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Archive for abril 2010

A retranca italiana x o virtuosismo catalão

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Cheguei em casa nos 30 minutos do segundo tempo de Barcelona x Internazionale. A cena que vi levaria Celso Roth às lágrimas. Victor Valdez, goleiro do Barcelona, na linha de meio de campo, tocando a bola para um dos jogadores do seu time, que estão todos no campo da Inter. Todos os jogadores da Inter estão dentro de sua área, ou poucos metros a frente. E deu certo.

Do lado catalão, o Barcelona precisava atacar. E tentou fazê-lo, mas de uma maneira questionável. Ficava tocando a bola o tempo inteiro, para a direita e para a esquerda. E só. Tendo todo o campo para usar, perdeu sua principal qualidade: as triangulações envolventes e rápidas no meio de campo, com o objetivo de deixar os atacantes na cara do gol. Geralmente da certo. Mas não adianta nada se o time adversário te da todo o campo para ficar tocando a bola, menos onde interessa.

Ai, tendo que mudar o seu estilo de jogo, o Barça faz o que? Fica tocando a bola perdido de um lado para o outro. E só. Não arrisca de fora da área, não faz chuveirinho, nada. Seus cruzamentos para os atacantes (de 1.6, 1.7 metros de altura) são facilmente interceptados por Samuel e Lúcio (o menor deles deve ter 2.1m). Logo, também não daria certo. O que fazer então?

Qualquer outra coisa, menos o que o Barça fez. Ficou tocando a bola de um lado para o outro, tentando buscar um espaço que não existia. Não finalizou em momento algum. Eu só vi três finalizações do Barça em 20 minutos, uma cabeçada que o Bojan perdeu cara a cara com o Julio Cesar, o gol que o Piquet fez (impedido) e outro gol bem anulado, pois a bola bateu na mão do jogador barcelonês. Fora isso… nada.

E era exatamente o que José Mourinho, o auto-intitulado “The Special One”, queria. Ele propôs esse jogo, porque seria mais vantajoso. E foi exatamente o que aconteceu. A Inter que tem Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Samuel e Zanetti, com Cambiasso entrando como terceiro zagueiro, é um time com uma defesa fortíssima. Bem treinada, taticamente diciplinada e forte nos combates, tanto por cima quanto por baixo. A Inter, depois de ter Thiago Motta expulso (injustamente), se armou num 5-4-0, onde são 5 dentro da área, 4 na frente dela e ninguem perto da linha do meio de campo. Etoo e Milito exerceram a função de wingers, marcando os laterais azul-grená.

Isso quer dizer que a Inter é um time defensivista? Nem pensar.  A Inter ganhou do Chealsea e do CSKA FORA de casa. Joga com um ataque com Etoo, Diego Milito e Pandev. É um time muito ofensivo, que as vezes termina os jogos com 4 ou 5 atacantes. E que venceu o Barça lá em Milão por 3×1. O “combinado Brasil-Argentina” (segundo o sábio Galvão Bueno) mereceu essa vaga na final da Champions League.

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Written by Dyeison Martins

30 de abril de 2010 at 19:11

Publicado em Futebol

A retranca italiana

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Cheguei em casa a tempo de ver apenas os últimos 15 minutos entre Barcelona e Internazionale. E o que eu vi seriam suficientes para levar Celso Roth às lágrimas. Aquelas lágrimas orgulhosos, do “eu já sabia”. José Mourinho, Deus da tática e auto-intitulado “The Special One”, armou a maior e mais varzeana retranca, mas que foi suficiente para passar de fase.

Sério, a cena que eu vi quando liguei a TV do meu quarto foi a seguinte. O volante do Barcelona, Victor Valdez, domina a bola no meio de campo, e toca para um jogados já na intermediária. Todo o time do Barcelona estava no campo de ataque (menos o goleiro, que estava na risca do meio de campo), enquanto TODA a Inter estava dentro de sua área, ou alguns poucos metros da frente. Uma parede branca, sendo atacada de maneira implacável pelos azul grená. Ou não.

