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Archive for janeiro 2010

Metallica em POA

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É, aconteceu um show do Metallica em Porto Alegre, mas ninguém além do público e do Lars sabiam (essa história eu conto depois). Apesar de serem grandes as chances de qualquer coisa nesse sentido poder levar a uma aventura, eu não podia imaginar que o show seria uma mistura de Woodstock com Platoon. Mas com o Metallica tocando. E uma tal de Hibria.

Bem, a narratíva épica do Show do Metallica começa com uma forte chuva e uma viagem de trem. Mas do tremsurb, e de cerca de cinco minutos, até a Estação Aeroporto.  De lá, uma longa caminhada até o lugar do show. O lugar seria no meio do nada, numa das regiões mais ermas de Porto Alegre, com fabricas, depósitos e nada ao redor. Chovia, mas não era tão importante. E havia uma fila enorme, lá fora. Mas afinal, o que é uma fila, eu pensava, ingenuamente.

A administração do show resolveu inovar em alguns aspectos. Como o fato da fila ter quatro paradas, em lugares diferentes da estrada para o lugar onde seria o show. Sério. Primeiro fora do Complexo do Parque do Condor. Depois outras duas lá dentro. E sem nenhum motivo explicável. Se desejavam terminar as arrumações, deixassem-nos fora do complexo. Também não era para revistas, pois a revista foi simples (até demais), e em apenas uma parada. As outras foram apenas recreativas.

O interessante é que o complexo era labirintico. Haviam paradas e curvas, num traçado sinuoso, capaz de rivalizar com as ruas de Monte Carlo. Só que diferente do Principado, aqui não haviam casas, apenas umas pequenas barreiras de metal. Bem, como seria previsível num aglomerado de pessoas sendo feitas de trouxas (ainda mais se tratando de metaleiros-adoradores-de-satã), em determinado momento uma dessas barreiras foram rompidas e foi um corre-corre desgraçado. Para ajudar o calor era forte e as bebidas estavam sendo vendidas com o preço de tabela do Saara. Agua a 6 reais. Sim, aquelas que não custam nem um real nos supermercados. O sol queimava, e a alemoada estava rosa no final da noite.

Ah, outro detalhe da tão agradável fila. A chuva, que já havia até parado, nos fez reparar que o solo era de argila. Então, havia uma espécie de barro que mais parecia lama. Quando ele não estava abaixo de litros de agua, que às vezes passava da nossa canela. Uma maneira fácil de visualizar a cena: Já assistiram Platoon, do Oliver Stone? Se eu não me engano é nesse filme em que aparecem soldados americanos com M-16 andando com agua até os joelhos nas selvas do Vietnan. Bem, troque o Vietnan por um atoleiro gaúcho e os americanos por metaleiros de cabelo comprido, armados com seus spikes ao invés de M-16. A cena ainda é intimidadora.

Por algo que podemos apenas chamar de sorte, não houveram mortos, e poucos feridos. Entramos no tal Parque do Condor. A estrutura do palco era fantástica, digna de shows internacionais. O espaço era enorme. Tudo bem que parecia uma espécie de chiqueiro gigantesco, com barro, argila e umas poucas britas. Também não haviam lixeiras, logo tudo que era consumido ia direto para o chão. Não que se houvessem lixeiras alguem usaria, afinal, não é costume dos gauchos usar essas “frescuras”.

Depois daquele momento típico de espera começar, me sento numa arqubancada para esperar o show da banda de abertura. Os rapazes da Hibria, banda gaúcha de metal com destaque. Os rapazes tocaram bem, mas a qualidade do som não estava muito boa e não é o tipo de som que me agrada muito.  O pessoal da banda se “sentiu” um pouco e até animou alguns. Mas o show foi bom, mesmo não sento muito meu estilo.

Mais espera. Os caras estavam de sacanagem, então mais de uma vez as luzes do palco apagaram e foi aquele “é agora, é agora” quando a banda vai entrar, o que certamente causou desmaios em fãs mais exaltados. Eles iriam desmaiar de qualquer forma, não seria melhor que fosse com o Metallica de verdade? Mas eles entraram uma hora, com quase meia-hora de atraso. O “dono do brinquedo” Lars primeiro, depois os outros.

