico. Primeiro na cagada do Silas de escalar o time do 3-5-2. Ofereceu o principal setor do campo para o Santos, que sabia-se ia jogar no 4-4-2. O Grêmio saiu no primeiro tempo perdendo de dois a zero, mas depois que se acertou em campo novamente, conseguiu precionar o Santos. Depois, virou o jogo para 4×2, longe de ser o placar ideal, mas já era alguma vantagem. Mas tomou o terceiro, numa bobeira da zaga. Ai a coisa complicacou.

Mesmo assim, uma vitória é uma vitória. Na Vila tudo poderia acontecer.O primeiro tempo foi bom, mas poderia ter sido melhor. O Grêmio precionou o Santos na Vila, mas não marcou o gol. Teve algumas oportunidades, mas não aproveitou.

Quem não faz, leva. Essa é a regra principal do futebol. O Grêmio não fez quando teve oportunidade, tomou depois. Num belíssimo chute do Ganso. Indefensável, mas não podiam deixar chutar, né seu Adilson. Mas desde o início do segundo tempo o Grêmio havia perdido o meio de campo. William Magrão e Hugo numa noite pouco inspirada, alugaram o meio de campo para um Santos em inferioridade numérica. Isso deixou o time obrigado a jogar no balão, direto da defesa para o ataque. Quanto aos atacantes, Jonas foi bem, Borges nem tanto, perdeu uma excelente chance no primeiro tempo. Edilson surpreendeu jogando muito bem, apoiando com eficiência. A zaga foi segura, não tem culpa por nenhum dos gols.

Quanto a Silas, ele errou. E feio. No primeiro jogo, com o 3-5-2. E na Vila, quando tirou Hugo para colocar Leandro (!?!) sem nenhuma explicação. Alias, essa insistência com Leandro não tem explicação, o cara já teve mais de uma chance, e nunca provou nada. Ou depois tirar o Magrão para colocar William, o poste? Foi movido pelo medo? o time estava bem, não era momento de perder o meio de campo, e muito menos para colocar esse poste inútil, que não sabe cabecear e nem marcar gols. Muito melhor manter o time como estava.

Mas chega de choro. Esse time do Grêmio é o melhor em muitos anos. Pode dar muitas alegrias a torcida. Que venha o Brasileirão e a Sul Americana.

Written by Dyeison Martins

20 de maio de 2010 at 18:21

Publicado em Grêmio

Stephen King e os livros de terror/fantasia

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Eu tive uma fase de detestar os livros do Stephen King, e outra de curtir muito. Hoje talvez me situe num meio termo perigoso, rindo de alguns de seus truques mais simples de literatura para conseguir leitores, mas respeitando e gostando de algumas de suas grandes idéias no quesito terror/fantasia.

Mas antes de falar mais, um rápido parenteses. Por algum motivo que eu desconheço (mas suspeito ser a falta de grana do King quando era mais novo), os filmes baseados em seus livros são ridículos. Alguem ai lembra de “Christine, o carro assassino”? Ou “Cemitério Maldito”? Então entenderam. Ainda não vi “Carrie, a estranha”, mas sempre ouvi falar bem desse. Moral desse parentese: Não julgue Stephen King por seus filmes, e sim pelos seus livros. Mas assistam ” It – Uma obra prima do medo” e “O Iluminado” que são muito bons.

Voltando ao assunto principal. Eu tive a oportunidade de ler alguns livros desse autor. Li alguns quando era mais jovem, como a série de contos “Pesadelos e Paisagens Norturnas” e outro cujo nome não lembro, mas é sobre alienígenas que tomaram um cidade do interior. E mais recentemente, “Insonia” e “A Dança da Morte”. Então farei uma rápida análise sobre esses livros (menos o que eu não lembro o título, e nem tenho certeza se é do King mesmo):

Pesadelos e Paisagens Noturnas: Existem contos muito bons, e outros nem tanto. Lembro de um cara que é atormentado pelo fantasma da esposa morta que quer vingança, outro de um dedo que sai do ralo (isso mesmo, o dedo esta saindo de dentro de um buraco da pia). Posso estar comentendo alguma injustiça, mas lembro especialmente desses. Recomendo.

Insônia: O início é meio arrastado, e ele sofre o conhecido mal dos livros do King, que é “não conseguir escrever algo que tenha menos de 2 mil páginas”.  Mas vale muito a pena. É sobre um idoso que é escolhido por forças superiores para cumprir uma missão específica. Para isso ele primeiro fica sem dormir, depois começa a enchergar a realidade como ela é mesmo, cheia de auras e outros seres, que não humanos. Combina pitadas de terror com fantasia.

