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Archive for setembro 2009

Alonso na Ferrari, alguem não duvidava?

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Impossível não dedicar algum tempo ao assunto. Esse foi provavelmente o pior segredo da história. Faz quanto tempo que todos os que acompanham Formula 1 sabem que Alonso iria para a Ferrari? Isso está sendo falado desde o ano passado. Na realidade, parece que foi ano passado que o contrato foi firmado, para 2011. Mas resolveram adiantar.

Porque isso? Para que adiantar? Bem, há mais de um motivo. A queda de Kimi Raikkonen é um dos principais. O finlandês, apesar do seu título mundial em 2007, não aprovou na scuderia. Sua filosofia de trabalho de “começo na quinta antes da corrida e termino depois dela” não agradou os italianos. Seus resultados pífios na pista, onde foi superado pelo seu “segundo piloto” Felipe Massa. Seus hábitos noturnos, e sua fama de beberrão, só pioraram a situação.

Tudo bem que Alonso também não vêm num bom momento. Depois de sua tumultuada passagem pela McLaren em 2007, onde disputou o título até a última prova com Lewis Hamilton, e ambos acabaram derrotados por Raikkonen. Brigas, ameaças, queixas, essa foi a tônica da equipe inglesa naquela época. Alonso reclamava de ser boicotado em favor do inglês. Exigia mais atenção, poder esconder seus dados do companheiro. No fim, com ambos derrotados, preferiu voltar a Renault, onde passou dois anos como figurante na Formula 1.

O talento de Alonso é indiscutível. Na minha opinião é o melhor piloto do grid e o mais completo. Perto dele estão Raikkonen e Hamilton, com Button e Massa próximos. Mesmo assim, possui fama de desagregador. Exige status de primeiro piloto, de cetro das atenções. Pelo menos foi assim na McLaren e na Renault. Mas acredito que o espanhol mudou com o tempo. Ele não parece mais a figura arrogante de antes, quando passava o tempo inteiro reclamando dos erros da equipe.

Mas vai com status de primeiro piloto para a Ferrari. Está montando uma equipe de engenheiros da sua preferência, vindos da Renault, da McLaren e da Red Bull (não me perguntem o porquê da Red Bull). Sua intenção é começar um time novo, para não correr os riscos da McLaren. Será provavelmente o salário mais pesado da F1 atual (cerca de 25 milhões de euros).

E como fica Massa nessa história? Sabemos que ele é bem visto na scuderia. Mas como serão as pressões. E se Alonso começar o ano melhor, e Massa ficar muito para trás? Saberá o brasileiro resistir as pressões? Ou o contrário, Alonso ir mal e Massa bem? O espanhol não vai jogar sujo para ser cetro das atenções?

Tudo bem que estou apenas divagando. Tudo indica que o ano que vêm será ótimo para a Formula 1. Com a ida de Alonso para a Ferrari, e provavelmente Raikkonen volta a McLaren, teremos um ano maravilhoso. Espero.

Written by Dyeison Martins

30 de setembro de 2009 at 16:18

Publicado em Automobilismo

Os 00 não foram tão ruins

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Sabe, apesar dos pesares, os anos 2000 não foram tão ruins assim, pelo menos no quesito músicas.

(E lá vêm você me lembrar de funk, os emos, 50 centavos, festa no apê… Você é um pessimista, é daquelas pessoas que vêem o copo meio vazio. Faça o favor de se acalmar, eu estou tentando lembrar das coisas positivas, ok?)

Começamos o novo milênio com uma banda bem retro, mas muito boa. Strokes, lembram do sucesso e da esperança que surgiu, com o primeiro álbum deles? “A salvação do rock”, eles foram chamados, como tantos outros antes deles. Um som jovem, descompromissado com coisas como originalidade ou requinte. Puro rock n’ roll, como as pessoas querem, mas tem medo de admitir.

Ainda nos Estados Unidos, para ser mais preciso em Las Vegas, apareceu o The Killers. O retorno triunfal do pós-punk, os filhos bastardos do New Order em solo americano. Música para dançar, sim, mas ainda assim rock, também simples. Coloque teclados e guitarras fazendo um som agitado, e tudo (provavelmente) terminará bem.