O Barcelona tinha a posse de bola, e tocava de um lado para o outro. Quantos chutes perigosos a gol eu vi nos 20 minutos de jogo? Dois, o gol (em que Piquet estava impedido) e outro gol onde um dos jogadores do Barça tocou com a mão na bola. E teve também uma cabeçada do Bojan a queima roupa, onde ele perdeu um gol feito. Fora isso, toque-toque para cá e para lá, sem chutes de fora da área, sem chuveirinho… Nos escanteios a jogada era rolar a bola para o jogador mais perto, e seguir tocando a bola. Julio Cesar fez defesas importantes, no primeiro tempo, mas depois.

O Barcelona é o melhor time do mundo? Provavelmente é. Mas abusa demais dos toques na meia cancha. Lembrou um pouco a Espanha ano passado contra os Estados Unidos. Muita posse de bola, e pouca objetividade. Foi a mesma coisa na quarta. O Barça tinha a bola, mas não tinha espaço. Sem espaço para suas triangulações, não pode agredir a Inter.

Quanto a Inter, está de parabens. Foi lá em Milão e venceu por 3×1, dando a posse de bola, mas sempre chegando com perigo. No Camp Nou, se fechou todo. Quando teve um jogador expulso, passou para a formação que eu mencionei antes. 5-4-0. Sendo 5 dentro da área, 4 na frente dela e ninguem no ataque, ou pensando em atacar. É feio, é. Mas deu resultado.

E foi a mesma Inter, do ofensivo José Mourinho, que ganhou em Stamford Brige e na Russia. Logo, está longe de ser um time retrancado. Joga com Etoo, Diego Milito e Pandev no ataque. Pandev não jogou na quarta, mas Etoo e Milito jogaram quase nas laterais, concentrados na marcação.

Novamente, a disciplina tática e entrega venceram o virtuosismo no futebol. A Alemanha (ta, quase sempre a Alemanha vence assim, prova máxima), a Itália e tantas outras. Claro que isso só da certo com jogadores de qualidade. Retrancar e segurar lá atrás com Lúcio, Zanetti e Cambiasso é fácil. Mas o joguinho de toque-toques no meio de campo improdutivo do Barça foi importante nesse sentido.

Written by Dyeison Martins

30 de abril de 2010 at 16:50

Publicado em Futebol

A trilha de (500) Days of Summer e os indies

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Depois de passar dias escutando toda espécie de elogios ao filme dito cujo “500 days with Summer”, ou como ficou traduzido, “500 dias com ela”, e principalmente a trilha sonora. Regina Spektorm Black Lips, Dove, Wolfmother, Mumm-Ra (nome sensácional para uma banda)…

Olha, pelo que eu vi essas foram as bandas indies que fizeram a cabeça dessa galerinha esperta e descolada que curtiu muito os anos 00. Não é o meu caso, porque eu nunca fui esperto, muito menos descolado. E curti os anos 00 escutando Smiths, The Cure, Nirvana e essas coisas. Então, quando a Nassim me emprestou o CD com a trilha do filme, eu tive muito prazer em pegar e escutá-lo.

Na realidade, tive prazer em começar a escutar, não a terminar. Eu sei que eu vou ser chamado de velho, de chato e de antiquado, até por isso ser mesmo verdade. Mas essas músiquinhas não dá para querer. Puta merda, guitarrinhas, vocais agudinhos. Aquela Regina Spektor parece uma versão piorada da Bjork, e ainda mais desafinada. A Zooey Deschanel, apesar de ser bem bonitinha, fez uma versão para “please, please, please, let me get what a want” sofrível.

Finalizando: o pessoal que curte terninhos apertados, Londres, cabelos propositalmente despenteado e Ray Bans, podem curtir o que vocês quiserem. Mas que é música ruim, é. E o estilinho anos 60 já deu o que tinha que dar.

Prefiro seguir abraçado no meu bom e velho Oasis, Cure, Smiths, Nirvana…

Written by Dyeison Martins

28 de abril de 2010 at 18:23

Publicado em Música

Por que não temos medo de Zumbis?

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Alguem lembra ai de algum filme de zumbis que possamos realmente levar a sério° Eu não lembro de nenhum aqui, nunca vi, e até gostaria de ver. Zumbis para mim, se não for no Resident Evil (o jogo, por favor, não as porcarias dos filmes) são seres de comédia.