A Dança da Morte: Poderia (e ainda vou) escrever um texto especificamente para A Dança da Morte. Por quê? Porque é uma das melhores coisas que eu li até hoje. Considerado por muitos o seu melhor livro, é baseado em um conflito apocaliptico entre as forças do bem e do mal.Vou tentar de novo, agora com mais calma. Também tendo milhares de páginas, ele é divido em três partes. Capitão Viajante, Na Fronteira e O Confronto. Capitão Viajante narra como uma espécie de supergripe (a chamada capitão viajante) se alastrou pelos Estados Unidos, e depois pelo mundo, matando praticamente toda a população humana. Em Na fronteira, os sobreviventes se dividem, uns caminham para o Colorado, seguindo a influência de Mãe Abagail, uma velha negra muito religiosa de mais de cem anos, e outros avão para Las Vegas, onde serão parte do regime de Randall Flagg, um homem negro que comanda os sobreviventes com mão de ferro e uma única pena: crucificação.  Em O Confronto, “os eleitos” partem do Colorado até Las Vegas, onde irão enfrentar os poderes obscuros de Flagg.A história até pode parecer meio estranha, mas quem tiver oportunidade de ler, não vai se arrepender. Um conflito maniqueista, a descoberta do bem e do mal dentro de cada um e noções do livre arbítrio entre os homens, são (pelo menos para mim) temas interessantíssimos. Destaque para a capa original do livro, um homem vestido de branco com uma espada lutando contra um homem de negro com uma foice.

Agora, escolhi falar principalmente do King porque ele é uma espécie de discipulo direto do Mestre Tolkien, e o primeiro dos escritores desses livros rápidos e fantásticos de hoje em dia. Citar J. K. Howlings, ou Stephanie Meyer, ou sei lá, trocentos outros. Foi Stephen King o cara que inventou esse gênero, do best seller de terror e fantasia.

(Sim, eu ignorei propositalmente A Torre Negra. Li apenas “O Pistoleiro”, que não gostei muito. Mesmo assim é uma das maiores sagas da literatura americana, e vou ter que dar um jeito de ler outra hora).

Written by Dyeison Martins

19 de maio de 2010 at 16:57

Publicado em Literatura

O contestado ganha confiança no Principado

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O Grande Prêmio de Mônaco, uma das mais tradicionais provas da história da Formula 1. Está lá desde o primeiro campeonato, em 50, que contou com uma vitória do inigualável Juan Manuel Fangio. Passou pelo Mr. Mônaco, Graham Hill, o Professor Alain Prost, Michael Schumacher… e o Príncipe de Mônaco, Ayrton Senna.

Uma corrida em Mônaco é sempre cansativa. Ela é, indubitavelmente, mais interessante para os pilotos que para o público. São raras as ultrapassagens. Muitas vezes a corrida é definida no sábado, e não no domingo. Mas quem presta atenção nas câmeras on board, ou teve a oportunidade de jogar um desses jogos de corrida (que eu sou viciado, diga-se de passagem), sabem como é tenso, desafiador e divertido dirigir pelas estreitas ruas do Principado.

Bem, tudo começou no sábado. Fernando Alonso vinha dominando os treinos, e a Ferrari parecia a equipe a ser batida. Bem, ela foi. Mais exatamente a de Alonso, na curva Massenet. Chassi danificado, Alonso teria que largar dos boxes. Era o fim da corrida para ele. Ou assim parecia. O também ferrarista Felipe Massa não conseguiu se impor, e ficou num quarto lugar. A pole ficou para o contestado piloto da RBR, Mark Webber. Um surpreendente Robert Kubica, na fraca Renault, ficou em segundo, separando Webber de seu companheiro, o badalado (e talentoso) Sebastian Vettel.

Apagada as luzes, dada a largada, e Webber dispara na liderança. Vettel consegue passar Kubica e assume a segunda colocação. Massa segue em quarto, Lewis Hamilton em quinto, Rubinho Barrichello do nada aparece em sexto, com as Mercedes de Nico Rosberg, Michael Schumacher e Jenson Button atrás.

Ainda na primeira volta, o alemão da Williams Nico Hulkenberg acerta o túnel. Destroços pela pista, bandeira amarela e Safety Car. Nesse momento, os dois ultimos colocados, Fernando Alonso e Bruno Senna entram nos boxes, e trocam seus compostos macios pelos intermediários. Só precisariam trocar de pneus novamente se esse se desgastasse demais.

Começa “la remontada”. Alonso passa por Karun Chandhock da Hispania ainda nessa volta. Depois, tenta passar Luca diGrassi da Virgin. O brasileiro fecha Alonso (o que gerou um xingamento e uma mão levantada do espanhol),  mas depois de uma ou duas voltas passou. No final, isso manteve Hamilton – e talvez Massa – na frente de Alonso. Pois depois ocorreu a primeira parada, Massa e Hamilton sairam com uma pequena vantagem para Alonso. Rubinho perdeu as posições para a Mercedes. E o carro do Button superaqueceu, porque esqueceram de tirar a tampa do duto de ar.