Agora, Mãe Inglaterra, surgiu outra banda retro. The Libertines, banda do grande Pete Doherty. Como os bons ingleses, da mais pura estirpe: filhos dos Smiths, irmãos mais novos do Oasis, tendo como antepassados coisas como Sex Pistols, Clash, Rolling Stones e The Who. E, se me permitem, não envergonharam sua família.

Enquanto essa galera surgia, o Green Day passou de “bandinha legal” a uma das mais importantes do momento. Com o magnífico American Idiot, um album temático que fala sobre a Guerra do Iraque. Os hits Boulevar of broken dreams, wake me up when september ends e Jesus of suburbia fizeram sucesso nas paradas. Talvez essa foi uma das maiores evoluções musicais que eu me lembro.

Depois da terrível decada de noventa, os dinossauros mostraram porque são “os dinossauros”. O bardo Bob Dylan gravou alguns grandes álbuns nesses anos, retomando a velha forma. Os Stones seguem fazendo seu trabalho. O velho Paul MacCartney também trabalhou, e não foi pouco.

Acho que o ponto baixo da década foi o U2. Fizeram álbuns que lideraram as paradas, mas não parecia o bom e velho U2. Faltou alguma coisa, aquela balada inspiradora como With or without you, ou One. Aquele rock temático, como Sunday Bloody Sunday. Se bem que o pouco que eu escutei esse novo álbum, ele me pareceu beeem legal.

Viram, seus pessimistas. Eu citei três grandes bandas que começaram (o Libertines terminou, é verdade), mais outras um pouco mais antigas, mandando bem. Os dinossauros melhores do que estavam há dez anos atrás.

Então, favor pararem de matar o rock. Eles está vivo e forte.

Written by Dyeison Martins

30 de setembro de 2009 at 15:37

Publicado em Música

Relaxe com os Winchester

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As vezes é importante não se levar tanto a sério. Acho que esse deve ser o mote de um dos seriados mais legais da TV atualmente. Falo de Sobrenatural (Supernatural, para quem não vê a versão do SBT), história de dois irmão que saem de carro pelos Estados Unidos caçando seres sobrenaturais.

A premissa pode parecer tosca, e realmente é. Não tosca no sentido de algo ruim, e sim de algo simples. O seriado em nenhum momento busca ser algo mais do que já é, ele apenas nos conta uma bando de histórias de terror reaproveitada de filmes antigos. O Iluminado, A Hora do Pesadelo, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, estão todos lá. Claro que há algumas coisas novas, mas tudo é feito relembrando os filmes antigos.

A história, para dar mais detalhes: os irmão Dean e Sam Winchester atravessam os Estados Unidos no seu Chevy Impala 67 caçando seres sobrenaturais, e também procurando tanto o seu pai desaparecido quanto o assassino de sua mãe, o Demônio de olhos amarelos. Mãe essa que foi morta quando eles eram muito crianças, então eles nem lembram de nada direito. Com o tempo vai começar a aparecer referências ao passado deles, e aos estranhos poderes de Sam (sim, estou tentando evitar spoilers).

As referências ao universo pop são imensas. Os irmão sempre se disfarçam de personagens famosos. Nomes consagrados do cinema e da música sempre são citados. Dean fica o episódio onde eles são presos falando o tempo inteiro em filmes de cadeia. Quando passa por agentes do FBI os chama de Mulder e Scully.

Não é aquele tipo de seriado que ganha prêmios (pode até ter ganho, não procurei grandes informações dele), mas é do tipo agradável de assistir. Os atores são esforçados, os personagens carismáticos, as histórias bacanas. A trilha sonora é um show a parte. Então não leve a sério, apenas olhe a TV e relaxe por cerca de uma hora.

Vale a pena fazer isso as vezes. Então relaxe e assista os Winchester caçar uns monstros.