Do show mesmo as coisas são lendárias demais para simplesmente sair descrevendo. Existem vídeos na internet. O importante aqui é a sensação. Eu senti em alguns momentos como se tivesse dezesseis anos, cabelos até cintura e uma camisa do Manowar. O que é estranho, visto que eu nunca tive cabelos até a cintura e uma camisa do Manowar. E já era um velho chato mesmo com dezesseis anos. O set list foi escolhido de maneira a encantar tanto fãs mais ortodoxos da banda quanto ouvintes mais ocasionais, como é o meu caso.

Por algum motivo, James Hetfield resolveu falar conosco como se estivesse falando com crianças. Facilitou a compreensão de alguns, mas para outros ficou meio esquisito. Teve show pirotécnico em One, e os lança chamas faziam a sensação de calor vir até bem atrás do palco, imaginem para o que estavam lá na frente. Nothing else matters foi uma catarse, com celulares e isqueiros para cima. Enter Sandman foi o que todos esperávamos que fosse. Ah, o final com Seek and Destroy também esteve ótimo.

No final foi isso. O show foi exatamente como o previsto. A set list que eu conhecia do Peru foi mantida, com a alteração de Fuel para Die Die My Darling. A platéia ajudou até, a banda foi bem e não decepcionou. Era tudo que os fãs queriam. Uma noite com o Metallica. E ela foi dada, seguindo o script.

PS: A história do Lars? Ah, o James passou o show inteiro falando que era a primeira visita deles a Porto Alegre, e então era para que todos fizessem história. Bem, no final do show, quando todos os integrantes se juntaram para falar, Lars disse que a espera de onze anos desde o último show na cidade valeu a pena. Ele sabia o tempo inteiro do show, e não avisou o James apenas para se divertir com a “ignorância” do seu companheiro (ele prefere o termo empregado, mas tudo bem).

PPS: Nada contra o Lars. Ele é o meu Metallica preferido. Assim como o Keith é o meu Stone preferido.

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Written by Dyeison Martins

29 de janeiro de 2010 at 16:10

Publicado em Música

Apenas um mortal

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Ronaldinho Gaúcho. Muito provavelmente o maior jogador do século XXI, pelo menos até agora. O Showman, capaz de destruir com as defesas e humilhar adversários. Um atacante forte, rápido e preciso, sabendo fazer muitos gols e deixar seus colegas na cara do goleiro. Talvez até o herdeiro de Maradona.

Só que em algum momento na concentração da Copa da Alemanha de 2006, ele perdeu seu futebol. Onde exatamente ninguém sabe, mas aquela era a Copa para ele. Tinha sido o melhor jogador da Liga dos Campeões (o único que poderia fazer frente é o Henry), tinha liderado o Barcelona na conquista da Europa e da Liga Espanhola.

Mas lá, não se viu nada. Nenhum drible, nenhuma arrancada, nenhuma falta precisa. Era apenas um humano, um jogador normal. E quando a Seleção Brasileira precisou que ele fosse um Maradona, um Pelé, uma divindade jogando sozinha e decidindo, ele fracassou. Se escondeu. Não chamou a responsabilidade. A Seleção caiu, mas soube se reerguer. Ele não.

Desde então, vem se arrastando em campo. Perdeu a camisa dez da Seleção. Perdeu até a Seleção, não sendo mais chamado. Saiu do Barcelona pela porta dos fundos, depois de amargar a reserva, e de Deus passou a ser odiado pela sua torcida (o mesmo trajeto que já tinha feito no Grêmio e no PSV). Seu destino foi o Milan.

No clube italiano mais de uma vez deu sinais de uma possível recuperação. De que poderia voltar a ser o velho Ronaldinho dos velhos tempos. Mas foram apenas ilusões. Sempre caiu novamente no sedentarismo e na mediocridade. Não que a mediocridade seja proibida, existem vários jogadores bons, mas o que Ronaldinho nos prometia era o lendário.

