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Archive for outubro 2009

O melhor do punk

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O punk, ah, o punk. Lembram como ele modificou a essência da música até aquela época? Era o grito de uma juventude inconformada, que queria ter seu rock de volta. Rock este que havia sido roubado pelo ratos de conservatório, que passavam o dia inteiro estudando seus instrumentos. Ninguém queria mais ter que saber tocar a porra da guitarra. Queria colocar ela en volta do pescoço e impressionar as minas. Disso se trata o rock.

Aqueles idiotas jovens e tolos, que começaram com os Stooges, iniciaram seu caminho rumo a dominação global. E olha que podemos considerar esse estilo de rock como o maior de todos, muito superior ao progressivo, disco, anos 80…

Iggy Pop and the Stoogies. Depois vieram os New York Dolls. Os Ramones também mandaram ver, sendo considerados importantíssimos na história do rock. Ai de Londres saíram os Sex Pistols, e o punk chegou ao ápice. Do sucesso, porque o estilo já estava morrendo. Mas não é de nenhuma dessas bandas que eu queria falar. Quero é falar da banda mais legal do punk, a melhor na minha opinião. Falo dos ingleses do The Clash.

Foi o Nasi, ex-vocalista do Ira quem disse que Joe Strummer e Mick Jones eram os Lennon e o MacCartney do punk? Talvez não seja para tanto, mas é inegável que Jones e Strummer realmente possuíam mais capacidade que os outros músicos, principalmente do movimento punk. Também chamavam a atenção a capacidade deles de tocar os mais variados estilos musicais, como rockabilli e reggae, e combiná-lo com o rock. E a clássica índole esquerdista deles, com canções de protesto, como Tommy gun, ou London Calling.

Tenho deles o CD London Calling. Considerado por muitos o melhor álbum do punk rock, e talvez o seu fim. E também a largada para o pós-punk. Os estilos combinados, as melodias e as letras tornaram esse álbum um dos melhores para mim. Está certamente no meu Top 5.

Não sei se a banda está tão bem colocada, mas que é a melhor banda do punk, é. Claro que Stooges, New York Dolls, Ramones e tantas outras são muito legais, mas The Clash, é The Clash.

Written by Dyeison Martins

29 de outubro de 2009 at 15:07

Publicado em Música

O Uivo de Allen Ginsberg

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Tinha prometido esse post já faz algum tempo, acho que segunda, ou coisa assim. Mas enfim, lá vai, o primeiro post literário da semana. Li o Uivo, do Allen Ginsberg. E que grande surpresa que foi. Imaginava algo estilo as poesias do Charles Bukowski, com palavrões, cenas de sexo e escatologia.

Mas o que eu encontrei foi mais um cara realmente sensível, preocupado com emoções, com o bem estar do mundo e com seus problemas pessoais. Ele não tem vergonha de contar seus problemas e suas paixões para os leitores, de contar tanto sua história de vida (seu relacionamento com sua mãe, narrado de maneira sensacional em Kadish), e de seus companheiros de movimento, como Jack Kerouac, Neal Cassady e William Burroghs.

Posso não ser um entendido de poesia, mas sei quando tem algo bom na minha frente. E em vários poemas, principalmente em alguns trabalhos mais atuais (década de 60 e além) onde encontrei grande exemplos de métrica e musicalidade. Um poema em especial chamado “Europa, Europa” é muito bom nesses aspectos, e também possui uma mensagem bem legal.

Não só para quem curte os beatniks, que são bem legais, mas também para quem curte poesia e literatura, eu recomendo esse velho bicha. Allen Ginsberg é realmente talentoso. Talvez o mais talentoso de seu grupo de amigos, ou no mínimo tão talentoso quanto. Sua visão da sociedade e das pessoas impressiona, mesmo vista quarenta anos depois de escritos.

Written by Dyeison Martins

28 de outubro de 2009 at 16:11

Publicado em Literatura

Amy Winehouse – a diva morderna

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Acho que desde a primeira vez que eu ouvi falar dessa moça, eu me interessei, pelo menos pela cantora. Amy Winehouse se mostrava uma daquelas cantoras problema, com uma voz e um estilo único. E uma capacidade única de sair nas manchetes, geralmente bêbada ou drogada.

