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Uma queda há muito esperada

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Então, finalmente Renato foi demitido do Grêmio. Não porque eu ansiasse pela sua queda, mas porque era um desdobramento esperado devido aos resultados em campo.

Eu ainda sou do princípio de que só poderiamos ter uma análize certeira do trabalho de Renato quando o time se encontrasse mais inteiro, em relação a reforços.  Só que nem isso desculpa as invencionísses de Renato nos últimos tempos.

Vamos ser realistas. Desde o primeiro momento, o Renato não ficou satisfeito com Odone, assim como Odone não queria ele, por ser contra suas filosofias de futebol. Mas, como foi o pedido, ambos tiveram de, a contra gosto, se aliarem.

Na montagem do time, ficou claro que Odone seguiu as indicações de Renato, salvo excessões (Escudeiro). Também ficou claro que as apostas do técnico acabaram não dando certo, com Carlos Alberto sendo um desastre, e Rodolfo também fracassando. Quanto ao argentino, foi claramente preterido até agora.

Claro que o presidente também cometeu erros imperdoáveis, como a tentativa frustrada de trazer Ronaldinho, e graças a isso perder a estrela do time na vitoriosa campanha do ano passado, Jonas. (Sim, hoje podemos falar nesses termos. Jonas era o diferente no time, com sua saída, tudo ruiu).

Depois, Renato começou a insistir com um  padrão de jogo nascido morto, que foi com o quadrado Carlos Alberto, Douglas, André Lima e Borges. Só desistiu disso quando o centroavante se lesionou.

No final das contas, as lesões, os enfrentamentos com a direção, as idéias patéticas, a manutenção de jogadores abaixo da crítica contra a escolha de nomes melhores e disponíveis (Gilson x Bruno Collaço, Carlos Alberto x Escudeiro, Rafael Marques x Saimon, e agora mais recentemente, Lucio x Escudeiro).

Outras atitudes, como a suposta saída para o Fluminense, o campeonato de futvôlei… Todas essas atitudes foram o fazendo perder seu grande crédito com  a torcida.

Claro que o arremendo de time que foi a campo nesse Brasileirão não pode ser considerado, mas mesmo assim, o time foi muito mal montado e organizado. Jogadores simplesmente não rendiam mais, como Douglas, Gabriel e Lúcio.

Enfim, em algum momento do ano, ficou visível que Renato se perdeu, ou dizem alguns, havia achado o esquema e sistema do ano passado por mais sorte que qualquer coisa. As peças mudaram, e ele tentou repetir o mesmo com outras, sem sucesso. Insistiu com os nomes errados no momento errado. Perdeu o Gauchão.

Tentou fazer algo novo, e também não conseguiu. Brigou com a direção e deu um ultimato exigindo reforços. Alguns vieram, outros não. Antagonizou claramente o Odone. Por fim, pediu para sair.

Termina a história do maior ídolo do Grêmio na casamata. Ou, pelo menos, por enquanto.

Escrito por Dyeison Martins

30 30UTC junho 30UTC 2011 às 14:49

Publicado em Grêmio

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