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Archive for novembro 2009

O alemão mostra que é foda

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Estou meio cansado de post esportivos, mas meio que situação do meu domingo me obriga a escrever sobre esportes. Mesmo assim vou evitar o futebol, que foi o tema decorrente do meu blog nos últimos posts. O problema é que com o final do semestre, falta tempo para os estudos, imaginem o resto…

Vou falar um dos maiores lugares comuns da história do automobilismo. Michael Schumacher é foda. “Só agora tu percebeu isso?” me pergunta o tolo impaciente, que não me deixou terminar a linha de raciocínio.

Não, sempre soube que o alemão era o cara, por vencer mesmo nas situações mais difíceis, suas vitórias esmagadoras, mesmo com o melhor dos carros, sua quebra implacável de todos os recordes importantes. Mas não, não é isso que me levou a esse post. Foi sua aparição no desafio das estrelas.

Tudo bem que estrelas mesmo só tem meia dúzia, não é esse o ponto. O ponto é que o alemão, bem mais velho, fora de forma e sem encostar num kart há algum tempo, foi campeão com um pé nas costas. O Massa só ganhou uma das baterias porque o alemão deixou. Ele mostrou que é superior aos demais, e é sim um dos grandes nomes da história da Formula 1. Para mim, comparável a Fagion, Jim Clark, Senna e Prost.

Mas ano que vêm parece que vêm o Alonso, ai já viu né Schumi!

Written by Dyeison Martins

30 de novembro de 2009 at 15:00

Publicado em Automobilismo

Alguém anotou a placa?

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Sério, foi só eu que fiquei chocado com aquilo que a LDU fez no Fluminense ontem? Meu Deus, ganhar com vantagem tudo bem, mas estraçalhar o adversário daquele jeito? Sério, nunca tinha visto um 5×1 na primeira partida.

Apenas mais calmo eu entendi o porque tudo aquilo aconteceu. Não foi por erros da arbitragem. Tudo bem, o primeiro gol da Liga foi ilegal mesmo, mas e os outros quatro? Os gols não se explicam nem mesmo por culpa de uma pressão absurda, porque depois dos três primeiros gols, a LDU se acalmou e passou a tocar menos a bola.

O Fluminense estava cansado? Estava, muito cansado. Exausto, eu diria até. Os jogadores não tinham mais forças para tentar alguma coisa. No final do jogo havia espaço, os jogadores se atiravam no chão sem conseguir levantar. Mas será que foi só isso? Afinal, a maioria dos gols vieram de chutes de fora da área.

Aha! A altitude, só pode ter sido ela. Mas outros times já jogaram em altitudes maiores e ainda assim venceram. Mesmo enfrentando adversários mais fortes, os times brasileiros conseguiram jogar bem e vencer, até mesmo a própria LDU.

Mendez, o habilidoso meia direita equatoriano. Marcou três gols e infernizou o setor esquerdo da defesa tricolor. Mesmo ele não pode levar o crédito pela goleada. Até porque no terceiro gol dele (o de cabeça) o goleiro Rafael tenta correr em direção a bola, numa cabeçada não tão forte assim. Se ele se atirasse, talvez pegasse. Talvez, veja bem.

No final foi uma combinação disso tudo. Cansaço extremo, altitude e um jogador que desequilibrou no final. Mesmo assim, creio que foi o cansaço o fator mais dominante. O Flu paga o preço por tentar jogar duas competições ao mesmo tempo. Isso nunca dá certo. Mesmo assim, fez certo em jogar a Sulamericana com força, já que estava rebaixado do brasileiro e era o que podia disputar.

A questão que fica. Essa derrota poderá minar as forças tricolores na espetacular reação que havia conseguido? Espero que não.

Written by Dyeison Martins

26 de novembro de 2009 at 14:56

Publicado em Futebol

O adeus de Tcheco

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Então, sei que esse texto está saindo com um pouco de atraso, mas foi o que a rotina pesada de estudos está me levando a fazer. Não tenho tido muito tempo, e nem tenho podido me dedicar tanto ao blog, como era o usual fazer antes.

Tcheco está de partida do Grêmio. Apesar de já ser meio que evidente que isso ia acontecer, o constrangimento foi tão grande que até um temporal aconteceu no dia. Por um momento, estivemos em choque. Tudo bem, outros já haviam ido embora antes. Danrlei, Felipão, Dinho, Adílson, Mauro Galvão, Carlos Miguel, Rodrigo Mendes, entre outros. Poderemos sobreviver a eles.