Sim, são feios, ficam resmungando por ai, fedem e comem gente. Então porque raios não conseguimos ter medo de um zumbi? Tudo bem, um zumbi não é nada demais, qualquer um bate num zumbi. Mas hordas deles, vindo na sua direção, por todos os lados, falando “mióóólos”… é um pensamento muito assustador. Mas na prática, ninguem se importa.

Acabo de receber a informação de que existem sim filmes muito bons, como Zombie 2, do Lucio Fulci, e Madrugada dos Mortos, do George Romero. Por sinal, os caras se especializaram em filmes de zumbis. De 50, acertaram 1. Já é alguma coisa.

Creio que depois de tantos filmes realmente ruins, ou de terrirs (junção de terror com rir), nada mais natural que não ligassemos para Zumbis. Até cheguei a ler o Guia de Sobrevivência a Zumbis, de Max Brooks. Por sinal, recomendo, pode ser útil futuramente (espero que não). O fato é, zumbis são seres que poderiamos temer, mas já foram tão zuados que perderam o respeito.

Que o diga Zoobieland.

Written by Dyeison Martins

26 de abril de 2010 at 18:28

Publicado em Filmes

O estrategista inglês

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A Formula 1 desse ano poderia facilmente se chamar Corrida Maluca. Tirando a etapa do Bahrein, é Safety Car para cá, temporal para lá, chuva que vai cair, começa a cair mas não chega nem a molhar… E quem sofre com isso? Os pilotos, as equipes… Quem se diverte? Os telespectadores.

O interessante é que esse cenário adverso acaba separando os meninos dos homens. Quem realmente tem talento acaba se sobressaindo, superando seus pares e encantando. Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Robert Kubica, Sebastian Vettel… Já esperávamos algo assim deles. Mas e quanto a Jenson Button? Falarei mais dele no final. Vamos falar primeiro da corrida em Shangai, que foi quase como a de Melborne, mas com interessantes diferenças.

Largada, Fernando Alonso, que havia começado como 3°, pula para a ponta. Uma largada fantástica, mas que depois se descobriu ser queima de largada. Por milésimos apenas, mas foi uma queima. Para sua sorte, Antonio Liuzzi acertou Sebastien Boemi e Kamui Kobayashi. Destroços para todos os lados e esquiva ninja de Rubens Barrichello, que por pouco não tinha batido ai também. Alonso é punido com um drive trought, e entra para os boxes quando o safety car entra na pista.

Recomeça a corrida e a chuva começa a apertar um pouco. Todo mundo entra para os boxes para colocar pneus para chuva. Todo mundo, menos Nico Rosberg, Button, Kubica, Vitaly Petrov e Pedro de la Rosa. Umas duas voltas depois, Michael Schumacher entra nos boxes para trocar novamente por pneus slick. Ou seja, todo mundo errou, e teve de ir novamente para os boxes. Foi complicado o momento em que Hamilton e Vettel duelavam por posições, entraram nos boxes e passaram pelo pitlane disputando, quase atropelando diversos mecânicos de outras equipes. Nada foi feito a respeito (como já está virando costume em se tratando de Lewis Hamilton).

De la Rosa abandona por problemas em seu motor (que é Ferrari, o motor mais problemático desse início de ano). O pelotão dianteiro seguiu a frente (alias, bem a frente), enquanto atrás todos se enfrentavam e ultrapassavam uns aos outros. Ai começou a chover, dessa vez de verdade. Rosberg erra e Button o ultrapassa. Todo mundo para os boxes (de novo). Nessa troca, Alonso realiza uma complicada (e controversa) ultrapassagem sobre Felipe Massa na entrada dos boxes. Ambos estavam juntos e duelando pela posição, que até então era de Massa. Mas ele entrou mal na curva de acesso ao pitlane, e Alonso colocou o carro por dentro, enquanto Massa espalhou. O espanhol entrou, fez a sua troca e deixou o brasileiro esperando sua vez. Essa brincadeira fez Massa perdeu umas quatro posições. Jaime Alguersuari, que até então vinha muito bem, foi tocado por Adrian Sutil e perdeu a asa dianteira. Teve que ir para os boxes trocar o bico (os mecânicos trabalharam como autênticos chineses, o tempo todo e sem descanso). Safety car na pista (não aguento mais escrever as palavras “de novo” e “novamente”, mas é isso ai).