Written by Dyeison Martins

29 de setembro de 2009 at 15:39

Publicado em Seriados

Saudade dos filmes clássicos

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Como era bom ter grandes atores em grandes filmes. No sábado passou na Rede Globo o filme “Fogo contra fogo“. Não sei quem fez o roteiro, nem o diretor. Talvez não faça tanta diferença, talvez o filme até não seja m prodígio nesses dois quesitos. Agora, assistir a Robert de Niro e Al Pacino em grande fase, e juntos, era um espetáculo a parte.

Como os lados opostos de uma perseguição entre policia e bandido, ambos se encontram em apenas dois momentos do filme. Cenas antológicas, de um excelente filme policial. Também temos um sempre bom Val Kilmer, e mais uma jovem Natalie Portman, linda como sempre, mesmo quando era apenas uma menina.

Mas não é sobre esse filme que eu queria falar. Ficou mais conhecido por ter dois grandes atores, em grandes momentos da carreira, atuando junto. Nem quero falar sobre esses dois atores. Alguém realmente precisa perder tempo elogiando os grandes Robert de Niro e Al Pacino?

(Sim, eu sei que o “As duas faces da lei” ficou uma porcaria. O roteiro é péssimo, e ambos ja chegaram na fase do piloto automático. Para sair dela, só com grandes papéis. Já falo mais sobre isso.)

Agora, e os grandes filmes? Eu já critiquei o Tarantino a fu por não fazer nada disso. Mas o mundo não é só ele. Scorcese tem crédito, fez o último grande filme que eu vi: “Os Infiltrados”. Prova máxima que com um bom roteiro e uma boa direção, coisa legal pode sair. Teve também o “Cavaleiro das Trevas”, que mesmo sendo de super-herói, é bem tri. O “Watchman” eu também gostei. Fora isso, uns filmezinho médios.

Não há escassez de atores, isso é fato. DiCaprio tem muito talento. Matt Damon também, apesar de ser meio “durão”. Johnny Depp tem carisma (e leva o mulherio a loucura), Jim Carrey já provou que é muito mais que um “ator de comédias”. Meu preferido é o Robert Downley Jr, carismático e muito versátil.

Mas nem boas idéias existem mais. Filmes hoje em dia sempre são remakes ou são continuações de filmes muito antigos. O próprio “Infiltrados” é remake de um filme japonês (acho). Depois que pode sair um filme dos “Três patetas”, eu acredito em tudo. Já estou pensando até em comprar meu ingresso para “O Poderoso Chefão IV”, com o Al Pacino e tudo.

Tanto que os últimos ganhadores dos tios Oscares foram filmes meio obscuros, alternativos. Nada contra, claro, mas fica aquele sentimento de “onde está o velho cinema americano”.

Written by Dyeison Martins

28 de setembro de 2009 at 15:47

Publicado em Filmes

O incidente Cingapura

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Preferi evitar tocar no assunto de início. Até por considerar a atenção que a mídia deu para o assunto um tanto exagerada – alias, como geralmente a mídia se comporta, dando atenção exagerada a casos menores e “acidentalmente” ignorando os maiores.

Falo do assunto do ano na Formula 1, o caso do GP de Cingapura do ano passado.

O caso, em si, é bizarro. O piloto da Renault Nelson Angelo Piquet bate propositalmente no muro do estreito circuito de rua de Cingapura, para forçar a entrada de um safety car. Tudo isso para beneficiar o também piloto da Renault Fernando Alonso. Algo desse tipo é praticamente inimaginável. Como alguém bolaria algo assim tão simples e engenhoso. E completamente anti-ético.

Tudo bem que estamos falando de Don Flávio Briatore, um dos homens fortes da Formula 1 atual. Que é possível lembrar de casos completamente anti-éticos dele, como quando demitiu Trulli da Renault, por este se recusar em renovar Briatore como seu empresário. Alias, ser ao mesmo tempo empresário de pilotos e diretor de uma equipe é algo muito estranho. Me espanta que ninguem nunca se deu conta disso, e exigiu medidas da FIA.