Mas que vai doer ver ele com a camiseta de outro time, isso vai.  Mas foi uma passagem, que se não foi marcada por vitórias, foi marcada por garra e determinação, por uma vontade de reconduzir o Grêmio ao hall dos grandes. E isso aconteceu. Somos grandes de novo. E em parte, pela passagem do nosso Capitão Tcheco.

Written by Dyeison Martins

24 de novembro de 2009 at 14:41

Publicado em Grêmio

Danrlei vai se aposentar.

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Talvez seja um post meio amargo esse, já que fala de um dos meus ídolos de infância. Mas bem, Danrlei finalmente assumiu sua aposentadoria. Eu digo “assumiu” porque ele está aposentado já fazem uns dois ou três anos, apenas não admitiu.

Cara, quantas vezes o Danrlei salvou a gente em jogos terríveis. Bah, lembro de um Palmeiras x Grêmio que ele catou tudo, o que fez com que nós passássemos de fase (Copa do Brasil, se não me engano). Foi importante em diversos jogos. Podemos lembrar de poucas de suas falhas (acho que contra o Independiente, aqui), mas sempre temos que nos lembrar de suas defesas, os grenais onde ele segurou a barra.

Bem, agora acabou. Ele vai se aposentar, fazer seu último jogo no Olímpico, dia 12 de dezembro. Irão vários conhecidos jogadores, como Carlos Miguel, Mazzaropi, Dinho… A história do grêmio estará presente.

Todo gremista tem que comparecer.

Written by Dyeison Martins

18 de novembro de 2009 at 15:27

Publicado em Sem categoria

Visões de Kerouac

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É fantástico a história de On ther Road. Mas apenas quem conseguir ler Visões de Cody poderá ir até o fundo da escrita beatnick até aonde ela quer chegar, imitando a voz e as conversar e num grande e infindável sós e issaís e loucuras e drogas e conversas loucas, chapadas e inenarráveis com uma expressão de amor entre dois homens, mas amor de amizade, porque ambos se curtiam muito mesmo mas não de dar o rabo uns para os outros, apesar do Cody/Neal ter feito isso mais de uma vez com o Ginsberg, parece que eles namoraram um tempo, junto com a namorada deles (ou coisa assim), mesmo o Jack e o Cody tentaram comer a mesma mulher ao mesmo tempo, ou entre eles, ou coisa assim, só que… só… e alguém, não lembro quem, disse que o livro é o fundo do poço das loucuras e do ritmo contagiante do Jack Kerouac, o mestre, o principal autor de toda uma geração de caras muito chapados e apaixonados por tudo o que faziam. E só cara…

(Uau, isso foi difícil. Foi uma tentativa de tentar escrever como o Kerouac. E é difícil che, e cansativo, muito cansativo.)

Apesar da estranheza, e da dificuldade de ler o livro, com as trocas de assunto repentinas, e assistente longas divagações e alterações de rumo durante uma mesma frase, que pode se alongar por páginas…  é um bom livro. Acho que é a maior representação de uma verdadeira chapadeira num livro. Existe um trecho no meio que é uma looonga conversa sem assunto nenhum entre Cody e Jack. Vale pelas risadas.

Não sei se eu recomendaria o livro para quem não é fã. É um livro longo e cansativo, mas vale a pena.

No mínimo para saber como se fica quando se está chapado.

Written by Dyeison Martins

16 de novembro de 2009 at 15:21

Publicado em Literatura

Pânico, o terror adolenscente

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Cara, eu estava com um texto semi-preparado sobre o Visões de Cody, mas esse tempinho legal numa sexta-feira treze meio que me obriga a escrever sobre filmes de terror. Mas eu já andei falando sobre filmes de terror por aqui, falta falar sobre suspense. O maior de todos, que revolucionou o gênero. Falo de Pânico, de Wes Craven.

Sim, eu tinha escrito sobre Hora do Pesadelo, e me mantenho no mestre do terror. Wes Craven é foda. Não sou fã, sequer sei se está vivo ou qual o seu último filme. Mas dos grandes clássicos, eu vi alguns e não tenho receio em admitir mais uma vez: ele é foda mesmo.

Agora, o primeiro Pânico, de 1996, sem comentários. Foi a mãe de todos os outros filmes de suspense que seguiram, e até mesmo da sátira Todo mundo em Pânico, justamente sobre esses filmes. O tipo de história assassino-no-colegial, com adolescentes (E nesse filme eram adolescentes, ou quase, não trintões) sendo perseguidos e muito sangue e cenas de sexo.