Button quase tem um troço quando vê o Safety car na pista. Sua imensa vantagem sobre Rosberg, e principalmente os outros, vira nada. Por uns pequenos destroços na pista. E foram quatro voltas, todo o tempo de deixar todo mundo emparelhar e recomeçar a briga, com todos com chances. O atual campeão ainda bancou o esperto e freiou subitamente antes da relargada, criando uma enorme confusão lá atrás.

Relargada, Button sai na frente, com as primeiras posições intocadas. Hamilton deu um chega para lá em Mark Webber, fazendo o australiano cair de 6° para o 12°. Não foi punido. Depois começou uma boa briga com Schumacher, mas depois de umas voltas conseguiu passar o velho campeão. Petrov e Kubica foram ultrapassados depois, enquanto Alonso, um pouco mais atrás, passava Vettel, Sutil e Schumacher, e para depois encarar Petrov e Kubica.

Mark Webber foi o primeiro a ir para… adivinhem… os boxes. Fazia tempo que os mecânicos de F1 não trabalhavam tanto. O australiano ganhou umas posições, mas quem se deu realmente bem foi Hamilton, que passou Rosberg na parada. Dobradinha da McLaren na frente. Mas quem seria o primeiro e quem seria o segundo?

Enquanto isso, no final do grid, Barrichello, Schumacher, Petrov e Massa se enfrentavam pelas migalhas. Massa, por sinal, fez uma corrida fraquíssima. Para o, até então, líder do campeonato, isso era muito pouco.  Tomou “xis” de Barrica, do Schumacher, tentou ultrapassar o alemão e saiu fora da pista, e no final Petrov o passou como quis. Por sinal, uma excelente jornada do primeiro russo na F1, mostrando novamente que entende do riscado.

Lá na frente, Button liderava com folga. Voltou dos boxes com 3 segundos de vantagem em relação a Hamilton. Rosberg já administrava, mas Alonso imprimiu um ritmo tal que logo estava perto do alemão. Kubica e Vettel ficaram para trás, esse ultimo não repetindo as grandes corridas de pouco antes.

Button contra Hamilton, quem iria vencer, quem era o mais rápido? Todos iriam dizer Hamilton, mas na China, o mais rápido foi Button. O atual campeão do mundo mostrou porque tem o número 1 estampado no seu carro, e começou a girar cada vez mais rápido. Hamilton tentou acompanhar o ritmo de seu companheiro, mas logo se viu com os pneus complemente destruidos.  Teve de diminuir o ritmo. Button chegou a errar no final, com 10 segundos de vantagens e os pneus já lisos. Mas trouxe o carro em primeiro para a bandeirada e para assumir a liderança do campeonato.

Button, Hamilton, Rosberg, Alonso e Kubica foram os cinco primeiros. Vettel, Petrov, Webber, Massa e Schumacher fecharam a zona de pontuação.

Considerações finais

Preciso falar mais sobre o Button? O cara até o ano passado era considerado um nada. Ai a Brawn faz aquela máquina no início do ano, ele vence as primeiras etapas e leva o campeonato de ponta a ponta, sem cometer erros. Faltou brilho, diriam alguns, mas não qualidade. Ai vai para a McLaren, equipe que trabalha para Lewis Hamilton, com o objetivo de mostrar a todos (e principalmente a si mesmo) que é sim um grande piloto e mereceu ser campeão do mundo. E, até agora, ele está vencendo seu companheiro, e mostrando a todos que é sim um grande piloto. Para aqueles que ainda tem dúvidas. Por isso ele é o estrategista inglês. Venceu duas das quatro provas arriscando nas estratégias e vencendo com competência e técnica.

Lewis Hamilton segue dando show e tendo um ano fantástico. Mas mesmo toda sua exuberância e qualidade ainda não foram o bastante para vencer seu companheiro. Não que ele não vá fazer isso, é um grande piloto, um dos melhores do grid. Mas o enfrentamento entre os pilotos da McLaren promete muito.