Não tenho nenhum interesse por essa louca, que sai bebendo e fumando e cheirando  e injetando pela madrugada. Se eu quisesse ver uma pessoa nesse estado de degradação, existem filmes e seriados muito melhores para isso. Poderia assistir a Trainpotting mais algumas vezes, ao invés de ficar lendo notícias desencontradas e provavelmente exageradas sobre essa moça.

Mas como cantora ela dá show. Isso ninguém pode negar, ninguém mesmo. Possui uma das mais marcantes vozes da música e algumas músicas muito bem trabalhadas, no melhor estilo retro do soul (se é que isso existe). Ah, e aquelas músicas depressivas sensacionais, como “Tears dry on they on”, “Back in black”, “Love is a loosing game” e “Will still love me tomorrow”? Sensacionais. Se ela fosse devidamente valorizada, certamente seria tratada como uma das principais cantoras da atualidade.

Só que é mais lucrativo para eles a colocarem na capa dos tablóides. Tudo bem, o que ela faz merece as capas dos tablóides, mas pelo menos a mídia especializada podia tratá-la como o que realmente é, uma diva da música moderna. Ou talvez a diva, afinal, alguém ai lembra de alguma coisa próxima dela? Se alguém falar em Mariah Carrey, sinta-se socado virtualmente.

Para finalizar de maneira profissional e comedida, a Amy é foda. Simples assim.

Written by Dyeison Martins

27 de outubro de 2009 at 15:09

Publicado em Música

A má sorte da direção

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Sim, eu posso estar exagerando em escrever no mesmo dia mais um post sobre o Grêmio, mas infelizmente não conseguiria escrever sobre outra coisa hoje, já que não estou com cabeça para tal. Estou lendo (finalmente) o Uivo do Ginsberg, e sei que ele daria um grande post, mas é melhor deixar para amanhã ou algo assim.

Quanto ao Grêmio, o erro vem lá de cima. Da direção. Ela errou demais, mas apesar de tudo não tem culpa. Eu pelo menos não posso culpá-la. Ela errou “acertando” na maior parte do tempo, ou com a benção da torcida. Vamos começar com a formação do plantel do início do ano.

O ataque do Grêmio era criticado, muito criticado. A direção trouxe Alex Mineiro (artilheiro do ano passado no Brasil). Também buscou na Rússia um desconhecido argentino Maxi Lopes, considerado muito caro. Gastou mais um pouco e comprou o também argentino Herrera, considerado ídolo pela torcida do Grêmio e artilheiro da Série B pelo Corinthians ano passado. Esses três para se somarem ao Perea e o Reinaldo, atacantes do ano passado, e também ao Jonas, atacante que o Presidente preferiu não emprestar. É culpa da direção que apenas Jonas e Maxi tenham dado certo?

As alas também eram um problema. A direção buscou Jadílson e Fabio Santos para a esquerda, e Ruy para se somar a um Felipe Mathione na direita. Mathione saiu antes do início da temporada, contra a vontade da direção e pela porta dos fundos. A saída de Pereira foi reposta com Rafael Marques, e também continuaram no grupo os promissores Heverton e William Thiego.

Os resultados insatisfatórios, principalmente nos Grenais, fizeram a torcida cair em cima de Celso Roth. A direção ainda segurou como deu. Depois de perder a final da Copa Fernando Carvalho, a vitória na Colômbia sobre o Boyaca Chico ainda segurou um pouco mais. Mas a derrota nas quartas da Copa Fabio Koff foi a gota d’água. Nem mesmo os dirigentes puderam segurar e ele foi demitido.

Ai, contrariando todas as expectativas, onde Renato Gaúcho era apontado como solução mais óbvia, a direção preferiu esperar por Paulo Autuori. A classificação na Copa Libertadores já estava garantida, então preferiram esperar por um treinador já bi-campeão da competição e considerado um dos melhores treinadores do país.

Os reforços no decorrer do ano foram diretos e necessário. Se criticava o Grêmio por não ter um primeiro volante de ofício, veio Túlio. Faltava um lateral direito, veio Joilson. O Grêmio dependia de Souza para ter chances de ser campeão da América, então o Grêmio comprou o passe dele. Faltava um lateral esquedo, o Grêmio trouxe Lúcio. Adilson estava sendo criticado, o Grêmio trouxe Rochanback, seu sonho antigo, que havia sido tentado também pela gestão Odone.