Os atores eram uns ninguém, tirando a Drew Barrimore, que curtia o fim da sua fase grunge + cocaína. E ela morre bem no início, apesar de ser conhecida por esse filme. O assassino é um dos estudantes, ninguém sabe exatamente qual. A Sidney ficou até famosa, com o assassino ligando para ela e a ameaçando (coisa que depois foi meio que copiada pelo Grito).

O gênero em si caiu bastante em decadência, com as mesmas histórias sendo contadas sempre. Mas curiosamente nenhum foi tão bom quanto Pânico, com seu humor negro e suas referências constantes a filmes de terror antigos. Esse foi sempre seu diferencial, a história de “estamos nos baseando em um filme” e contando abertamente as regras desse tipo de filme. E mesmo as respeitando, consegue inovar e dar uns bons sustos.

Quer um filme de suspense bom, que surpreenda e cause algum medo? Pânico neles, não há dúvida.

Written by Dyeison Martins

13 de novembro de 2009 at 15:46

Publicado em Filmes

As 100 (não tão) maiores músicas brasileiras de todos os tempos

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Essa seleção de 100 melhores músicas brasileiras de todos os tempos da revista Rolling Stones ficou bem mais ou menos. Tudo bem que essas coisas aparecem seguidamente e geralmente se contradizem, mas sempre são as mesmas a dividir as primeiras colocações.

Ficou no primeiro lugar Construção do Chico Buarque. Uma senhora música, não há dúvida disso. Mas eu não colocaria no primeiro lugar. Há coisas muito mais representativas, como Águas de Março (2ª), Carinhoso (3ª) e Aquarela do Brasil (inexplicavelmente na 12ª colocação). Entre a obra do velho Chico, eu colocaria coisas como Eu te amo, ou O que será que será,  (ambas também fora da lista) ou até mesmo Roda Viva (26ª).

Daquela galera old school da música brasileira, temos João Gilberto com Chega de Saudade (6ª), Roberto Carlos com a clássica Detalhes (8ª), Cartola com As rosas não falam (13ª) e Caetano Veloso com Alegria, Alegria (num 10° lugar muito superestimado).

Elis, além de Águas de Março, teve O Bêbado e o Equilibrista na 36ª posição e Como nossos pais na 43ª. Falando nessa, eu estou até agora procurando uma música do Belchior nessa lista. Paralelas, Medo de Avião e, pasmem, Apenas um rapaz latino americano sequer aparecem na lista. Essa última deveria ser top 10 fácil.

O rock brasileiro definitivamente não ficou bem representado. Raul Seixas aparece bastante (lógico, é o mais superestimado artista brasileiro) e sua melhor colocada é Ouro de Tolo (num inexplicável 16ª lugar). Metarmofose ambulante (39ª) e Gita (72ª) também. A mais bem colocada música do rock oitentista é curiosamente Inútil (23ª) do Ultrage a Rigor. Que é muito boa, o hino do Brasil naquele momento e das Diretas Já. Depois é Me Chama (47ª) do Lobão e Alagados (63ª) do Paralamas do Sucesso. Concordo com a do Lobão, mas acho que o Paralamas tem músicas melhores, com Meu erro e Aonde quer que eu vá.

Cazuza aparece inexplicavelmente uma única vez com Ideologia (83ª). Por favor, quer dizer que Exagerado, Faz parte do meu show e Codinome Beija-flor não existem? No mínimo Codinome deveria estar no top 100. Legião Urbana aparece unicamente com Que pais é esse (81ª), uma das menos representativas músicas deles. Pais e Filhos ou Faroeste Caboclo deveriam estar. Titãs consegue aparecer unicamente com Comida (68ª). Diversão, Cabeça Dinosalro, Marvin, Epitáfio e O Pulso também não foram lembrados, e seriam bem mais representativos.

Fora as ausências de Engenheiros do Hawaii (eu ainda não acredito que nem O Papa é pop foi lembrado), Nenhum de Nós (Camila Camila não poderia faltar) e a lembrança de Você não soube me amar (97ª) da Blitz e Anna Julia (100ª) dos Los Hermanos.

Não precisava fazer só uma lista com os melhores rocks brasileiros, mas também não precisava aparecer Caetano, Chico e Tim maia mais de dez vezes cada um. Ficou uma lista muito MPB e elitizada e menos representativa nos mais variados estilos. Podia incluir até pagode ou sertanejo, sei lá, mas expandir um pouco mais nos estilos.

Written by Dyeison Martins

12 de novembro de 2009 at 15:08

Publicado em Música