Fernando Alonso terminou mais uma etapa complicada. Depois do excelente começo do ano no Bahrein, onde estreiou na Ferrari com vitória, o asturiano vêm penando provas onde cai lá para trás e tem que recuperar. Por enquanto vem recuperando, guiando de maneira soberba e se mantendo na parte de cima do campeonato. Ainda é um grande candidato ao título desse ano.

Felipe Massa está sendo derrotado por Alonso. Em tudo. Nos pontos, no desempenho de corrida e nos treinos classificatórios. Estava na frente de maneira temporária, mas agora já foi lá para trás. A dúvida é como ele irá reagir ao incidente na entrada dos boxes. Tenho minhas dúvidas. Mas sei que o emprego dele depende disso.

Nico Rosberg é o vice lider do campeonato, mesmo ainda não tendo vencido nenhuma etapa. Mais do que isso, está se mostrando um bom piloto e derrotando sistematicamente seu companheiro de equipe.

E o Schumacher? Francamente, hein Schumi. Eu esperava mais de ti. Esta completamente fora de ritmo, sem condição alguma de competir, mesmo com um bom carro. Foi ultrapassado por boa parte do grid hoje. Poderiam começar a campanha “volta para casa Schumi”.

Sebastian Vettel é um grande piloto, mas começo a achar que ele é aquele estilo de piloto que só corre bem quando está “de cara para o vento”. Não lembro de uma corrida que ele tenha ido bem largando do meio do grid. Quanto ao Webber, segundão mesmo.

Próxima etapa? Catalunha, no Grande Prêmio da Espanha. Será que Don Fernando vencerá em casa? Lewis ira terminar a frente de Jenson? Felipe vai começar a pelo menos acompanhar o ritmo de seu companheiro? Schumacher vai voltar a correr? Saberemos isso apenas no mês que vêm.

Written by Dyeison Martins

19 de abril de 2010 at 17:35

Publicado em Automobilismo

Sem tanto motivo para alarde

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O Grêmio venceu o Avaí, por um bom resultado. Claro que 3×1 não é o melhor resultado desejado, mas depois de fazer um 3×0, cedeu um gol, e poderia ter tomado mais. Mas vamos analizar o jogo como ele deve ser analizado, por partes.

No começo, o time do Grêmio saiu tabelando e pressionando. Colocou o Avaí no seu campo, e ficava tocando a bola buscando achar um espaço. Teve uma ou duas chances, não muito convincentes. Mas serviu para mostrar que o time estava ligado, e que o “desastre” de quinta passada, contra o Pelotas, era coisa do passado. Eu, e provavelmente todos os gremistas, pensamos que era bom o Grêmio marcar o gol de uma vez. E foi o que aconteceu.

Douglas tentou um elastico, e acabou errando (como geralmente todo mundo que tenta o tal elástico). Bola na linha de fundo, tiro de meta. O banderinha, inexplicavelmente, da escanteio. Isso que o Douglas já tinha dado as costas e saído reclamando. Time do Avaí não faz nada. Bola na area, bola na trave, sobra limpa para Jonas concluir. Um a zero. Time do Avaí parte para cima do árbitro, do banderinha, confusão, entra brigada em campo, essas coisas de sempre. Não foi escanteio, isso até o gremista mais fanático admite. Eu tenho a impressão de ver o pé do marcador do Douglas chutando em direção a bola, mas sem chegar a encostar. Pode ser isso que criou a ilusão de toque. Bem, deveriam ter reclamado antes de bater o escanteio, não depois do gol.

Na confusão jogador do Avaí é expulso. Ninguem sabe exatamente o porque. Parece que chamou o juiz de “safado e ladrão”. Mais confusão. É retirado a força do campo.

Recomeça o jogo, Grêmio novamente dono das ações. Em lance na área, Borges recebe de costas, gira sobre o zaqgueiro e finaliza, fazendo dois a zero. Time do Avaí vai as cordas. Era fazer mais um com eles zonzos que era KO. (KO, para quem não sabe, é diminutivo para knockout, ou como foi aportuguesado, nocaute). O Grêmio até cria uma ou duas chances, mas vê o primeiro tempo terminar dois a zero.