Rosberg se manteve na pista, para tentar conseguir alguma vantagem. Nos tempos antigos de reabastecimento, isso poderia ser relevante. Rosberg conseguiu os melhores giros enquanto teve pneus, mas incistiu em ficar na pista mesmo quando eles já tinham se ido. Perdeu tempo, e voltou atrás de Schumacher.

Como era Mônaco, a situação já estava definida. Webber ia na frente. Vettel não conseguia acompanhá-lo. Kubica conseguia andar perto de Vettel. Massa fiou atrás, com Hamilton mais atrás e Alonso beeem mais atrás, concentrado em só administrar os pneus. Schumacher tentava precionar, mas sem condições.

Seguindo o final de semana negro da Williams, é a vez de Rubinho se jogar nos guard-rails. Novamente safety car na pista. Rubinho jogou seu volante longe e saiu correndo. O volante acertou o carro de Chandhock.  Mas o indiano seguiu firme na corrida, apenas com algumas voltas de desvantagem.

O safety car não fez diferença nenhuma. Tudo seguiu como esta indo. Até a volta setenta e poucas.

Jarno Trulli, veteraníssimo (bem, não comparando com Pedro de la Rosa, Schumacher e Barrichello, o trio terceira idade, é claro), tenta ultrapassar Chandhock na Rascasse. Sim, na Rascasse, a curva mais impossível de acontecer um ultrapassagem da Formula 1, perdendo apenas para a também monegasca curva do Hotel (aposto dinheiro que nunca aconteceu uma ultrapassagem lá, um harpin que se faz na primeira marcha). Resultado óbvio ululante: ambos batem. Uma batida feia, com a Lotus por cima da Hispania. Resultado? Safety car na pista.

O carro madrinha (pela terceira vez na pista) conduziu todos calmamentes até a última volta, com todos em suas respectivas posições. Na realidade não. Na ultima volta, com o carro madrinha saindo, Schumacher passou Alonso na  curva depois da Rascasse. Ficou com o sexto lugar, por algumas horas.

No regulamento, que é claro nesse aspecto, sabemos que as ultrapassagens só são válidas depois de passar a linha de chegada, ou seja, abrir uma nova volta. O velho “Dick Vigarista” tentou um golpe, mas saiu punido. Caiu para a 12a posição, saindo dos pontos. Ou ele pode já estar sendo atingido por outro alemão (o tal de Alzheimer) e ele esqueceu da regra.

E terminou assim mesmo. Mark Webber, de ponta a ponta, Sebastian Vettel e Robert Kubica no podium. Felipe Massa, Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Nico Rosberg, Adrian Sutil, Antonio Liuzzi e Sebastien Buemi também nos pontos.

Considerações finais

A RBR finalmente tomou seu lugar de direito, na liderança tanto nos pilotos como nos construtores. E é surpreendete que o tão contestado Mark Webber sejá o lider. De piloto incapaz de dirigir numa equipe de ponta para o dono da maior equipe do grid, é visível o bom momento e a evolução do australiano. Vettel não pode com seu companheiro nas duas ultimas provas, e também vez tendo um azar absurdo.

A Ferrari foi um carro forte nessa etapa. Recuperou bastante do terreno perdido, passando a frente da McLaren, por exemplo. Mesmo assim o erro de Alonso nos treinos o tiraram a possibilidade de pole e vitória no Principado. Mas a sua grande recuperação o manteve nos mesmos três pontos atrás dos líderes. Quanto a Felipe Massa, ainda segue como carta fora do baralho. Uma boa chance de melhorar sua situação é ir bem no GP da Turquia, onde já venceu três vezes e sempre vai bem.

Quanto a McLaren, foi mal no circuito. Lewis Hamilton conseguiu uma boa 5° colocação, e Jenson Button não conseguiu se firmar em nenhum momento, até sair de maneira bizonha da prova. A Mercedes também não convenceu. É uma equipe de meio do grid, apenas isso.

E Robert Kubica é, até o momento, o melhor piloto do grid. Vem muito bem, somando pontos importantes, na sua missão que é conseguir uma equipe melhor para o ano que vêm.

Agora, GP da Turquia. Será que as outras se aproximam da RBR? A Ferrari pareceu estar melhor, manterá seu ritmo para conseguir competir? a McLaren vai dar sinal de reação? Kubica vai tirar mais um coelho da cartola?

Written by Dyeison Martins

17 de maio de 2010 at 18:02

Publicado em Automobilismo