Agora, com a chegada da Copa, novamente a imprensa tenta nos empurrar Ronaldinho. Ele fez uma seqüência de boas partidas. Destruiu em jogos contra Chievo e Juventus, se não em engano. Estava por cima de novo, havia voltado aos velhos tempos, já poderia recuperar a Seleção, e quem sabe a dez de Pelé, Rivellino e Zico.

O destino o premiou com o Derby della Madonnina, Internazzionale e Milan. Os nezzarusso tem o melhor time da Itália, o elenco mais capaz e merecedor do Scudetto. Mas o Milan tem algumas individualidades, e entre ela, o Gaúcho. Era dele a incumbência de liderar os rossoneri na vitória, que poderia ressuscitar o Milan no campeonato.

O cavalo passou encilhado, mas ele não o pegou. Não que tenha jogado mal, até não. Mas não brilhou, não foi genial. Não foi o Ronaldinho. Foi um mortal, como mostrou que é. Pior, teve nas suas mãos um pênalti, e o desperdiçou. Julio César pegou e se consagrou. Ronaldinho perdeu, como perdeu também a chance de mostrar pro mundo que poderia sim voltar a ser Ronaldinho Gaúcho de antes.

Mas esse cara sumiu nas areias do tempo, antes da Copa de 2006. Pena para o futebol.

Written by Dyeison Martins

27 de janeiro de 2010 at 14:57

Publicado em Futebol

Seriados japoneses eram toscos e nós não viamos

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Depois dos tópicos Filmes da Disney, vou dar prosseguimento na série “Quando éramos felizes e não sabíamos” (na realidade por não termos noção nenhuma). Sigo aqui com algo que alem de ser bem pior, sem tantos valores, é muito tosco e mal feito, mas nos deixava emocionados. Filmes de heróis japoneses.

A UlbraTV (emissora escusa gaúcha) começou com um programa que passa os mesmos heróis que passavam quanto eu era pequeno (bem pequeno mesmo), no caso Cybercops, Jiraya e Jaspion. Tirando o Jiraya, que era meio tosco, sim, mas bem mais simples, o resto é quase cômico.

Cybercops era sim um seriado tosco. Não tem o que comentar. Caixas com armas que passam pelos esgotos, aquelas armaduras bregas, sempre um andróide IDENTICO aos outros no episódio. Bah, me desculpem se eu já achei isso bom, mas hoje não da para querer.

Jaspion. Deus, eu realmente gostava disso? O seriado é péssimo. Parece algo que tenta ser cômico, mas não rola. O Daileon, aquela armadura de papelão mal feita. Uma barbaridade. Acho que a única coisa realmente “interessante” do Jaspion é o fato dele ser o único japonês conhecido que possui cabelo crespo. Provavelmente desde que os japoneses existem.

O ninja Jiraya até é legal. É um cara que tem que ficar arranjando trabalho para sustentar a casa, ir bem na escola e ainda treinar para ser um ninja. Existe as tosqueiras, como a “Espada Olímpica” (não me pergunte o porque desse nome). Mas mesmo assim, tem algumas histórias legais.

É louvável esse plano da UlbraTV em passar novamente esses seriados, mas eu não teria escolhido esses justamente. Black Kaimen Rider, por exemplo. Era um seriado muito bom, se ignorarmos as ombreiras e o visual “Menudo” demais. Winspector também me da boas lembranças, apesar de eu não lembrar de nada.

Ah, eles também estão passando Power Ranges. Não é “tecnicamente” japonês, mas vale como. E aquele primeirão, Alameda dos Anjos, Jason. Billy e Tommy. Esse sim é muito bom.

Pelo menos podiamos brincar de lutinha depois, fazendo de conta que eramos eles. Eu sempre era o Black Kamen Rider. Sempre quis ser motoqueiro.

Written by Dyeison Martins

25 de janeiro de 2010 at 15:08

Publicado em Seriados

Il dottore brinca na Espanha

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Eu não acompanho a MotoGP, infelizmente. Leio notícias aqui e ali, veio as vezes resumo de corridas. Mas sei que il dottore Valentino Rossi é o cara. Ter 9 títulos de motovelocidade,  ganhando 125cc, 250cc, 500cc e também o campeonato máximo na MotoGP seis vezes. Saiu da melhor equipe na época, a Honda, para ir para a Yamaha, ser novamente campeão. Tudo isso com trinta anos recém completados.