Começa a segunda etapa com o time em cima. O Avaí começa a tentar alguma coisa, mas sem muito sucesso. Numa grande jogada, com uma troca de passes envolvente, William Magrão finaliza, o goleiro da rebote e mais uma vez Jonas completa para o gol. Três a zero. Classificação encaminhada. E começa a ratiação do time. Na saída de bola, o Avaí encontra um espaço na antes impenetrável defesa tricolor e chuta. Victor espalma para frente, e Robson, no rebote, faz o três a um. A partir o Grêmio vira o Grêmio do segundo tempo.

Sofreu sufoco, mas teve situações de gol, como uma que Jonas recebe sozinho dentra da area e emenda de primeira. Milagre do goleiro catarina. Acontece uma tentativa de pressão, mas o jogo termina 3×1. Um bom resultado, mas que nos permite mais avaliações.

Silas estava certo. Ferdinando é titular do time. Adilson entrou mal, pior que de costume. O alemão geralmente erra passes e tem dificuldades com a bola, mas sem ela é um excelente jogador. Quarta nem isso. Estava desligado, mal posicionado. Era facilmente envolvido pelos meias avaianos (sei que não é assim, mas não resisti). E delhe a errar os passes.

Enquanto o meio tinha Ferdinando, William Magrão e Leandro marcando, com eventual auxílio de Douglas e Jonas, estava tudo muito bem. Leandro conseguiu substituir Maylson com qualidade. Enquanto teve fôlego. No segundo tempo, com a saída de Ferdinando e cansaço de Leandro, só o Magrão estava marcando. Tanto que no gol do Avaí, na area estão apenas os quatro defensores, e o Jonas (?). Ficou um buraco no meio de campo. A entrada do Mithyuê não serviu de nada. Ele pouco tocou na bola, e não fez nada de efetivo.

Nas laterais, é isso mesmo. Edilson não tem grandes participações, mas não compromete. O mesmo com o Fabio Santos. Não concordo com os que elogiam o lateral-esquerdo. Ele apoia bastante, ouso dizer que com qualidade, mas não consegue definir suas jogadas. Ele deve ter cruzado umas dez bolas na area dos catarinenses. Não acertou uma. Todos fortes de mais, ou fracos de mais, ou direto para fora. E detalhe, estou falando das vezes que cruzou sozinho, pois Douglas e Jonas davam bolas limpas para ele meter na área. Edilson, por outro lado, tem o costume de sempre acertar. O marcador.

Douglas é isso ai mesmo. Quando esta acordado, é um grande jogador. Quando não, erra alguns passes e é omisso. Ainda é um grande jogador, mas o time não pode só depender dele. Alguem ai lembrou do Tcheco? Bem por ai, mesmo estilo. Só dribla mais, é canhoto e não acerta os cruzamentos.

No mais, a zaga é boa. Mario e Rodrigo vão bem. Ozéia entrou bem, por incrível que pareça. No ataque, Jonas e Borges  fazem gols. Jonas sai mais da área, ajuda na armação e busca o jogo. Borges fica esperando aparecer uma oportunidade, e quando aparece é caixa. Jonas até perde gols, mas é o artilheiro da temporada. Então deixem o cara jogar. Até porque ele faz gol de qualquer jeito. Com a direita, esquerda, cabeça, falta, pênalti, faz gol até deitado (o mítico gol minhoca, quem viu, não esquece).

O time está bem, apesar dos pesares. Mas tem ainda que amadurecer, não pode tomar gosl bobos, nem se desconcentrar. Tem que ir para cima e meter gols. Ainda mais no mata-mata.

Written by Dyeison Martins

16 de abril de 2010 at 16:27

Publicado em Grêmio

Expectativas para o fim de LOST

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A série surgiu como uma febre imensa. O primeiro seriado “viajante” que surgiu, com uma trama não muito clara, cheia de mistérios. Lembro até hoje da sacada inicial: Avião cai numa ilha deserta. Os sobreviventes esperam algum resgate, quando são surpreendidos por ruídos nas selvas, de alguma fonte desconhecida, e pela impressão que não estão sós, que há outras pessoas com eles.