Se ele já colocou em risco a vida de seus pilotos? Sim. Em 94, quando era chefe da estinta Benetton, ele retirou um filtro da mangueira que injetava combustível. Isso tornava o reabastecimento dos carros muito mais rápido, mas também muito mais perigoso. Schumacher se beneficiou disso mais de uma vez, me lembro do GP do Brasil, onde Senna entrou na frente nos boxes, saiu atrás de Schumi e rodou por acelerar demais. Jos Verstaapen poderia ter morrido quando ao reabastecer, começou um incêndio no meio dos boxes.

Mas se ele foi o mandante, junto com Pat Simons, quem foi o peão? Nelson Angelo Piquet. Não me imagino batendo num muro a duzentos por hora, apenas para agradar meu chefe. Piquet, apesar das fracas atuações, combinadas com o pífio desempenho do R28, estava na frente de Alonso no campeonato, graças a um segundo lugar achado em Nurbugring. Seu emprego estava em risco, e ele achou que a única solução era acatar essas ordens. Nelsinho era novo, estava em sua primeira temporada na Formula 1, podia tentar diversas outras possibilidades. Porque fazer aquilo?

Ele fez. Bateu no muro. E, acuado com uma possível demissão, chantageou Briatore, ameçando revelar ao mundo isso tudo. Briatore pagou para ver, e viu mesmo. Nelsinho destruiu a carreira e seu ex-chefe, e provavelmente a sua também. Já se diz que ele poderá ir correr na Indy, ano que vêm. Boa sorte para ele, vamos ver se aprendeu alguma coisa com isso.

A equipe Renault já começa a sofrer com esse escândalo. A seguradora espanhol (?) e o banco holandês ING já cortaram o patrocínio. A ING então, que era a principal patrocinadora do carro, devia dar milhões para essa equipe. Quero ver como ficará o carro sem esses patrocínios. Vai lembrar a Brawn no início do ano, um carro branco. Nesse caso, amarelo.

Só uma figura ficou incólume nessa história. Fernando Alonso. O bicampeão negou saber de alguma coisa. Provavelmente sabia, tanto depois como antes. Ele começou a corrida no final do grid praticamente vazio. Para que isso? Ordens de cima? O melhor piloto do mundo não iria questionar essa estratégia estúpida? Mesmo pouco informado não iria se ligar depois da corrida? O pecado de Alonso parece ter sido o do silêncio. Sabia, nada disse. Se beneficiou sem se sujar.

Written by Dyeison Martins

25 de setembro de 2009 at 15:35

Publicado em Automobilismo

Bukowski, um velho safado

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            Quando começaram a produzir a capa de “Crônicas de um amor louco”, o editor precisava de uma foto que representasse o conteúdo do livro. Ele escolheu então uma foto do próprio autor, pois segundo ele ninguém mais teria uma imagem tão acabada, asquerosa, pálida e destroçada como aquela.

            Ele era feio. Talvez um pouco menos do que escrevia, mas era feio mesmo. Falo do escritor, poeta, pintor e sabe-se lá mais o que, Charles Bukowski. Com um estilo escatológico, repugnante, agressivo e contundente, ele era capaz de escrever as coisas mais vis e cruéis, mas ainda assim escrever algumas coisas que realmente nos emocionam, nos fazem pensar e desejar algo melhor.

            Você precisa de coragem para ler Bukowski, e um pouco de estomago também. Ele não tem vergonha de perambular pelos esgotos e nos mostrar o excremento do pior da raça humana. Suas críticas são fantásticas pelo cinismo tosco e objetivo que possui. Coisas como: “a diferença entre a democracia e a ditadura é que numa eu não preciso perder meu tempo escolhendo o cara que vai mandar em mim” saem sem vergonha desse mestre da literatura norte americana.

            Eu já falei sobre a escola norte-americana dos escritores auto-biográficos. Parece que a vida inteira de Bukowski está em seus livros, desde sua infância em “Misto Quente” até seus últimos dias em “Hollywood”. E que vida sofrida. Bukowski apanhava dos pais até não poder mais, foi criado num sistema repressor falido. Era incapaz de se relacionar na escola. Depois teve problemas para conseguir emprego, sempre com poucas oportunidades, e nos cargos mais baixos. Desde cedo teve problemas com o álcool, o qual quase o mataria mais de uma vez.