Agora, durante a semana, Rossi foi brincar com uma Ferrari. Os dirigentes da scuderia premiaram ele com seu nono título com a possibilidade de testar o F2008 em Montmeló, na Catalunha. Sim, isso mesmo, simplesmente passear de Ferrari por dois dias.

Claro, há impedimentos das regras. Ele tem que usar pneus da GP2, e não pode usar o modelo atual, apenas um de dois anos atrás. Mas mesmo assim, quem ai não queria poder estar brincando numa F1 por dois dias? Mas ok, ele pode. Alem de ser multi-campeão nas motos, ainda vai brincar as vezes testando Ferraris e correndo em Rallis. As Ferraris por ser italiano, e com o todo italiano é um tiffosi (pelo menos acho que todo italiano seja um tiffosi). E rallis porque são legais, e provavelmente um experiência única no automobilismo.

Então, enquanto nós pobres mortais brincamos no Playstation, ele vai e corre onde quiser. E bem, diga-se de passagem. Conseguiu fazer 1:21.9, sendo que os tempos de Raikkonen em 2008 no GP Espanha haviam sido pole 1:21.8 e melhor volta 1:21.6. Isso ai, ele ficou a décimos de um dos pilotos mais rápidos F1.

Mas vamos deixar il dottore (ou the Doctor) com o que ele sabe fazer melhor e mais gosta, andar de moto. Ah, Valentino já deu o seu palpite para o campeonato de 2010. O favorito é Alonso, segundo ele.

Written by Dyeison Martins

22 de janeiro de 2010 at 15:19

Publicado em Automobilismo

O novo Street Fighter (mas ainda é a mesma coisa)

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Admito que não sou um grande crítico de Games. Ok, entendo muito pouco, quase nada de games. Mas sei quando o jogo é legal e divertido. E o novo Street Fighter IV é fantástico.

Desde a abertura até o resto, tudo cai como uma luva. Os gráficos são muito bem feitos (meio caricaturais, é verdade). A jogabilidade sai sem problemas. Joguei num Xbox, e francamente, depois que terminei a conversão do joystick de Super Nintendo (os outros SF eu tinha jogado no teclado) para o novo controle, senti novamente a excitação das lutas.

Foi até com saudosismo que me vi novamente dando Hadoukens, Shouryukens com o Ryu. Mas agora com o melhor da tecnologia. Não eram mais pegas com a máquina, ou pela fichinha, mas com os meus amigos num teve de plasma. Vencer ainda é uma das melhores sensações do mundo, e perder a vergonha de passar o controle.

Personagens novos (tem um tal de Adam, um francês que luta Savate, me deu um baita trabalho), os clássicos Ryu, o viadinho Ken, Sagat, Vega, Bison, Balrog, Guile… Talvez hoje esses nomes não signifiquem muito, mas para nós que crescemos nos idos anos 90, num fliperama sujo ou num super Nintendo na casa dos primos, esses nomes significam muita coisa. E é automático, meia lua pra frente soco, e Hadouken.

E para melhorar, joguei numa locadora (cara, não sabia que ainda existiam). O ambiente é o mesmo, a diferença é que os freqüentadores eram todos uns velhos, jogando futebol ou Street. Estamos ficando mais velhos, mas ainda sabemos nos divertir.

Parece que vai vir o Super Street Fighter IV. O pessoal da Capcom não se cansa mesmo. Será que teremos daqui a alguns anos o Hyper Mega Street Fighter IV: The Máster Chalenge Turbo III?

Written by Dyeison Martins

20 de janeiro de 2010 at 15:08

Publicado em Games

Recomeçam os trabalhos

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Depois de quase um mês de “seca”, é ótimo ver os times voltando a campo para mais uma temporada de futebol. O time do Grêmio entrou com o que tem de melhor, com o novo “quarteto made in São Paulo” para trucidar os pelotenses, na Boca do Lobo. Não foi o que vimos. Mas gostei do que vimos, no final das contas.