Isso ai foi a primeira temporada de LOST, seriado que prometia revolucionar a televisão. Isso estamos falando no já longinquo 2004/2005. Não é tanto tempo, mas por algum motivo me parece uma eternidade. Muita coisa aconteceu na Ilha (e fora dela, e dentro dela mas em épocas difentes… enfim, você entendeu), algumas plausíveis, outras nem tanto. Algumas aceitamos, mesmo sendo ridículas, porque caiam bem na história. Outras nos fizeram querer matar os roteiristas a machadadas (tipo quando o Jack salva o dia, de novo). Mas seguimos assistindo.

Assistimos porque alguns momentos valem a pena. Houveram sacadas ruins, outras nem tanto. Alguns personagens mudaram bastante desde então, como o Sawyer, que de bad boy emo que ficava enchendo o saco, virou lider da galera, boa praça, tudo isso e ainda ser mais inteligente que o Jack (tudo bem que isso é fácil, mas uma hora alguem ia ter que conseguir). Ou as trocas de “mocinho/bandido” da Sun e do Jin. Até agora parece que o Jin é só um merda com cara de durão, e a Sun uma (série de palavrões impublicáveis) que nos fez de babacas. E o Jin mais ainda.

Claro que há coisas já no nível do insuportável. Como o Jack e a Katie. Casalzinho mais insuportável. Demorou, mas o Sawyer teve que mandar essa louca passear, já que ela não se decide entre ele e o Doutor MacGiver. Sim, eu tenho uma certa implicância com o Jack Shepard. Mas não dá. O  cara fica pagando de bonzão, de herói da turma, e só faz merda. No fim das contas, Jack mais atrapalha que ajuda (exceto quando alguem tem que ser operado).

John Locke segue naquelas. Ele parecia saber muito mais que os outros no início. Depois descobrimos que não, ele só era mais inteligente. Depois, que ele era uma espécie de gênio, caçador, super-heroi, escolhido da Força, digo, da Ilha, para proteger a todos. Depois de voltar a andar, ele resolveu que seu próximo feito improvável seria uma ressureição. Ele conseguiu, ou melhor, parece que não exatamente.

Desmund, escocês louco e bêbado, torcedor dos Celtics, que apareceu na Ilha sem motivo aparente, já saiu dela, viaja no tempo como quiser, e (parece) poder mudar livremente tudo que acontece no espaço-tempo-continuo. Ele atualmente não está na Ilha, mas pode ser que esteja. (Vejam como em LOST tudo é vago). Sabemos que ele é casado com uma tal de Penelope, que é filha de Widmore, o Chosen One anterior, o que quer que isso represente.

Richard Alpert, também conhecido como “o cara que pinta os olhos” esta na Ilha desde… não sabemos. Sabemos que ele é muito velho. Do tipo Gandalf, o mago. (O que torna pior ainda, um homem dessa idade usando maquiagem). Na realidade, a Ilha parece ter conexões com o Egito Antigo – algum roteirista faltou a aula de geografia onde a “sora” falou que o Pacífico não é nem um pouco perto da Africa. Tudo bem que a Ilha é um dos poucos pontos móveis do mundo, mas que isso pegou mal, pegou. Na Ilha tem uma estatua gigante que está destruida (mas há milhares de anos não estava), que tem um homem com cara de cachorro. Isso é um deus egipcio, eu sei, só não lembro qual. A relação entre o Richard e o Egito parece ser o fato dele usar maquiagem nos olhos, e no Egito Antigo um cara podia fazer isso sem ser considerado viado.

Acho que eu não esqueci nada importante. E sim, sei que muito do que eu escrevi não faz sentido. Também não faz muito para mim, ou para quem viu. Sei que já chegamos em um ponto que eu e os fãs de LOST já estamos esperando qualquer resposta. Não precisa nem ser muito boa, só tem que sair de uma vez. (Só não vale que eles todos morreram no acidente, e tudo isso foi um sonho…).

Written by Dyeison Martins

14 de abril de 2010 at 16:43

Publicado em Seriados