            Que perspectivas de vida tem um sujeito desses? Morrer numa sarjeta, depois de uma vida de sofrimento. Mas Bukowski tinha talento. Escrevia como via o mundo, o que chocou a sociedade de sua época. Contou os casos mais bizarros, daqueles que acontecem apenas com homens na sua situação. Homens rejeitados pelo mundo. Sem amor, sem família, sem amigos, sem dinheiro, cujo único conforto era álcool e mais álcool.

            Bukowski foi um mestre. Felizmente foi reconhecido em vida como tal.

Written by Dyeison Martins

24 de setembro de 2009 at 15:31

Publicado em Literatura

Tarantino: um gênio preguiçoso

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            Havia um lento declínio no cinema norte americano, no início da década de noventa. Houveram alguns êxitos, é verdade, como, principalmente, O Silêncio dos Inocentes. Mas mesmo assim a queda de produção era evidente. Os mestres da década de setenta (Scorcese, Coppola, Woody Allen…) estavam todos começando um declínio, o qual viriam a se recuperar depois, ou não. O cinema necessitava de algo novo.

            Surge em cena o nosso herói. Um nerd que era balconista numa video-locadora de Los Angeles. Apaixonado por cinema, e metido a roteirista. Seu nome: Quentin Tarantino. A história, que depois será registrada em livros e legada a futura geração, não conta exatamente como Tarantino reuniu as peças exatas para seu primeiro filme. Não conta exatamente como ele conheceu Harvey Keitel, seu braço direito na sua bombástica estréia Cães de Aluguel. A história não conta isso, ou talvez eu apenas devesse procurar me informar mais.

            O fato é que Cães de Aluguel foi feito. Custo baixíssimo, completamente independente. E foi simplesmente fantástico. Contou com magníficas atuações, como a de Buscemi, Madsen, Tim Roth e Keitel. Cheio de referências, assumidamente um filme nerd, fez sucesso entre público e crítica. Violento, carregado de palavrões, com um enredo meio nonsense e diálogos muito bem construídos.

            A fama instantânea não acabou com a cabeça de Tarantino. Convidado a dirigir Velocidade Máxima e MIB, ele recusou esses convites, e preferiu se retirar para preparar seu sucesso seguinte: “Pulp Fiction”.

            Ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Original, de vários prêmios no MTV Movie Awards, e de reconhecimento internacional, Pulp Fiction, que no Brasil ganhou o título “Tempo de Violência” depois do nome original (alguém tinha que pegar esses caras que mudam os nomes dos filmes…), elevou todas as qualidades de Cães de Aluguel a enésima potência. A trilha sonora, de boa, ficou excelente. Os diálogos, de bem construídos, passaram a memoráveis. O enredo em ordem não linear ficou brilhante. Atuações incríveis de John Travolta, Uma Thurman, Bruce Willis e Samuel L. Jackson. Cenas antológicas para o cinema, incontáveis vezes mencionadas. Um clássico dos anos noventa.

            Tarantino atingiu seu auge nesse filme. E, pelo menos até hoje, não conseguiu repeti-lo. Os dois filmes posteriores dele (pelo menos que e vi), Jackie Brown e Kill Bill, são bem bons. interessantes, bem construídos, com elenco de primeira e cenas bem bacanas. Mas mesmo assim, sinto falta da genialidade de Tarantino. Ele fica anos sem lançar um filme, e quando o faz, eles não nos dizem nada demais. Sei que não há comparação, mas Woody Allen faz um filme por ano (isso que ele já tem setenta e vários), e nem todos são clássicos, mas como ele mesmo disse, é preferível fazer vários filmes: alguns serão clássicos, outros muito bons, alguns apenas bons e uns poucos, engraçadinhos. Tarantino, em sua já longa carreira, tem pouquíssimos filmes, e apenas esses dois realmente lembráveis.

            Então, Tarantino, vai trabalhar meu filho. Talento a gente sabe tu tem. Mas tem que mostrar.

Written by Dyeison Martins

23 de setembro de 2009 at 16:12

Publicado em Filmes