Viram só. As coisas não acontecem por acaso. O Grêmio contratou o que havia de melhor (ou quase) no momento que precisou. Acontece que a maioria das apostas não deram certo.  A culpa é da direção?

Claro que a direção teve sua parcela de erros. Eu ainda acho que não era para o Roth ter sido demitido. Mas a situação estava tão insuportável que entendo o porquê. Acredito que o perfil mais calmo e ponderado do Duda Kroeff ainda não agradou a torcida, que desde o início o critica. Agora, Duda e sua gestão serem os principais culpados de tudo que aconteceu é demais.

Outros tem uma parcela muito maior.

Written by Dyeison Martins

26 de outubro de 2009 at 16:45

Publicado em Grêmio

Mais um Grenal perdido

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E lá se foi mais um Grenal. Perdemos nesse também, como vem sendo a norma durante esse ano. Um ano de fracassos, de péssimas decisões e de falta de sorte. Tudo isso está interligado, desde o mau gerenciamento da direção até os maus resultados fora de casa. Depois eu escrevo mais sobre isso, faço um panorama melhor do Grêmio.

Esse foi um jogo mal jogado. Começou com aquele gol numa falha do Victor. Sim, que isso fique para a história, o grande Victor falhou, e falhou feio dessa vez. Numa bola fraca vinda de longe, ele se adiantou e o quique da bola o enganou. Depois culpou o gramado irregular, num momento Rubinho.

O Grêmio foi mal armado para o jogo. Autuori inventou aquele 4-5-1 com três volantes. O time ficou sem saída de jogo, e tocava a bola de um lado para o outro, atrás do meio de campo, sem saber o que fazer. Sem Tcheco na armação, Souza era pouco acionado, e Douglas Costas pouco mais. Rochenback ainda não mostrou a que veio, o mesmo que Lúcio.

Perea jogou de zagueiro do Inter no primeiro tempo. Pena não ter Sorondo no time do Inter, para ambos poderem conversar em sua língua-mãe. Com a entrada de Herrera, ficou as coisas um pouco mais balanceadas. Mas o argentino foi infelizmente uma aberração. Perdeu um gol feito e se atrapalhou com a bola.

O gentleman Autuori é a negação da temporada. Armou mal o time, e substituiu pior. Colocar o Herrera no time que estava perdendo esta ok, mas tirar o Douglas Costa, que vinha bem, e deixar o completamente ridículo Fabio Rochenback, não dá certo. Esperar até os 40 minutos para colocar o Renato, também não.

Quanto ao Inter, o Inter jogou pouco, mas pouco mais que o Grêmio. Venceu num erro do nosso goleiro. Poderia até ter perdido o jogo, que não estaria errado. Ainda acho que o empate teria sido um resultado mais justo. Mas isso pode ser só choro de perdedor.

Written by Dyeison Martins

26 de outubro de 2009 at 15:36

Publicado em Futebol, Grêmio

Matrix não é um filme cabeça

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Mesmo com todos esses filmes recentes, não consigo me lembrar de um que tenha tido tanta comoção do público quanto o Matrix. Lembram do primeiro, com todo mundo enlouquecido querendo ver, e considerando a coisa mais maravilhosa de todos os tempos. Bem, eu me lembro que achei pelo menos bem melhor que o (na época) ainda aclamado Titanic, e consideravelmente melhor que o Episódio I, que me decepcionou muito, já que fã dos Star Wars. E Alias, ainda acho Titanic uma porcaria sem tamanho.

Como filme de ação, Matrix tem alguns defeitos. Muito parado em diversos momentos, não te prende a atenção como deveria. Tem algumas cenas irretocáveis, como o helicóptero, ou as cenas de lutas, muito bem coreografadas. Acho que a luta entre Morpheus e Neo no início uma das mais legais que eu me lembro. O enredo é meio lento, e existem coisas que não são facilmente explicadas.

Mesmo como “filme cabeça” ele não funciona tão bem assim. Por favor, porque é mesmo que as máquinas usavam os seres humanos? Pelo calor corporal, não é? Não seria mais fácil usar outro animal, que nem teria que ter alguma espécie de matrix. Ou menos pensar em outra coisa. Estamos falando de uma Inteligência Artificial inimaginável. O lance da oráculo também não ficou claro. Ela manipula Neo para que ele faça o que quer, ou de alguma maneira tudo é apenas como é, e ele seria o escolhido de uma maneira ou de outra? Sim, o plano é filosofar sobre isso, mas ainda assim eu não engulo isso muito bem. Nem na vida real, quanto mais nos filmes.