O Grêmio investiu pesado e se reforçou para esta temporada. O objetivo é levar o Gauchão e a Copa do Brasil no primeiro semestre, para depois ver o que fazer no segundo. Sim, brigar pelo Campeonato Brasileiro, mas com a vaga na Libertadores as coisas ficam muito mais tranqüilas.

Foi um grande primeiro jogo. Mesmo com o time desentrosado e ainda carente fisicamente, o Grêmio mostrou garra, se aproveitando de um Pelotas bom no primeiro tempo, mas completamente covarde no segundo. A qualidade técnica acabou prevalecendo, com o time estranhamente correndo mais que os donos da casa no final do jogo. Parece que o “tal” Paixão é mesmo bom no que faz.

Dos estreantes, o que menos me agradou foi o Leandro. O atacante não fez grandes jogadas, e me pareceu um pouco ciscador. Tem raça sim, é brigador, mas tecnicamente não é grande coisa. Hugo é o velho Hugo, com um bom passe, força física e chutes potentes de esquerda (ok, isso ainda não, mas eles voltarão com o tempo). Borges é matador, ponto. Pode não ser alto, mas sabe o que fazer com a bola.

Mas curiosamente, no final da contas, o cara que entrou e “mudou o jogo” acabou sendo o velho Jonas de sempre. Eu brinquei no intervalo, com o time perdendo: “calma, o Silas daqui a pouco coloca o Jonas e ele guarda no mínimo um”. Guardou mesmo, de pênalti, mas gol é gol. E deixou o time bem mais ofensivo, pois antes o Borges ficava isolado lá na frente, com o Jonas junto ambos dividiam a marcação do Pelotas e abriam um pouco mais o espaço. De negociável a solução. Esse Jonas tem história pra contar.

No mais, agora começamos de novo, é novo treinador, novas peças. Mas sempre em busca do mundial.

Written by Dyeison Martins

18 de janeiro de 2010 at 14:57

Publicado em Grêmio

Muito choro por nada no Haiti

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E a nova tragédia terrível que nos faz pensar em como a vida é vazia e sem sentido é no país desinteressante do Haiti.  Sim, esse foi um comentário irônico e depreciativo, e talvez eu não devesse estar brincando dessa forma sobre uma tragédia que matou um grande número de pessoas (não sei o valor, e francamente não me importa). Morreu até a mulher que eu nunca tinha ouvido falar, Zilda Arns. E alguns soldados brasileiros juntos.

Sim, podem me criticar com isso, eu não me importo. Também não estou fazendo a linha Diogo Mainardi de “falar mal de algo que todo mundo gosta apenas para me lerem e ficarem brabos e eu ganhar IBOPE”. É apenas a verdade.

É triste e chocante sim ver a quantidade de pessoas que morreram nesse terremoto lá no Haiti. Mas porque nos preocuparmos com isso só quando as pessoas morreram nesse terremoto. Quantos já não morrem no dia a dia de fome, tanto lá no Haiti quanto aqui no Brasil?

Um país da América Central que até hoje não causou nada alem de problemas, e que fora um filme ruim de terror do (acho) Wes Craven, nunca foi de interesse nem para mim nem para ninguém. Seguidamente aparecem notícias de soldados brasileiros indo para lá, mas nunca é explicado exatamente o porque, ou o que eles vão fazer lá.

Vendo as desgraças na TV, é fácil se solidarizar. Mas gente morre de fome todos os dias em diversos locais do mundo. No Haiti, no Brasil, na África, na Ásia… e ninguém se interessa em fazer nada sobre isso. Depois desse momento Bono Vox, gostaria de acreditar que as pessoas são só desinformadas. Mas elas olham todos os dias os mendigos e sabem das necessidades ao seu redor. E não fazem nada.

É triste, mas é verdade. Então ao invés de ficarem chocados com o que acontece lá no Haiti, porque não se preocupam com o que acontece aqui do lado? Porque não passa na TV?

Written by Dyeison Martins

15 de janeiro de 2010 at 15:57

Publicado em Política