O truque então é olhá-lo com um filme de aventura com um papo mais cabeça. Ai não tem erro, ele tem ação, mas não o suficiente para nos cansar, tem momentos mais introspectivos, mas não tanto que nos cansam. E tem cenas de tirar o fôlego.

Então por favor parem de tentar vendê-lo como o filme de ação mais foda de todos os tempo, esse posto é do Duro de Matar, ou como um filme filosófico, que existem outros muito melhores que esse. Esse aqui é um filme para assistir na Tela Quente, ou na Sessão da Tarde.

Ah, mas não se esqueça disso. Fuja de todas as maneiras das seqüências, elas são tenebrosas.

Written by Dyeison Martins

23 de outubro de 2009 at 15:11

Publicado em Filmes

Metal Gear Solid

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Houveram poucos jogos que eu disse: “que história foda cara”! Esse aqui foi certamente um deles, talvez O maior deles: Metal Gear Solid. E falo de toda a série, não só o primeiro capítulo, que joguei até cansar numa locadora perto de casa. Sim, eu admito, nuca comprei esse tal de Playstation, nem o um, o dois ou muito menos o três. Videogame está longe de ser algo importante na minha vida.

Não irei me delongar em coisas abstratas que não são de meu conhecimento, como gráficos e jogabilidade. Acredito que ambos os quesitos foram muito bem atendidos nos 3 principais jogos (não joguei o MGS 3, aquele que a história é com o Big Boss). Mas a trama, os personagens principais, toda a história, cara, aquilo torna o jogo fantástico. Daqueles que vale a pena gravar o final para mostrar para os amigos (como um parceiro meu fez).

O Solid Snake é o clássico herói durão, estilo Clint Estwood. Mesmo suas falas e seu estilo são característicos do cansado e atormentado soldado, que cumpre seu dever pela sua pátria, mas reclamando a cada passo dado. Os FOXHOUND do primeiro jogo também são clássicos. Liquid Snake, seu irmão gêmeo do mal. Revolver Ocelot, um velho cowboy que usa apenas revolveres. Psicho Mantis, um poderosos paranormal. StephenWolf, uma snipper loira e linda que é apaixonada por Otacon (ou não). Entre os nossos aliados temos o próprio Dr. Hal “Otacon” Emmerich, um nerd vidrado em animes. Gray Fox, o ninja cibernético. Meryl, uma bela moça que sonha ser soldado.

Esses são alguns dos personagens mais legais da história dos games. Depois no dois e no quatro vemos outros personagens clássicos. Vamp, Olga, Raiden, entre outros. Mas sempre somos lembrados dos Patriotas, grupo secreto que comanda os Estados Unidos. E quem os serve, como Solidus Snake, o atual presidente americano. Eles sim são os vilões da história. E daquele tipo de vilão que nunca sabemos quem é, nem podemos bater neles.

Descarreguemos nossa frustração nos Metal Gear, enormes robôs armados com ogivas nucleares que disparam todo tipo de coisa em ti. E dalhe lança-misseis na cara deles. Sim, isso pode parecer infantil, mas é muito legal fazer esse tipo de coisa.

O realismo do jogo é tudo. Quanto tu invade uma base militar, tu não pode simplesmente sair atirando em tudo que se move. Esconder-se, ser sorrateiro e eliminar que ficar no seu caminho de maneira rápida e discreta são essenciais. Claro que há momentos em que tu foge de uma base num carro (ou lancha) em alta velocidade, com um exército atrás. Ou as belíssimas cenas de diálogo, quando podemos nos movimentar, ou brigar. A luta final entre Solid e Liquid no 4 é uma das coisas mais fantásticas que eu me lembro em termos de games.

Sabem de uma coisa. Joguem esse jogo. Tanto o um, quanto o dois, o três e o quatro. São todos aclamados pela crítica como uns dos melhores jogos já feitos. E são FODA!

Written by Dyeison Martins

22 de outubro de 2009 at 16:22

Publicado em Games